To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

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To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Maximillien Västergötland em Sex Maio 01, 2015 8:36 pm



Dados da RP

Participantes: Freya e Max Västergötland.
Clima: Ensolarado, na casa dos 15°
Dia 15 de fevereiro de 1861, manhã.


Última edição por Maximillien Västergötland em Sab Maio 23, 2015 3:31 pm, editado 1 vez(es)

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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Maximillien Västergötland em Sex Maio 01, 2015 9:17 pm


I believe in nothing else, but me. and you 

Os olhos oblíquos analisavam todos os transeuntes no Jardim Botânico. Depois do decreto, feito pelo prefeito, governador, príncipe ou o que quer que ele fosse -- Maximillien não se importava realmente quem ele era, mas o que tinha acabado de fazer --, o lord não conseguia sair em público sem ter um bando de guardas ao seu redor, cercando não só ele, como a irmã. O povo de Londres estava ficando cada vez mais louco, e, com isso, Västergötland podia estar absorvendo algumas das características deles, a paranoia intrínseca quando se tratava da segurança de sua irmã gêmea, sua tão amada Freya. Assim que chegaram naquela manhã, sabia que teria que ter uma conversa séria com ela. Não podiam se dar ao luxo de aparecer em Londres, por mais que o ato despertasse suspeitas. Preferia que suspeitassem a Freya ter um colapso e ser tomada por uma alma vagante -- não só a exporia, como o faria com ele, também, e ele tinha muito mais a perder do que a irmã. Londres confiava nos Västergötland para sua construção, mas Killian e Max tinham outros planos para ela.

Estava fora de questão deixá-la zanzar por Londres desacompanhada.

Escolher o Jardim Botânico para dar a notícia a ela tinha sido estratégico, calculado antes mesmo que pudesse pensar porque sabia o quanto a morena amava o lugar, o cheiro, as plantas e todas as coisas da natureza que Max detestava. Ela era seu oposto, provavelmente a única parte boa que o movia, além das muitas más. Ao encontrarem o lugar perfeito, à sombra de um grande abeto, fez sinal para os guardas arrumarem a mesa e todas as meiguices que sabia que eram do gosto da irmã. Tentou sorrir para a mulher, mas tudo o que saiu de seu rosto foi um esboço do sorriso que um dia habitou as expressões de Max -- antes do pai morrer, antes de Ygritte tomar a guarda deles, antes do inferno abrir as portas em Londres. Tinha vinte e quatro anos, mas as responsabilidades eram dispostas em seus ombros como, ele duvidava, sequer o Primeiro-Ministro teria. Respirou fundo, apertando a mão da morena levemente, antes de se separarem e ir se sentar em uma cadeira, à frente da dama. "Está bom, podem nos deixar agora", ordenou aos subalternos, assim que dispuseram um jogo de chá de porcelana, servindo-se de um longo gole do chá inglês que era tido como tradicional pelos londrinos, antes de voltar seu olhar à Freya.

"Suponho que saiba porque eu a trouxe aqui, não, minha amada?"
, levantou a sobrancelha, a xícara de chá ainda em mãos e o calor que o líquido proporcionara em seu corpo ainda em voga, mesmo que não soubesse realmente se era por causa do chá, ou pela atenção total da gêmea. Assim que percebeu a negação de Freya, Max engoliu todo o carinho que tinha pela mulher, repousando a xícara na mesa forrada. "Freya, você não é estúpida -- ao menos eu quero acreditar nisso. Sabe o que está acontecendo. Não posso permitir que você saia por aí, se arriscando. Não sou tão desmiolado assim", a preocupação era evidente, mas Max tentou disfarçá-la ao máximo. Cesare o ensinara que demonstrar afeto por alguém, especialmente em público, era um sinal de fraqueza. Ele estava pondo-a em perigo, mas não conseguia evitar tratá-la daquela forma. Céus, ela era provavelmente a única mulher que já tinha chego a amar, em toda a sua vida. Não era uma qualquer. Negou, tentando desanuviar os pensamentos. "O que eu quero dizer, love, é que suas saídas londrinas acabaram, pelo menos até esse pandemônio acabar. Não deve demorar. Eu e Killian estamos...", impediu-se, antes de terminar seu discurso. Ela não poderia saber de muitas informações. "Estamos cuidando disso", terminou, sabendo que a morena provavelmente não teria acreditado em si.
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Última edição por Maximillien Västergötland em Ter Maio 12, 2015 7:52 pm, editado 1 vez(es)

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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Freya Västergötland em Sab Maio 02, 2015 10:00 pm

The sun shines on everyone
Esclarecimentos com Maximillien, post de número #001, JD BOTÂNICO

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Freya adorava a natureza, cresceu em um jardim só seu e sabia bastante sobre botânica, sua avó sempre que possível enviava algum tipo de professor para ensina-lá algo novo, até porque ela se entediava rapidamente das coisas, menos das plantas, ela as adorava. Então, quando seu irmão a levou para um dos seus lugares favoritos, ela teve a certeza de que odiaria o assunto que eles teriam naquele lugar.

Fez questão de manter sua faxada de indiferença enquanto seu irmão mandava montarem uma mesa para eles.
Sentou-se e analisou qual doce iria comer primeiro, optou por um scone de geleia de morango enquanto seu irmão iniciava o assunto.

- Não sei, Maxi. -  Freya deixou o que ia comer na mesa e ergueu uma sobrancelha para o irmão gêmeo.
- Creio que o estúpido aqui é você, por achar que pode me privar de minha própria liberdade! - Falou de modo irritado, afinal, não estava nem um pouco feliz por essa conversa, ou melhor, nem um pouco feliz pelo que está acontecendo em Londres. O que era aquilo afinal, a Inquisição as Bruxas? Estava vendo que daqui alguns dias as pessoas vão passear por aí com seus exemplares de Malleus Maleficarum. E veja bem, ela sabia que poderia ser uma das vítimas dessa nova lei, mas não acreditava que alguém fosse investigar membros da realeza.

Olhou com desdém ao seu irmão que se mantinha calmo enquanto falava, ela por outro lado, estava encostada na sua cadeira e bufava, como uma criança mimada. - Eu sei que você acha que isso irá me ajudar, mas acredite em mim, por favor, eu estou bem a um bom tempo, as pessoas não estão nem se que desconfiado de nós. - Esticou o braço e pegou a mão de seu irmão, acariciando-o. - Você seria capaz de me privar de uma das poucas coisas que me fazem feliz? - Sorriu para seu gêmeo, que a analisou com muito cuidado, Freya suspirou para ele, mostrando que estava magoada.

- Sabe, ficar em casa trancada talvez acabe me enlouquecendo. E pelo jeito Killian está de volta, o que o deixará ocupado o tempo todo, enquanto eu? Eu ficarei privada das únicas coisas que amo! - Olhou para cima, evitando olhar Max nos olhos, e esperou os comentários do irmão.
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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Maximillien Västergötland em Sab Maio 02, 2015 11:45 pm


I believe in nothing else, but me. and you 

Sabia que não seria fácil convencer a morena de desistir de sua vida social em Londres -- fora preparado para prever as reações da irmã desde que se entendia por gente, mas sempre havia algum momento em que Freya sucumbia à vontade de Maximillien, e ele só precisava ser paciente, paciente como um bom cavaleiro inglês. Suspirou, tentando manter a calma, diante da reação tão explosiva da mais nova. "Love, não estou tentando privá-la de nada. Me preocupo com sua segurança. Você também deveria fazê-lo, se gosta tanto assim de sua vida como diz". Encarou-a nos olhos, tão azuis quanto os seus. Ele via um reflexo dele mesmo em Freya, e aquilo era perigoso demais para ser externado. "Elas podem não estar desconfiando agora, mas se algo imprevisto acontecer... Freya, eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a você, caso deixasse que vagasse por Londres como antes. Os tempos não são os mesmos". Pegou a xícara novamente, ignorando o restante dos quitutes apresentados para os dois. Ele era um lord inglês. Apenas um chá estava de bom tamanho, como mandava a tradição. "As desconfianças surgem do vácuo, my dear. Creio que saiba disso... Sabe muito bem como Ygritte descobriu sobre nossos pais", hesitou antes de continuar sua linha de raciocínio. Era sempre difícil falar sobre os pais em voz alta, ao menos para ele, e sabia que Freya tinha um carinho cego pela avó, então negou, submisso à irmã assim que ela pôs a mão sobre a sua, fazendo um pequeno carinho.

Maximillien sentiu seu corpo tremer minimamente, levemente embasbacado. Não era um contato voluptuoso ou coisa parecida -- era óbvio que não --, mas mesmo assim, era esse o efeito que Freya tinha causado. Em questão de segundos, Lord Västergötland estava susceptível a quaisquer desejos que a irmã pudesse o impor. Ele sabia que ela tinha algum poder sobre ele -- qualquer idiota poderia perceber, dada a adoração que tinha pela irmã --, mas nunca pensara que poderia causar danos tão graves em tão pouco tempo. Negou levemente, mantendo o contato entre as mãos dos dois. Não queria que ela a retirasse dali. "Não a faço feliz o suficiente, minha irmã?", perguntou, levemente insultado antes que se desse conta do significado do que estava falando. "Esqueça. Por que não consegue acreditar que o que estou fazendo é para assegurar a sua segurança, a segurança do legado de nossos pais?", o tom sério se esvaiu assim que a irmã dissera algo sobre loucura, tornando Maximillien incapaz de não levar a mão dela até seus lábios, para então repousar um beijo casto ali, os olhos mirando a mulher. Ela não enlouqueceria, porque já era louca, assim como ele, só se tornaria mais susceptível a não esconder aquele aspecto de sua personalidade. "Killian não vai ficar muito tempo em Londres, não se preocupe. Conhece nosso primo, só está aqui para me ajudar em algumas... Coisas. Logo estará de volta à Viena, Prússia, ou seja lá onde tenha andado recentemente. Não a negligenciarei, Freya", estava sendo sincero. Ela era a única pessoa que podia dizer não ser negligenciada por Max. Repousou a xícara de chá novamente na mesa, certo de que aquela conversa não estava acabada, de que ela bateria o pé mais um pouco antes de se dar por vencida, mas estava inclinado a deixá-la livre.

Freya sempre fora um rouxinol, afinal de contas. Não conseguia, nem em seus anos de infância, viver trancada dentro do casarão onde Cesare os havia escondido. Ele sempre tivera que puxar as rédeas da irmã, mantê-la segura enquanto o pai estava caçando ou se assegurando de que Ygritte não os surpreenderia, portanto a responsabilidade foi desenvolvida quando eram pequenos, o que, obviamente, não se aplicava a ela -- paradoxalmente, era o que mais gostava em Freya, além da beleza e das manias pouco usuais. Pegou-se sorrindo entre seus pensamentos, mas voltou a realidade tão logo quanto pôde.

"Você nunca será privada de mim, my love", afirmou, subitamente sério. Não podia morrer, não podia deixá-la sozinha em um mundo tão vil quanto aquele, tanto pela facilidade com que poderia ser manipulada, como também porque temia pela segurança de seu corpo, quando era eventualmente tomada por entidades extraterrenas. "Sempre estarei lá, por você". Sabia que não tinha dado a resposta para as preces dela por liberdade, mas se preocupava demais -- era inato a sua existência. O sorriso que tomou seus lábios, naquele momento, foi o mais radiante e sincero que Maximillien conseguia fabricar. Deus, que a deusa jamais a tirasse dele. Não vê-la mais, sempre que acordavam e tomavam café-da-manhã, seria enlouquecedor. Freya acreditava que, sem liberdade, seria privada de sua sanidade; Max, sem Freya, também o seria.

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Última edição por Maximillien Västergötland em Ter Maio 12, 2015 7:53 pm, editado 1 vez(es)

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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Freya Västergötland em Qua Maio 06, 2015 11:26 am

THE SUN SHINES ON EVERYONE
ESCLARECIMENTOS COM MAXIMILLIEN, POST DE NÚMERO #002, JD BOTÂNICO

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Freya sorriu para a frase de seu irmão.
- O legado de nossos pais? Até onde eu sei o único legado que eles deixaram fora o caso de incesto. – Apertou a mão do seu irmão, que se afastou subitamente dela, Freya se inclinou para para frente e tentou buscar contato novamente.

- Eu... Eu acredito em você. - Começou, sem se importar por estar sendo muito emotiva, ou quem sabe exagerada, mas ela sabia que com seu irmão podia dizer o que pensava sem ser julgada. Ou quase isso.  - Mas você em algum momento vai seguir a sua vida, sem mim... - Tipo, casando, completou mentalmente. - E eu não vou ser mais seu problema, então... Eu acho que você deveria começar a se preocupar menos comigo.

Não queria admitir que se Max se casasse, ela estaria perdida, oficialmente a beira do precipício. Uma parte egoísta sua desejava que ele nunca encontrasse uma mulher, afinal, ele já a tinha. Riu para si mesma, estava sendo ridicula, ele precisaria de uma mulher o mais rapido possivel, e não só para suas necessidades de homem, mas para lhe dar um herdeiro.
Afinal, o seu legado era tão importante.

- Mas me desculpe por ir assim tão longe. - Sorriu maldosamente dessa vez. - Mas não entramos em um acordo ainda, e eu não estou disposta a me render assim tão fácil a você, irmão. - Observou o local ao seu redor, pensativa, precisava usar algo que deixasse Max sem alternativa, e ela não havia descoberto nenhum ponto fraco de seu irmão até o dia de hoje.

- Bem, quando verei Killian? Sinto falta do meu primo. - O que era uma tremenda mentira, apenas para tentar mudar de assunto,  ela nem se quer gostava de seu primo, e o achava um desperdício genético. Seu primo era um tremendo vagabundo e trapaceiro, engraçado as vezes mas não chegava a fazer com que gostasse do moreno. Ele não era Max, e estava bem longe de ser.

Ao menos ele trazia presentes para Freya quando aparecia, todos claramente com sua própria mensagem subliminar. Da ultima vez ele havia dado a sua prima uma cobra feita em argila, egípcia, provavelmente roubada de alguém. Disse que combinava com o espirito charmoso de Freya.
Adorável.

- E se eu sair com você a noite? - Perguntou enquanto encarava sua xícara de chá. - Eu estarei segura com você não é mesmo? E poderei sair onde você quiser me levar.

- Nosso aniversario está chegando, e eu adoraria ter uma festa para nós dois. - Ergueu os olhos para o irmão, piscando algumas vezes, depois riu da sua tentativa de charme, fazendo com que Max risse um pouco com ela, puxou a mão do irmão e o apertou com força. - Viu só! Você precisa se divertir também, e eu preciso ficar bêbada. Eu estou brincando, não preciso ficar bêbada, mas você, no minimo deve.

- Não vejo você festejar de verdade desde meu primeiro beijo. - Gargalhou com a reação do irmão gêmeo, mas tentou se conter.
- Temos um acordo? - Disse inclinando a cabeça para o lado esquerdo, fitando seu irmão que a encarava com uma expressão indecifrável. - Eu posso fica em casa, trancada e sofrendo perante minha solidão. Contanto que eu possa sair com você. - Continuou apesar dos protestos do irmão. - Uma vez por semana? Onde você preferir...

- Ah, e minha festa de aniversário, é claro. Não me diga que não Máxi...





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Última edição por Freya Västergötland em Seg Maio 11, 2015 9:38 am, editado 1 vez(es)

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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Maximillien Västergötland em Sex Maio 08, 2015 6:59 pm


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Franziu o cenho, indignado com a atitude da irmã perante os pais. "Eles nos deram mais do que isso, Freya. O incesto deles não nos define, minha irmã", negou lentamente, afastando-se ao máximo da irmã com a menção aos pensamentos que estava passando a ter. Será que seu pai tivera o mesmo tipo de mentalidade que ele? Maximillien tentou recobrar sua consciência, mas assim que a conseguiu, já era tarde demais. Tinha perdido ao menos metade do que Freya tinha dito. "Um acordo?", riu fraco, ciente de que tinha perdido o que a irmã falara, mas nem um pouco propenso a voltar ao assunto. Tudo que concernia Lucrezia e Cesare era deveras perigoso e doloroso para o homem -- seu pai, afinal, tinha ido para a cama com a própria irmã e, depois de anos, continuara a defender os filhos. Sentia-se em dívida com o homem, que precisava retribuir aquela salvaguarda com a proteção da irmã. "Não, nós não chegamos a um acordo, Freya". Os olhos de Maximillien buscaram os da irmã, e ele soube que ela deveria estar engendrando qualquer coisa que pudesse para tentar mudar de assunto no momento em que percebeu que ela estava olhando para a paisagem, para fazê-lo esquecer do que devia fazer.

Revirou os olhos, ciente de que ainda teria muita dor de cabeça durante aquele dia. "Não sei. Ele nunca me conta onde está. Provavelmente deve aparecer para o casamento de Valentin, que eu suponho que você conheça, não?", levantou uma das sobrancelhas, captando a atenção da morena. Sabia que ela adorava casamentos, adorava ver pessoas felizes, mas Maximillien nunca conseguiria casá-la -- estava fora de seus limites relegar a irmã a um lord qualquer. Que ela continuasse ali, com ele, enquanto pudesse protegê-la de todos os males. Era de comum conhecimento, também, que Freya detestava Killian e a recíproca também era verdadeira -- o que era bem curioso, porque Maximillien se dava muito melhor com o primo do que seu irmão mais velho, a quem desprezava. Suspirou, buscando os olhos da irmã para encontrá-los concentrados em uma árvore, provavelmente no abeto que servia de sombra para os dois. O olhar de Freya, no momento seguinte, foi de uma xícara para os seus olhos tão rapidamente que Max não conseguiu se preparar devidamente, resultando na queda da xícara de chá que estava segurando, indo de encontro ao chão. A proposta era tão absurda que Max não pôde calcular seus atos por alguns momentos. Para onde iria levar Freya? Ele não ia a lugares respeitáveis, que alguém como ela deveriam frequentar. Era provável que a acabasse levando para os clubes de pólo, mais vezes do que o desejado por medo de que a irmã descobrisse suas atividades ilegais. Suspirou, abaixando-se para pegar a xícara e jogá-la a um dos empregados, sem se importar se ele conseguiria apanhá-la ou não. Era uma futilidade, e ele não se importava tanto com aquilo para negligenciar sua irmã. "Freya... Não acredito que seja bom para você andar comigo, nos lugares em que eu vou", murmurou, levemente sem voz para fazê-lo. Droga, Maximillien. Mantenha o foco.

Ele precisava mantê-la em casa, portanto, assentiu, fingindo estar se lembrando do aniversário dos dois. "Ah, claro... A festa. Nosso aniversário", riu quando Freya piscou algumas vezes para ele, sabendo que nunca poderia negar algo àquelas pestanas adoráveis. Bufou, depois de algum tempo, revirando os olhos e levantando uma das sobrancelhas para a irmã. "Perdão, my love, mas creio que não possa deixar que fique bêbada, novamente", o olhar de Max se aproximou dos lábios da irmã e, assim que o percebeu, os desviou. "Como ficaria a sua reputação?", riu, aproximando sua mão da mão da irmã, buscando a maciez que ele saberia encontrar ali. Algo familiar, em meio a um mundo hostil, repleto de plantas e odores que o irritavam. O sorriso que apareceu em seus lábios assim que Freya mencionou o primeiro beijo dela, entretanto, foi inconsciente e antes que Max pudesse perceber, já tinha dirigido um olhar levemente malicioso a irmã. Depois disso, desviou-o novamente, desejando acreditar que a mulher não o tenha percebido. Céus, estava parecendo um garotinho, e não o era. Assentiu uma vez, para a irmã. "Uma vez por semana, e você não vai reclamar se eu levá-la ao clube de cavaleiros, my love. É um acordo?", levantou a mão direita, desejando que a irmã a apertasse e o tirasse daquele transe. Negou, depois que o fez, levantando-se da cadeira e ajudando a mulher, assim que ela percebeu que deveriam se locomover. Chegou a oferecer a mão para que se levantasse também, cavalheiro que era, mas provavelmente Freya não tinha percebido aquilo.

"Agora que temos um acordo, podemos passear"
, o sorriso levemente sociopata tomou seus lábios. Não perdera tanto ao deixá-la sair consigo, ao menos Freya não estava se aventurando pelas vielas de Londres desacompanhada, o que era preocupante. Por mais que doesse em Max, podia perder uma de suas noites controlando os crimes na cidade e visitando prostíbulos com a irmã -- não seria uma perda, de forma alguma. Ele ganharia, e muito, tendo Freya consigo durante a maior quantidade de tempo possível. Ela o dava poder, não no sentido figurado da palavra. Literalmente, a relação com a irmã era benéfica para suas habilidades ocultas, mas Maximillien nunca chegara a pronunciar aquilo com ela. Virou o rosto, buscando encontrá-la admirando os lírios do Jardim Botânico, mas, curiosamente, Freya não o estava fazendo, relegando uma expressão levemente confusa por parte de Max. "O que houve? Já a disse que pode organizar nosso aniversário", deu de ombros, acariciando a mão que estava em contato com seu braço. Não gostava de vê-la aflita, portanto suspirou. "Não se preocupe tanto, my love. Eu vou resolver toda essa situação o mais rápido possível e, assim, você poderá voltar a encantar toda a Londres com esse seu sorriso", sorriu, piscando levemente enquanto andavam pelo local, uma escolta de guardas severamente armados para garantir a segurança da realeza.

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Última edição por Maximillien Västergötland em Ter Maio 12, 2015 7:54 pm, editado 1 vez(es)

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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Freya Västergötland em Ter Maio 12, 2015 1:06 pm

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ESCLARECIMENTOS COM MAXIMILLIEN, POST DE NÚMERO #002, JD BOTÂNICO

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Sorriu maliciosamente para Max, apoiando o queixo na sua mão. - Minha reputação não é boa a muito tempo, irmão. Não se sinta mal por ela, eu não sinto. - Mas ela queria sua festa, de qualquer forma.

Fez uma careta para seu irmão, mas teve que aceitar a oferta dele, afinal, ela não tinha muito o que fazer se ele dissesse que não iria aceitar nenhuma oferta e como era uma mera mulher à mercê do irmão mais velho, provavelmente por segundos, isso se ele nascera primeiro mesmo, pois diante dessa sociedade machista, mesmo se ela fosse a primeira ele seria o irmão mais velho, ao menos era isso que ela pensava quando estava sozinha com seus botões.
Sorriu ao ver a expressão estranha do irmão, parecia um lunático alguma vezes, e não duvidava que ele tivesse algum problema psicológico, afinal, se ela era louca, por que seu irmão gêmeo não seria também?
- Claro, claro... Mal posso esperar para ver cavalos e apostas. – Repensou a ideia. – Se bem que essa seria uma ótima oportunidade de encontrar um marido rico para mim, não acha?
Passou a mão no braço do seu irmão e o seguiu pelo caminho pouco movimentado do jardim, o dia estava ensolarado, porém com o vento gélido e algumas pessoas pareciam preferir ficar dentro de casa no conforto de seus lares, Freya gostava de sentir a brisa gelada no seu rosto e qualquer coisa era melhor do que ficar em casa trancada.
Mas havia algo errado ali, Freya não sabia explicar, mas era como se alguém estivesse os observando, manteve-se olhando para frente esperando que fosse apenas impressão sua, e nada mais.
Mas quando alguma coisa era normal em sua vida?
Podia sentir que algo os acompanhava, se arrastando, lentamente e sem parar, se esgueirando pelas sombras das árvores, continuou olhando para frente, caminhando sem saber realmente para que direção ia, se esqueceu que estava acompanhada por seu irmão e por guardas, e se sentiu ameaçada.
Qualquer devaneio sumiu no mesmo instante em que Max a chamou, fazendo com que voltasse a si.
Olhou para o irmão surpresa, quase havia se esquecido onde estava e com quem. Observou-o por alguns segundos, fazendo com que ele erguesse uma das sobrancelhas para ela, Freya apertou o braço que segurava e sorriu para o moreno a sua frente. – Desculpe, estava longe.  – Freya olhou para o chão e riu, depois ergueu os olhos para o irmão novamente, observando os olhos azuis que ele tinha, tão bonitos e cheios de algo que ela desconhecia, e tinha medo de descobrir o que era.  
- Mal posso esperar para a festa. Preciso começar a pensar em tudo desde já, e ainda há o casamento em poucos dias, temos que pensar nos convidados... – Parou de falar quando uma voz veio em sua mente, tão subitamente que mais parecia que um soco havia a acertado em cheio, cambaleou para trás e perdeu todo o ar dos pulmões.
A voz era aguda e rápida, falava em uma língua que ela não compreendia, e ficava cada vez mais alta, sua cabeça parecia que ia explodir, Freya levou uma mão a cabeça e ergueu uma outra.
-  Não! - Novamente não, não, não pode ser...
Tudo voltou a sua perfeita paz.
- Não preciso de ajuda.- Olhou para todos a seu redor, claramente irritada, olhou para longe, buscando algo que pudesse indicar quem era o culpado. – Estou perfeitamente bem. – Seu maxilar estava doendo e ela relaxou, ou ao menos tentou.
- Máxi...- Ouviu os protestos do irmão. – Maximillien, me escute, eu estou bem.- Ela não estava bem, ela estava zangada, zonza, é totalmente aterrorizada.
E o que quer que estivesse acontecendo com ela, ela iria negar até a morte.

Voltou a andar, e só então percebeu que suas mãos estavam fincadas no braço de Max, suas dobras dos dedos estavam pálidas devido à força à qual segurava ao irmão, soltou imediatamente.

Algo estava seguindo eles, algo que ninguém conseguia ver, algo muito ruim, Freya respirou fundo e seguiu as ordens do irmão, sabendo que não poderia lutar contra ele naquele momento, provavelmente não conseguiria lutar contra nada, pensou Freya, eu sou completamente fraca. Sentia os pelos da nuca arrepiados, ainda sentindo que algo à seguindo, e era como se uma cobra estivesse prestes a engolir ela viva, mas antes ela iria se enrolar em todo o corpo dela, lentamente, podia sentir claramente como se algo se enrolasse no seu pescoço, gelado e asqueroso.
Freya tinha pouco tempo antes de ser engolida viva, e precisava se defender da forma que conseguisse.
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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

Mensagem por Maximillien Västergötland em Qua Maio 13, 2015 2:46 pm


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Max não pôde deixar de se sentir incomodado com a resposta da irmã. Então ela desejava um casamento? Uma parte em seu subconsciente o dizia que estava certa, que era natural que se casasse, em ambos os casos, tanto no dele quanto no dela, mas temia não ser capaz de entregá-la a um homem qualquer. Negou lentamente, sorrindo forçosamente quando a irmã mencionara aquela parte, desejando que o dia que fosse se casar não chegasse tão cedo, que pudesse se preparar psicologicamente para a perda da única mulher que realmente fez sua vida valer a pena. "C-claro. Talvez encontremos alguém que sirva para ser o noivo da bela e incomparável Lady Freya Västergötland", sorriu, mas não mais estava sendo sincero. Freya, então, começara a falar sobre os preparativos para a festa e o casamento de Valentin e, francamente, Maximillien desligou-se da conversa naquele momento. Não era como se interessasse pelos detalhes sórdidos do que era preparar uma festa para mais de mil convidados. Todos na sociedade londrina receberiam um convite e, bem, ele já tinha dor de cabeça demais com seus negócios obscuros. Freya era mais adequada para tratar daquele assunto, mais cabeça fresca e antenada nas modas recentemente escolhidas por Londres. Calculou um ou dois sorrisos entre a conversa, até perceber que a irmã tinha parado de falar, adotando uma expressão amedrontada e seu braço fora praticamente arrancado, tamanha a força com a qual Freya se ateve a ele.

Um segundo, e ele pôde perceber do que se tratava. Maximillien levantou o olhar, não mais olhando para a paisagem, mas buscando os guardas que os ajudavam, para que mantivessem o perímetro, para que ninguém visse Freya naquele estado. Assim que seu capitão o entendeu, sua atenção voltou-se plenamente para a gêmea, e Maximillien retirou sua mão do braço, ficando de frente para a irmã, as mãos grandes, que já mataram dezenas de pessoas, acariciando delicadamente -- e talvez um pouco fortemente -- as bochechas da mais nova, como se estivesse a assegurando de que tudo estava bem, de que ele estava ali. Em seguida, sentiu o poder de Freya fluir para ele, sentindo-se levemente revigorado. Não era certo dizer porque aquilo acontecia, mas toda vez que sua irmã enlouquecia, ele devia estar perto. Não sabia o que ela escutara, o que vira ou como estava se sentindo, mas, pela descarga do poder que sentiu correr nas veias depois de tocá-la, Maximillien sabia que as coisas estavam piorando.  Diabo, ele nunca poderia deixar que ela saísse em Londres naquele estado. Fechou os olhos, preocupado com a mulher, preocupado com seu estado mental e, além de tudo, preocupado com o dia em que ele não estivesse por perto para ajudá-la.

Assim que Freya voltou a si, Maximillien sabia que as palavras proferidas por ela não condiziam com sua real situação, que ela não estava nada bem, mas assentiu, a contragosto. Não queria que ela se sentisse mal, depois do que passara. Sorriu para a irmã, tentando tranquilizá-la, todavia não via como deixá-la sair sem ele, por mais que a gêmea o implorasse. "Não, my love, mas você vai ficar", acariciou os cabelos de Freya, depositando um beijo em seu couro cabeludo, mesmo que soubesse que aquilo não era nada esperto. Assim que o cheiro do cabelo o atingiu, Maximillien sentiu as pernas bambearem, razão pela qual se afastou rapidamente. Não podia fazer aquilo, anotou mentalmente, certo de que ter mais demonstrações do que a irmã era capaz de fazer o destroçaria, de dentro para fora. "Farei de tudo para que você fique bem", murmurou, engolindo em seco. "Consegue caminhar?", perguntou, apenas por educação. Se não conseguisse, Maximilien a carregaria no colo, para que não sofresse nem mais um segundo naquele estado. Céus, quando se tornara tão sentimental assim? Suspeitava sempre o ter sido, especialmente quando a irmã estava envolvida. A expressão de Freya era melancólica, e, por mais que tentasse, tirar toda aquela melancolia e sofrimento de si não era fácil, nunca conseguira. "Vamos, vamos para casa, my love. Você precisa descansar e planejar um aniversário, e, te conhecendo, ninguém irá esquecer dele por um longo tempo", tentou sorrir, apenas para distraí-la, enquanto andavam lado a lado, Maximillien segurando firmemente seu braço para, a qualquer segundo de hesitação por parte da irmã, a carregasse sem pedir licença.

Assim que avistou o capitão de sua guarda pessoal, assentiu para ele, para que deixassem de vasculhar o perímetro. Estava tudo bem, não havia nada a temer. Maximillien ao menos achava isso. Era um maldito ingênuo quando se tratava dos espíritos, e Freya não o indicara nada mais do que um transeunte inconsequente. Mal sabia o que os esperava, mas era certo que, se machucassem Freya novamente, Västergötland entraria em guerra com o mundo pela sanidade e pela alma da irmã.

O dia mal havia começado, afinal de contas.
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Encerrado
.

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To keep the Goddess on my side
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Maximillien Västergötland
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Re: To keep the goddess on my side She demands a sacrifice || RP

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