[FP] Shaw, Edwiges

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[FP] Shaw, Edwiges

Mensagem por Edwiges Shaw em Qua Abr 29, 2015 4:39 pm



Edwiges Catherine Shaw
Twenty and Two years old
Burguesia
Sensitive
Ocultista
Natalie Dormer
Carlinha

Físico
Quando vemos gêmeos idênticos, temos a nítida impressão de que são sim, completamente iguais. Porém, isso não é verdade. Um olhar atento e com certo tempo de observação, dá pra se notar que até os gêmeos idênticos, não são tão idênticos. Edwiges tem duas irmãs gêmeas, completamente idênticas nas feições delicadas e um tanto felinas, como o nariz arrebitado, os olhos azuis claros e amendoados e a pele clara como creme. Porém, Edwiges é a menor das irmãs, a mais magra com um aspecto até um pouco abatido e adoentado. Por ser a última das trigêmeas, Edwiges sempre teve a saúde fraca e se desenvolveu em um ritmo totalmente diferente das mais velhas. Apesar disso, esta longe de ser considerada feia, embora suas irmãs sejam visivelmente mais belas, ela está com certeza acima da média das garotas da alta sociedade londrina. Seu cabelo também é levemente diferente das irmãs, enquanto os cabelos de Edwiges são loiros como fios de ouro, cumpridos até a cintura e ondulados em ondas que caem como cascatas pelas suas costas.
Personalidade
Alguns dizem que sua personalidade é algo genético, intrínseco a você independe da sua formação, outros dizem que o somos o que somos por uma soma infinita de histórias, acontecimentos, pessoas que cruzam a nossa vida, magoas e alegrias que formam nosso caráter e modo de pensar. Para Edwiges, mais do que qualquer outra pessoa, o contato com as outras pessoas a formaram do jeito que ela é. Embora seja uma tarefa difícil distinguir o que é realmente seu, e o que ela acha que é devido a sua facilidade de empatia pelo sentimento dos outros, Edwiges é uma garota assustada e de bom coração, embora seu pequeno corpo não aguente a avalanche de sentimentos que ela recebe diariamente das irmãs, dos servos de sua casa, do pai. Por isso, mais até do que por opção, Edwiges é uma garota um tanto reclusa. Prefere ficar sozinha lendo, ou dando passeio pela propriedade extensa da familia do que com pessoas que em um lugar cheio de pessoas, e a palavra festa é a definição de tortura para a loira.
É um tanto depressiva e esta sempre exausta, como se carregasse o mundo nas costas. Embora sempre faça um esforço para, mesmo cansada, estar presente no jantar em família, ou passeio com as irmãs. Não é a garota mais comunicativa, embora pela luta que lhe aflinge desde cedo, seja mais madura do que muitas senhoras de meia idade. Sempre tem algo de muito sensato e irônico para dizer, embora nunca seja maldosa. Possui um auto controle hercúleo, e é uma verdadeira guerreira já que em alguém com menos força de vontade, já teria sucumbido e cedido a loucura, ou até tirado a própria vida. Porém, não seria extremamente verdade dizer que a garota chegou a idade de vinte e dois anos ilesa de sua condição sobrenatural. Depois de muitos problemas, ela finalmente achou uma maneira de aliviar a tensão e a dor, e não foi da maneira mais tradicional. Quando a garota é forçada a algum evento social, ou acontece algo que deixe as pessoas a seu redor muito efusivas, ou muito dramáticas, Edwiges faz uso medicinal de ópio, o que a deixa mais simpática e aguenta a dor com mais facilidade. Mesmo não sendo a atitude mais ortodoxa a tomar, é melhor isso do que se deixar levar, e a garota já chegou perto demais do limite do que se possa imaginar.


historia
Broadlands, situada em Hampshire, Inglaterra é uma mansão um tanto extensa e muito privilegiada. Jane Shaw, que antes disso era Jane Monroe, filha de fazendeiros locais nunca imaginou morar numa casa como aquela. Embora Broadland estivesse longe de ser Apsley House em Londres, e estivesse a no mínimo quilômetros de distancia da alta sociedade, aquela senhora do interior estava mais do que agradecida do que tinha recebido. Um marido que amava, carregando um filho e pronta para começar uma família. Era tudo o que uma garota poderia querer naquela época. Porém, as escolhas que fizeram Jane chegar aonde chegou cobrou seu preço. Um ano antes, em Rumsey, havia uma senhora vinda da Europa. Uma cigana que era conhecida por realizar desejos incomuns desde que estivessem disposto a pagar seu preço.
Jane era uma menina bonita, porém sem perspectivas ou conexões e todos sabiam que seu futuro seria como o de todas as outras garotas do interior, casar com alguém ferreiro, ou no máximo um soldado e viver uma vida simplória. Jane era ambiciosa e era uma das poucas a arriscar o bom nome, quando bateu na porta da tal cigana. Ela sabia claramente o que pedir. Uma família grande, um marido bem sucedido que lhe salva-se de uma vida servil e braçal. Quando a tal mulher abriu a porta, Jane se surpreendeu de que ela era muito bonita e nada parecida com uma serva do demônio deveria se parecer. A tal mulher leu sua mão, jogou as cartas vendo que no futuro ela poderia ter tudo o que quisesse, e que uma de suas filhas seria uma garota talentosa e especial, se ela assim o quisesse. Jane não pensou duas vezes, e fez o que cigana mandou-a fazer. Sacrificou um animal da fazenda de seu pai, e levou seu sangue para um antigo carvalho plantado na divisa da cidade.
Jane começava achar que tinha sido ingênua ao acreditar naquilo tudo, já que ninguém havia lhe aparecido, perdidamente apaixonado para lhe salvar de sua realidade, quando uma família, vinda de Londres, comerciante de joias preciosas que vinham da África, alugou Broadlands pela temporada. A família Shaw tinha um filho, herdeiro de boa fortuna e em idade de se casar. Na primeira festa, os olhos azuis pálidos do rapaz se fixaram nos dela, e a partir de então nunca se separaram. Não importava seu berço ou condição social. Em pouco tempo, estavam casados para a alegria da família dela, e decepção da família dele. Porém, quando em menos de dois meses de casadas, Jane apareceu grávida, a família esqueceu que a nora não tinha um tostão e se dedicaram a chegada dos netos, afinal nada do que uma criança para abafar o descontentamento geral, sem contar que com Jane parindo filhos, e cumprindo sua função de mulher, pouco importava seus tostões já que Edmund tinha pelos dois, ou três ou quantos mais filhos desejassem ter.
Quando Jane sentiu as dores do parto, meses antes do esperado, e com uma barriga inchada demais para quem clamava ter apenas 7 meses de gestação, a família do marido tinha certeza de que o filho que carregava não era de Edmund, e sim um bastardo. Porém, em poucos horas quando a cabeleira loira de uma criança nasceu, e em minutos outra criança veio, os sogros não conseguiam parar de se desculpar, e a festejar a chegada de duas netas de uma vez. Porém, depois das bebês terem nascido, Jane, cansada pelo esforço de quase 22 horas de parto, no meio da madrugada chuvosa e fria de outono, ainda não tinha terminado, sentia contrações fortes que a pareciam mata-la pouco a pouco. A parteira, percebendo que havia ainda mais uma criança, e que esta estava enrolada no cordão umbilical, teve que usar tudo o que sabia para trazer a criança com vida. Depois de quase meia hora depois, e um berro horripilante que fez os cabelos da nuca de todos da casa se arrepiarem, Edwiges veio ao mundo. Meio arroxeada e visivelmente menor que as irmãs com dificuldades para respirar. Porém o quadro da pequena recém nascida não chegava aos pés de Jane, que não se mexia e não emitia som algum.
Edmund lamentou a morte da mulher, mas a família estava em êxtase com a chegada das três meninas, até com a menor que parecia melhorar gradativamente com o tempo. Eva, Eleonor e Edwiges foram criadas pelas tias e a avó no campo, enquanto seu pai fora a cidade cuidar dos negócios da família. As três gêmeas tinham cada qual sua personalidade única e já a demonstravam desde a pouca idade, Eva era extrovertida e auto confiante, Eleonor era doce e amorosa enquanto Edwiges era chorona e introspectiva. Tudo parecia incomodar a mais nova, sons, movimentação, porém principalmente as irmãs. Conforme crescia, Edwiges aprendia que chorar por tudod não era educado, porém sua expressão era de quem estava sempre nauseada e cansada. Era curiosa e extremamente inteligente, e a presença da irmã do meio, não a incomodava, porém perto de Eva, Edwiges acabava aprontando, e agindo mal mesmo que por si própria não quisesse fazer aquelas coisas.
As tias pensavam em mandar as trigêmeas para Londres, porém com a saúde fraca da mais nova elas continuaram no campo até que debutassem. Eva que estava sempre irritada e zangada culpava a irmã mais nova por tudo, quando era castigada pelas tias, culpava Edwiges por matar a mãe, e quando estava entediada a culpava por estarem presas no campo. Eleonor parecia sentir pena da mais nova, e apesar de não lhe tratar bem, a pena da irmã do meio, e das tias era sufocante. E foi assim que ela passava tempo demais andando pelos labirintos de cerca viva, lendo perto do riacho, mas sempre longe de todos.
Demorou anos para que descobrissem que Edwiges era empática, ou sensitiva. Quando as irmãs adoeciam ou pegavam uma gripe que fosse, Edwiges caia na cama e mesmo não apresentando sintomas físicos pareciam tão má quanto as irmãs. Podia ser a tal “ligação entre gêmeos” mas isso não acontecia com as outras, e quanto mais a menor abrangiam seu contato social pior Edwiges ficava.
Quando finalmente elas fizeram dezesseis anos, o pai fora busca-las para fixar residência em Londres e arranjar bons enlaces. Porém, nas primeiras festas, Edwiges teve náuseas e sangramento no nariz e parecia completamente perturbada. Não era uma boa impressão para a garota e como elas eram absurdamente parecidas, a reputação recaiu sobre as três. Como elas não sabiam se portar em sociedade e como sempre pareciam adoentadas, mesmo que fosse apenas Edwiges que sofresse de falta de maneiras sociais.
Dois anos mais tarde e bem poucos pedidos de casamentos ( e os poucos que vieram, eram de interesseiros em seus dotes) Edwiges fez amizade com uma mulher um tanto diferente em um dos chás em que eram frequentemente convidadas pela Sra Cook. A Sra. Lerkin era uma mulher exótica e um tanto temida, diziam que era uma bruxa, mas de alguma forma, elas se deram muito bem. A Sra. Lerkin por algum motivo sabia das tribulações que afligia Edwiges e lhe deu algo que prometia libertar Edwiges das dores e enjoos que sentia quando estava perto de muitas pessoas. Se chamava ópio, e fazia com os sentimentos das pessoas que cercavam Edwiges fluíssem livremente pelo seu corpo, como se não incomodassem, e isso permitiu de que ela pudesse ter uma vida um pouco perto do normal.
No entanto, a falta de controle que a droga proporcionava a deixava suscetível a todo tipo de mal que havia nesse mundo e além desse mundo. E o uso continuo a deixava cada vez mais vulnerável, o que era só uma questão de tempo para que forças além do controle da loira se apoderarem de seu corpo e mente completamente desprotegidos.




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Re: [FP] Shaw, Edwiges

Mensagem por Victoria em Ter Maio 05, 2015 1:04 pm



APROVADA!


BEM VINDA! Excelente ficha, aproveite o RPG e divirta-se!




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