[RP] Enjoy the free drink, I will.

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[RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sab Maio 16, 2015 6:10 pm



Dados da RP


RP: Aberta para geral.
Dia: Noite, festa de casamento de Ophelia e Valentim.

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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sab Maio 16, 2015 8:22 pm

a problem child

Been grounded your whole life So now you run wild



Killian odiava casamentos, odiava igrejas, era um cristão que evitava olhar a quadros de santos por achar tudo muito incomodo, achava que aquelas imagens ficavam o encarando e pareciam que estavam julgando ele, e vamos combinar, não precisava de entidades divinas para sua lista de pessoas que desaprovavam o que ele fazia.

Mas ele adorava festas de casamentos, vamos aos motivos:
Haverá mulheres tristes.
Haverá bebida.
Haverá muita bebida.

E por sorte da população londrina, Killian estava de volta para alegrar as pobres mulheres e beber todo o estoque que Valentim Gaspard havia preparado para aquela festa.
Não conhecia o noivo, mas já ouviu falar daquela família e não foi coisa boa, achava que eles teriam interesse na iniciativa dele com seu primo Max, engraçado que todo aquele esquema ilegal seria para ajudar pessoas que não eram como o moreno, nem com o primo, a única que sairia ganhando ali era Freya.

E por falar no demônio...

Viu de longe a figura icônica da sua prima, estonteante em seu vestido azul e com aquele doce sorriso pelo qual ele nunca caía, ele sempre via que por trás daquele sorriso inocente existia uma sombra de insanidade nela. E era como ele a via, como uma bomba prestes a explodir. Mas ao seu lado havia uma outra pessoa, ergueu uma sobrancelha para a amiga de seus primos, ela era bonita, muito bonita. E completamente infeliz, parecia que preferia estar em um velório a um casamento, riu do contraste que a loira fazia com a morena.

- Boa noite madames. – Saudou Freya, esperando que ela apresentasse a amiga, o que ela não fez. – Killian Dell’Aquilla, prazer em conhecê-la. – Manteve o sorriso no rosto, como sempre fazia, era algo automático para Killian ter aquele sorriso malicioso, maioria das vezes nem sequer notava. – Vejo que não perdi nada ao não comparecer à igreja. – escutou  Freya destilar seu veneno, porém não  tirou os olhos da loira, em nenhum momento. Viu Maximillien se aproximar e cumprimentou o primo, não fazia muito tempo que se viraram pela última vez, então as declarações de amor e todos os abraços ficariam para a próxima partida de Killian.

Ok, não era pra tanto. Mas ele gostava de fazer Max se sentir envergonhado.
- Ótimo, vá ver se você encontra alguma bebida que consiga tirar essa careta do seu rosto, docinho. – Resistiu a vontade de chamá-la pelo apelido de infância, mas quis poupar Elizabeth desse momento de alegria dele. – Ao contrário da sua amiga, é claro.

Viu Freya bufar e arrastar a loira contra a vontade dela, ao menos a loira parecia achar graça da prima, e ela precisaria de todo humor que pudesse acumular com aquela maluca.

- Por que aquela mulher está sendo torturada pela sua irmã? É alguma técnica que eu desconheço de terapia para Freya? Você não se sente nem somenos culpado por isso? – Sorriu ao ver que Max não ficou nem um pouco feliz com o comentário. – Vamos Max, você já foi melhor que isso. O que está acontecendo agora, ein?

Sabia que eles estavam passando por uma situação delicada, na verdade, ele estava bem a salvo, mas aí é que está, sua família não estava. E por mais que ache Freya uma louca varrida, os Vastergötland era a sua única família de verdade.
Bem dramático e melancólico, para falar a verdade.

Pegou uma taça de champanhe e a tomou em um gole, deixando a taça em algum canto, outra diferença entre Max e Killian, ele não era nenhum pouco educado, por mais que soubesse como agir, simplesmente ignorava a etiqueta, talvez tenha sido por passar tanto tempo viajando, se pudesse ele ficaria em alguma tribo que encontrou em uma das suas caças ao tesouro, onde as pessoas só pensavam em procriar e invocar espíritos, e quando ele falava em espíritos, ele queria dizer: se entupir de drogas alucinógenas.
Ah, bons tempos.

- Ah, você conhece o noivo? O coitado é cego mesmo ou é só fofoca? – colocou a mão no bolso, procurando por alguma mulher na multidão que passava, em especial pela loira, mas ela estaria tentando fugir de Freya, e ele a salvaria em breve. – Já escutei falar que eles poderiam ser úteis, em nossos negócios.

Eles buscariam saber o que essa família tinha de interessante, e não demorariam em obter tudo o que precisavam.

Max, Lizz e Demo
nhé
vou matar
-

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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Freya Västergötland em Dom Maio 17, 2015 1:47 am

Over the sea to Skye
CASAMENTO DE VALENTIM, POST DE NÚMERO #03, FESTA

....................................................................................
Sentada na sua cama, Freya conseguia fingir que a luz do sol que a tocava, iria a limpar, fazer com que ela se livrasse de tudo que a afligia. Podia ver uma figura próxima à porta, parecia uma imagem borrada, fraca e pouco nítida, vestia azul e possuía uma expressão de serenidade que apenas ao olhar a deixava calma. Ela nunca contou para ninguém sobre essa mulher que a encarava todas as vezes que Freya estava prestes a se perder novamente, ela era um sinal de que as coisas estavam ruins.
Apenas assim para a sua mãe morta a visitar.
- Desculpe, estou- Seu devaneio foi interrompido quando a porta se abriu, fazendo com que a imagem desaparecesse. Freya não se moveu e observou Lizzie aparecer reclamando de alguma coisa, a morena franziu a testa e se lembrou com um salto.

- Em nome de Deus, é hoje o casamento. – Para ser bem sincera, duvidou que Max a deixaria ir, estava até planejando uma rota de fuga caso fosse necessário. Agora que Lizzie chegou, ela se lembrou que fez a loira prometer que iriam se arrumar juntas, Freya as vezes sofria de carência de amigos, principalmente mulheres, seus únicos amigos eram.. bem, apenas Max. E não imaginava ele deixando que ela o arrumasse, pelo menos quando eram crianças ela conseguia obrigar a deixá-lo arrumar a gravata, pois era assim que ela imaginava que seus pais deveriam ser quando estavam vivos.
Seu vestido era azul, do mesmo tom que o fantasma que estava a pouco tempo ali com ela. Ela amava a cor, era sofisticado, estável e puro. Era isso que ela precisava. Puxou uma gaveta cheia de fitas e Sorriu para Lizzie. – Vamos te deixar perfeita! – E Freya fez pensei melhor para deixar Lizzie tão bonita quanto uma princesa, parou para apreciar a sua obra. – Como você conseguiu viver tanto tempo sem meu toque mágico Lizzie? – Mandou a loira para longe e começou a se arrumar. Ouviu barulhos no andar de baixo e soube que seu irmão estava impaciente, revirou os olhos e terminou de por suas joias, quando satisfeita com o resultado final de si mesma e de Elizabeth, ela desceu para enfim partirem para o casamento.

- Estou tão feliz por Valentim, espero que ele seja feliz com a noiva dele. – Comentou no caminho, recebendo o olhar de Max e Lizzie, suspirou. – E daí que eles não se conhecem, tenho certeza que daqui a um ano estarão felizes e se amando. Ou no mínimo se suportando, se a noiva for feia, pelo menos ele não vai saber disso . - Concluiu, pensativa.
O casamento correu rapidamente, apesar de Lizzie sempre abrir a boca para falar algo desnecessário. Freya tinha o costume de ignorar, assim como o fato de ter quase certeza de que os dois se encontravam às escondidas, Freya não poderia fazer nada em relação a isso, na verdade, ela não poderia. Esse tipo de sentimento não fazia bem a ela, e tudo o que ela não queria era ficar suscetível a qualquer coisa que a enfraquecesse.

Quando o casamento acabou, as pessoas fugiram da igreja em uma velocidade incrível, tudo isso para irem logo para a festa? Por Deus, eles pareciam  animais desesperados.

Toda a sua animação se esvaiu no momento em que viu um indivíduo caminhando na direção dela. – Vejam só se não é Killian, evitando igrejas primo? – Estreitou os olhos para ele. – Espero que ninguém descubra que você queima em contato a solos sagrados.

Assistiu com desgosto a tentativa de seduzir Lizzie.
Ele era ridículo, indiscreto.. Lembrava um pirata podre.
- Ótimo, agora que todo mundo se conhece aqui, nós estamos de partida não é Lizzie? – Pegou no braço da loira. – É sim, vamos.

Olhou para Lizzie e franziu a testa. – Agora eu preciso de uma bebida. – Sorriu quando um garçom a
Ofereceu uma taça para ela e Lizzie, aceitou de bom grado e tomou, acabando rápido demais a bebida. – Onde será que os noivos estão? Devemos ir lá parabenizar os dois, Valentim é tão adorável, você deve saber disso. – Pegou outra taça, sorrindo abertamente para o garçom, que a olhou de forma desconfiada, Freya tomou um gole grande. – Será que estou ficando cega também? Onde diabos está esse homem e a noiva? – Seria impossível não achar a noiva, pelo vestido branco e esvoaçante que usava, pensou em como seria a lua de mel, com apenas um enxergando, e provavelmente não muito experiente, riu sozinha, imaginando a cena, ficou corada por eles.

Tomou mais uma dose e seguiu seu caminho, já sem saber mais para onde estava indo. Percebeu que sua taça estava vazia. – Acho que essas taças estão vazando Lizzie...Deixe-me pegar outra. – Riu mais uma vez, erguendo uma das sobrancelhas, onde foram parar os cem garçons que estavam passando para lá e para cá, e foi pegar uma última taça da bandeja do-
- Não. – Falou quando um homem tomou a taça antes dela, provavelmente falou alto demais, pois o mesmo virou e a encarou. Freya abriu a boca, mas repensou o que iria falar, então estreitou os olhos para o rapaz na sua frente. – Que ótimo cavalheiro inglês você é. – Falou para o moço, que esperava por alguma explicação. Até que ele abriu a boca e Freya percebeu que o erro começou cedo demais.

Olhou para o lado para procurar pelo apoio de Elizabeth, e encontrou um belo espaço vazio ao seu lado.  Olhou para o rapaz alto demais para manter uma encarada de igual para igual, não que isso a intimidasse, de qualquer forma. Sentiu o álcool fazer seu rosto ficar quente, e ela se aproximou do balcão, preocupada com o que iria beber.
Precisava aproveitar o máximo que podia até que seu irmão a encontrasse.
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Anthony Chevalier em Dom Maio 17, 2015 6:00 pm


Cut the crap

Anthony realmente não era material para festas daquele tipo. Diabo, que merda eram canapés? Lembrava-se fracamente das instruções da mãe, dizendo que eram servidos em eventos assim, e revirou os olhos. Pelo menos sua posição na polícia tinha sido suficientemente importante para garanti-lo um dos convites mais disputados na sociedade londrina, para a temporada. Não era sempre que um recluso nobre iria se casar com uma americana, e Anthony estava pagando para ver a cara dos ingleses nojentos tendo que aturar logo um povo colonizado dentro de casa, ter que se deixar com ela todas as noites. Mas, de novo, ele não se importava realmente com o casamento. Se estava ali, naquele lugar, era por causa da bebida que estavam servindo, das mulheres que teria a oportunidade de conhecer e das conexões importantes que poderia fazer. Os Gaspard eram influentes, afinal de contas, e Anthony realmente desejava poder sair da polícia e galgar posições mais privilegiadas na sociedade londrina. Era para isso que tinha saído da Escócia, deixado sua mãe com o bruto que era seu pai, fingindo não se importar com a mulher.

Negou, mirando-se no espelho e gostando do que via. Nada de kilt, nada de roupas rasgadas, apenas o terno bem cortado a moda londrina. Não levaria acompanhante, seria uma dor de cabeça que Anthony não estava pronto para lidar ou com paciência para tal, mas iria sozinho: mais fácil de abordar seus alvos. Recitou na mente os nomes importantes que precisava bajular, uma imagem mental de cada um deles em sua mente enquanto descia as escadas do apartamento conjugado que já alugava há mais de seis anos, ali. Preferiu ir a pé para o salão, certo de que o trânsito de carruagens acabaria com seus planos de se embebedar tão logo quanto pudesse, e ele acabaria perdendo a oportunidade de levar jovens ricas e mimadas para a cama, como bem entendia fazer naquela noite. A fumaça do cigarro esvaiu-se enquanto andava pelas ruas desertas da área residencial de Londres, até o fluxo de carruagens passar a aumentar, e Anthony soube que o casamento tinha terminado. Sorriu ao chegar ao local, certo de que, ali, ele teria as portas abertas para toda e qualquer atrocidade que desejasse fazer. A recente ocupação como inquisidor não preocupava o Chevalier naquele momento, até porque ele tinha desejos mais urgentes do que servir a Rainha e a sua Santa Causa: ajudar a si mesmo, era óbvio. Deixou o sobretudo na guarita, para que os criados o guardassem, e a sua primeira parada foi na bandeja de um dos criados que estavam servindo o champanhe -- ainda não tinha se acostumado verdadeiramente à bebida, era fraca e insossa perto do uísque escocês, mas aparentemente, era apenas aquilo que estavam servindo àquela hora. Que ele esperasse até passarem a servir bebida de qualidade.

Não demorou muito, e os convidados passaram a desembocar das carruagens, todos vestidos à caráter para a ocasião auspiciosa, e Anthony reprimiu os modos selvagens que o pai o tinha passado. Diabo, a quantidade de enfeites que as mulheres puseram em seus cabelos, na roupa e no rosto chegava a deixá-lo duvidoso quanto ao bom senso delas, mas ignorou o pensamento tão logo ele veio. Avistou Killian Dell'Aquila e Maximillien Västergötland, dois dos alvos fundamentais para que conseguisse o que desejava, mas decidiu não falar com eles até que estivessem bêbados, tornando-os mais susceptíveis a aceitarem suas sugestões nada ortodoxas. Ao lado deles, uma outra mulher se destacava, além da loira que parecia ser o objeto de desejo dos dois homens. Anthony não se lembrava de seu nome, mas pelas semelhanças, devia ser a irmã de um dos dois. Permitiu-se sorrir, engolindo rudemente o champanhe que estava em sua taça. Tinha encontrado seu brinquedinho particular por aquela noite.

Espreitou a mulher, que estava puxando a loira, durante metade da festa, esperando o momento certo para pegá-la desprevenida e se esquecendo dos seus objetivos iniciais. Seria muito mais interessante mexer com Freya e, através dela, com Maximillien, do que ficar implorando -- não, implorando não, Anthony gostava de pensar que estava sugerindo algo com certa carga de emoção -- pela atenção dos figurões londrinos, para que sua carreira na polícia fosse impulsionada. Com sorte, conseguiria se tornar o capitão da guarda real, se fizesse amizade com os lords certos. Maximillien era um desses mauricinhos engomados, e Freya era, pelo que escutara, a melhor forma de afetá-lo com alguma efetividade. Assim que a viu sem a companhia da loira, sorriu, aproximando-se ao perceber que já estava levemente alterada. Seria tão fácil que Anthony mal chegava a considerar aquele jogo de sedução como um entreterimento para si. Quando Freya se aproximou da bandeja para pegar última taça de champanhe, Anthony foi mais rápido, e não podia contar com uma reação diferente da que obteve. Freya realmente estava alterada, e saber disso apenas trouxe um sorriso malicioso aos lábios do Chevalier. "Inglês?", levantou uma das sobrancelhas, o sotaque carregado, que Anthony não conseguia perder, rasgando o vento até os ouvidos da menina, e ela mudou a sua careta. "Que bom que você percebeu, mademoiselle", um meio sorriso apareceu em seus lábios, o francês, que deveria ser uma língua doce e amável, rasgado pela voz grave que Anthony empregou. "Vocês, ingleses, adorariam dizer que a Escócia faz parte da Inglaterra, mas nunca fará", talvez Christian tivesse contaminado seu filho com os pensamentos nacionalistas, mas era verdade. Anthony amava aquele país medíocre, por mais que tivesse fugido dele como o diabo fugia da cruz. Levantou a taça para Freya, uma careta exibida em seu rosto. A mulher tinha uma expressão chorosa, como se fosse chorar a qualquer momento por ter um doce roubado de si, ou melhor, como se fosse chorar no colo do irmão gêmeo, que o escocês mau, como os da sua laia, tinham roubado sua última taça de champanhe.

Entortou o rosto, mantendo o contato visual com a morena por algum tempo, certo de que ela estava se sentindo inferior por causa da sua altura e sorriu, revirando os olhos lentamente enquanto engolia em um mero gole todo o conteúdo da taça, pouco se importando se estava sendo rude ou não. Algo o dizia que aquela mulher estava tão farta de educação que precisava de algo diferente em sua vida. Mirou o ambiente a sua volta, a procura de mais garçons, e encontrou um não muito longe de onde estava. "Agora que eu saciei minha sede, é a sua vez", levantou uma das sobrancelhas, acenando com a cabeça na direção de onde avistara o garçom pela última vez. Se tivesse sorte, se Freya fosse burra o suficiente, ela o acompanharia, e daí em diante, Anthony não precisaria contar com nada mais do que com seu charme natural, obtido pela combinação dos pais. Tomou duas taças para si assim que se aproximou do garçom, cedendo uma à lady, mas fazendo questão de não ser minimamente educado quanto a isso. Como todas as nobres daquele lugar, ela cederia, era apenas uma questão de tempo, e de paciência.

E Anthony era um predador paciente.
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Ophelia Stark em Dom Maio 17, 2015 7:35 pm


and she said 'i do'

Ele não era um monstro, longe disso. Valentin tentou se mostrar como um verdadeiro cavalheiro, e Ophelia deveria se sentir feliz pela tentativa, mas ela realmente não conhecia os costumes ingleses, e a família a ter casado com um inglês talvez não tenha sido a melhor ideia do mundo, entretanto, sorriu. Era óbvio que estava com medo, mal conseguia sentir as suas mãos, os seus pés. Seu sangue estava concentrado nos lugares mais inconvenientes, e Ophelia teve que se mexer desconfortavelmente no altar, para apartar aquela onda de calor que a assolou. A visão da menina estava embaçada, e não conseguia ver muito à sua frente, mas com certeza, seu noivo era bonito. Mordeu o lábio com o pensamento, fechando os olhos por algo daquele tipo passar por sua mente em um momento sagrado como aquele. Negou, os lábios secos, escutando tanto Valentin, quanto as risadas abafadas ao seu redor, certa de que aquele homem talvez fosse o mais gentil com quem esbarrara desde que chegou a Londres.

Não tinha coragem para respondê-lo durante a cerimônia, mesmo que sua mente passasse todo o tipo de resposta, todas idiotas demais para que imaginasse fazê-lo, temendo falar alto demais ou alguma estupidez americana, que, decerto, a maioria dos londrinos não apreciavam. Respirou fundo, apertando a mão de Valentin levemente, como se aquela resposta fosse suficiente, como se estivesse dizendo que iriam poder conversar mais tarde, sem o padre entre os dois. Assim que o bispo pediu para que pronunciasse seus votos, Ophelia tremeu quando Valentin tirou seu véu, deixando seu rosto corado exposto a toda a plateia londrina. Pela primeira vez, olhou-o nos olhos, mas não viu dilatação alguma na pupila, por mais que o ambiente fosse escuro, e franziu a testa, para depois compreender. Ele não a podia ver. A revelação a abalou, mas ele tinha sido uma pessoa tão gentil, tão carismática, que pensar em ir embora era inconcebível. Ophelia, naquele momento, desejou não gaguejar, mas foi mais forte que ela. "E-e-eu...", respirou fundo, os lábios certamente sofrendo com o tanto que ela resolvera mordê-los durante aquela cerimônia. "Eu deixo de ser Ophelia Stark", levantou o rosto, a aliança já quase posta no dedo de Valentin, quando sentiu o aperto de sua mão na sua. "Para me tornar Ophelia G--Gaspard", gaguejou mais uma vez, sem a mínima certeza se tinha dito o sobrenome corretamente. Soltou o ar que estava acumulado, as maçãs do rosto mais vermelhas do que nunca. Assim que Valentin repetiu seus votos, tomou-a em um beijo rápido, e a morena teve que usar alguns segundos para processar o que tinha acontecido.

Estava casada. Não haveria volta dali em diante. Respirou fundo, sentindo as mãos encharcadas de suor pelo nervosismo e o buquê escapar por alguns centímetros de onde deveria ficar, mas o devolvendo ao seu lugar de praxe. Caminhou com o noi--seu marido até a carruagem reservada aos dois, mas não teve coragem de abordar o assunto com ele, até estarem a sós. Sentada de frente para o moreno, Ophelia reuniu toda a coragem que tinha e abriu a boca, tentando soar o mais compreensiva possível. "Sr. Gaspard... Eu sei que nós não nos conhecemos, que talvez você nem queira isso, e também sei da sua condição", as palavras saíam em cascata da boca de Ophelia, mas parou por alguns segundos, esperando a reação do homem. Quando não o fez, Ophelia suspirou, terminando. "Eu vou fazer o possível para te ajudar... Valentin", pronunciou seu nome em voz alta pela primeira vez, mordendo o lábio e se inclinando para pegar sua mão. Talvez não fosse o mais correto, nem o mais elegante a se fazer, mas Ophelia não era inglesa, não precisava se preocupar tanto com as etiquetas em casa, e parecia apropriado fazê-lo naquela situação. "Vou tentar não ser um peso para você", levantou uma das sobrancelhas, mas logo depois se reprimiu, suspirando. Ele não poderia ver seu rosto, nunca, e ela teria que conviver com isso.

Não demoraram muito para chegar a festa, e o rosto de Ophelia se iluminou quando viu o lugar completamente decorado, apesar de uma onda de medo passar pelo seu sistema nervoso. Depois dali, eles consumariam o casamento, pelo que a mãe a explicara, em detalhes nada delineados. Só de pensar em ir para a cama com alguém, o rosto de Ophelia tornava a ficar avermelhado, e, por alguns segundos, chegou a agradecer pelo fato de Valentin não poder vê-la. Os primeiros a cumprimentarem o casal não pareciam muito felizes ao fazê-lo, mas a morena os recebeu calorosamente, como a família o teria feito. Apesar de todas as regras de etiqueta dizerem o contrário, Ophelia abraçou a morena de olhos azuis que se apresentou com um homem alto, parecido com Valentin, se você olhasse de perto. Precisava de amigos, precisava pelo menos de um porto seguro, apesar do então marido ter tentado demonstrar que ele o seria para ela. "Obrigada", murmurou ao escutar o parabéns monossilábico da morena, mas se sentiu levemente constrangida pelo olhar lançado ao seu acompanhante, que repetiu o gesto, sem emoção alguma. Sem graça, Ophelia despediu-se da moça e do homem, tomando uma nota mental de perguntar depois a Valentin quem eram e por que estavam tão infelizes com a situação, entretanto descartou a nota tão logo quanto ela apareceu em sua mente. Nem ela estava completamente feliz em se casar tão cedo, não podia julgar os outros. O que a consolava minimamente era que ele não parecia ser uma má pessoa, talvez seus pais tivessem escolhido a pessoa certa, afinal.

Se Ophelia não fosse tão irritantemente otimista, provavelmente ela iria rir de seu pensamento, a ironia escorrendo de seus lábios, mas não o era, então tentou se convencer de que tinham feito a escolha certa. Apertou a mão do marido, entretanto, sentindo todos os olhos da festa -- bom, aqueles que não estavam ocupados demais em comer ou beber -- repousados nos dois. "Acho que preferia não ver isso", sussurrou baixo o suficiente para que apenas ele a escutasse, e respirou fundo, as pernas tremendo, um sorriso fraco no rosto. Não sabia do que estava com mais medo, se era da festa em si -- por enfrentar todos os amigos do marido e não ter ninguém conhecido ao seu lado para auxiliá-la -- ou se tinha mais medo do que aconteceria depois da recepção.
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Elizabeth Castetile em Dom Maio 17, 2015 7:40 pm

I’m a princess cut from marble Smoother than a storm And the scars that mark my body They’re silver and gold My blood is a flood Of rubies, precious stones It keeps my veins hot The fire’s found a home in me I move through town I’m quiet like a fight I’m speeding up, and this is
...the red, orange yellow flicker beat sparking up my heart



Todos pareciam excessivamente ansiosos pela festa de recepção, o que fez com que Elizabeth se sentisse menos mal por ter achado a cerimônia tão maçante; ao que parecia, ela não era a única. Tentou sair rápido da igreja, mas Freya e Max, as personificações em carne viva da etiqueta londrina, mantinham um passo lento e elegante ao se deslocarem até a carruagem. Lizzie desejou ter ido sozinha. Só seria um pouquinho polêmico e ela chegaria mais cedo à sua taça de champanhe.

O local da festa havia sido decorado com gardênias e mais gardênias -- que parecia ser a flor preferida da noiva --, por todos os lados, dando ao ambiente uma atmosfera primaveril. Elizabeth sentiu-se mais animada no mesmo instante, pronta para começar a aproveitar a festa, quando um cavalheiro abordou-os -- se é que ele podia ser chamado de cavalheiro, e isso fez com que Lizzie instantaneamente gostasse dele: ele era autêntico. O estranho cumprimentou ela e Freya, numa educação evidentemente forçada. Seu rosto se contorcia num sorriso malicioso que tornaria a situação desconfortável para qualquer donzela decente. O que não era o caso de Lizzie.

Ao observar mais atentamente os trajes do homem e sua postura -- e os traços, ah, os traços! -- Elizabeth percebeu que se tratava do primo cosmopolita dos Västergötland. Os comentários sarcásticos de Freya também auxiliaram na identificação. "Killian Dell’Aquilla, prazer em conhecê-la", ele disse, depositando um beijo suave na mão da loira, lhe causando arrepios. Lizzie demorou só um segundo a mais do que o normal para responder: - Então você é o famoso Sr. Dell’Aquilla? Estou impressionada! Pelas histórias de Freya eu poderia jurar que você era uma espécie de homem das cavernas - disse, com um sorriso no rosto, para que ele não se ofendesse. Só percebeu a indiscrição quando sentiu o beliscão de Freya, que segurava seu braço. Aquilo só fez com que ela tivesse vontade de rir. O moreno ainda fez um comentário sobre não ter perdido nada, aquelas típicas jogadas de charme que Elizabeth estava cansada de ouvir, mas que jamais dispensava.

Lizzie se viu puxada para longe de Killian antes de ter a oportunidade de fazer qualquer pergunta sobre os lugares do mundo que o moreno já tinha visitado. Era curiosa demais para deixar passar a oportunidade, mas não teve escolha: Freya sabia ser bem persistente, e sua expressão era clara em dizer que ela não queria ficar perto do primo. Lizzie suspirou, resignada, pegando uma bebida, numa imitação da amiga. A champanhe estava tão boa que ela quase perdoou a Västergötland.

- É claro que sei que Valentin é adorável. E o dinheiro dele é ainda mais adorável -- falou a loira, lembrando-se que tinha negócios a tratar com o Sr. Gaspard naquela noite. - Mas é provável que ainda estejam presos no trânsito. Devia ter umas quinhentas pessoas naquela abadia. Freya era tão educada que às vezes lhe dava arrepios. Enquanto ela só queria beber e aproveitar o bonitão Dell’Aquilla, a amiga queria felicitar os noivos... Lizzie esperava se habituar a isso algum dia.

A loira estava pronta para comentar com Freya sobre a infelicidade aparente da noiva, quando se deu conta de que a morena não estava em lugar algum nas proximidades. Deu de ombros, esperando que a amiga não estivesse se metendo em confusões por aí, e aproveitou para voltar para junto de seu outro acompanhante e de seu primo interessantíssimo. Poderia parecer indecoroso uma moça solteira conversando com dois homens, mas Lizzie estava longe de se importar com qualquer coisa que não fosse diversão. Chegou no meio de um assunto, interrompendo-os: - Então, rapazes... Isso tudo não lhes desperta o desejo de se unir a uma amada? - falou, bebericando de sua taça. Sabia que Max pensava exatamente como ela nesse quesito, mas era sempre bom ouvir o que ele tinha a dizer. Quanto a Killian, bem, ela não achava ele fosse diferente.






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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Maximillien Västergötland em Dom Maio 17, 2015 10:10 pm


Turn around and face your fate.

A viagem da abadia para a recepção não foi longa -- tinham sido praticamente os primeiros a chegarem ao evento, o que Maximillien achou levemente rude, mas não comentou, tanto com Lizzie, quanto com Freya. Já o achavam engomado demais, se o fizesse, Maximillien poderia esperar que Elizabeth ficasse caçoando dele pelo resto de seus dias, e até mesmo na cama. Revirou os olhos lentamente, entregando o casaco ao guardador e acompanhando as duas moças festa adentro. Freya parecia tão feliz naquele lugar que Maximillien quase se sentiu mal por privá-la de algo assim. Quase. Fingiu estar interessado na conversa sobre o casamento, mas o que realmente desejava fazer era encher a cara. Não aguentava celebrações de amor, praticamente o davam urticária, em especial aquelas onde pessoas que mal se conheciam deveriam professar seu amor um pelo outro. A única coisa parecida com afeto que Maximillien possuía era para com a sua família, e talvez com Elizabeth, mesmo que a sacrificasse em prol de um bem maior se necessário, coisa que não faria em hipótese alguma com Killian ou Freya. Killian não demorou a se juntar aos três, e Max fez o possível para ignorar o fato de que ele estava flertando com Elizabeth. Não era seu dono, e provavelmente nunca seria, então não poderia falar algo, como decerto falaria se alguém estivesse fazendo o mesmo com a irmã.

"Killian"
, meneou com a cabeça, simplesmente, certo de que o primo estava ocupado demais com a loira ao seu lado para prestar atenção na expressão beirante à assassina que se apossou da careta do Västergötland naquele momento. As farpas com Freya, entretanto, eram uma parte cômica de quando os dois se juntavam, normalmente para fazer com que Max tivesse algum tipo de dor de cabeça com as ameaças de embates físicos.. Controlar-se era a chave para não acabar batendo no primo, então beber era essencial. Max tomou uma das taças que os garçons estavam servindo e bebeu todo o líquido em questão de minutos, sempre pausadamente de acordo com a educação de um verdadeiro lord inglês. Entre o momento de terminar sua bebida e olhar a sua volta, Freya já tinha sumido, junto de Elizabeth, e Maximillien não conseguiu fazer outra coisa a não ser massagear suas têmporas, como se uma breve dor de cabeça já começasse a despontar, tamanha a preocupação com a irmã. Freya não levava nada a sério, e isso era inadmissível, mas quando que Maximillien conseguiria pôr a ideia de que eles estavam correndo perigo na cabeça da irmã? Ao menos estava com Elizabeth, o que não era muito aliviador para si, mas tentou confiar no quão safa a mulher era, em situações de risco. Ela protegeria Freya? Maximillien duvidava, mas pelo menos emitiria algum tipo de sinal para que ele mesmo pudesse fazê-lo. Por alguns instantes, ignorou a conversa atravessada que o primo jogou em cima dele, mas não conseguiu mais fazê-lo quando ele passou a falar algo sobre Freya estar torturando Elizabeth. Soltou uma risada pouco característica, alta demais para seus padrões, mas negou logo em seguida. "Por incrível que pareça, aquelas duas são amigas. Melhores amigas, se eu não me engano", e ele nunca se enganava. Não quando o assunto era Freya. Deu de ombros, como se aquele assunto fosse aleatório demais. O interesse do primo em Elizabeth, entretanto, ativava partes de sua mente que Maximillien preferia guardar para seus inimigos. "Estamos em uma festa de casamento. Aparentemente a salvo, Killian. Sugiro que você passe a falar mais baixo de nossos negócios, têm muitos ouvidos curiosos na nobreza e burguesia em geral, e a maior parte desses lunáticos querem ver pessoas como ela", diminuiu o tom de voz a cada palavra proferida, olhando nos olhos do primo com seriedade "mortas". Franziu a boca assim que Killian demonstrou-se deselegante, terminando de tomar o vinho tinto que pedira mais cedo a um dos garçons.

"Conheço, e sim, ele é cego"
, fechou os olhos, bufando com as idiotices que Killian dizia. Não parecia que era dois anos mais velho do que Maximillien. Um sorriso, entretanto, brotou em seus lábios. "E por que você acha que nós viemos, caro Killian? Eles serão bem úteis, para ser sincero, mas é com Valentin que temos que falar, não Adrian -- impulsivo demais, metido a gênio demais", suspirou, pegando mais uma taça de vinho e a mexendo antes de cheirar o doce aroma que exalava. "E acredito que falar com ele, no dia do seu casamento, não seja a ideia mais esperta, até mesmo para você", meneou com a taça na direção do primo, soltando um meio sorriso quando Killian revirou os olhos e terminando de beber todo o líquido escarlate. O primo não sabia o quê os Gaspard eram, tampouco o motivo de Max desejar tanto se aliar a eles, mas esperava poder não contar esse pequeno segredo para Killian. Que sua prima era levemente perturbada, era fácil de explicar; que existiam lobisomens e todo tipo de aberrações do tipo, talvez Killian não processasse tão bem a informação quanto Max acharia proveitoso, então era sempre bom mantê-lo levemente no escuro quanto a informações vitais.

Elizabeth voltou, minutos depois, sem que Freya estivesse consigo, e o homem se viu engolindo em seco ao procurar pela irmã. Diabos, onde Freya se metera? "Elizabeth, você não estava com a Freya?", perguntou, certo de que não estava maluco. As duas sumiram juntas, e deveriam voltar juntas, para o bem de sua sanidade. "Sabe que eu não me casaria, muito menos com uma amada", revirou os olhos, impaciente, mas voltou ao assunto, mesmo depois que Elizabeth dera de ombros quando perguntara sobre Freya. "Lizzie, isso é importante. Ela não pode zanzar por aí sozinha, é perigoso para ela", trincou o maxilar, sério demais para não levantar suspeitas, mas não conseguia se comportar de forma diferente. Killian teve o terrível erro de falar algo sobre ele ser superprotetor com a rainha do gelo, mas Maximillien o ignorou, por ora. "Com licença", fez o terrível erro de deixar a loira sozinha com Killian, mas no momento não pensou no futuro, apenas no presente. Precisava da irmã ali, com ele, antes que fizesse besteiras irreparáveis.

Quando a encontrou, Freya estava conversando próxima demais a um homem que mais parecia uma montanha, mais alto que ele por alguns centímetros, mas ainda assim assustador a primeira vista. Um fato sobre Max: ele pouco estava se ferrando para a altura ou gordura que o estranho ruivo poderia ter. Assim que teve certeza de que Freya o estava vendo, meneou para que ela ignorasse aquele homem -- céus, ela estava realmente alterada -- e fosse ao seu encontro, mas não foi isso que aconteceu. Freya nunca poderia beber. Soltou um palavrão em sua cabeça, incapaz de verbalizar as coisas que estava pensando do homem e se dirigiu a eles, um sorriso falso posto no rosto, antes que socasse o estranho e a festa estivesse arruinada para Valentin -- seus planos seriam prejudicados, afinal de contas. "Freya, my love, acho que você já bebeu demais", levantou uma das sobrancelhas, oferecendo o braço para que a irmã o acompanhasse até onde Elizabeth e Killian estavam, se é que eles ainda não estavam se agarrando. Um problema a ser lidado depois, com calma, ele supunha.

A verdade era que Maximillien estava sentindo sua cabeça explodir, e ter a irmã bêbada não facilitava a sua situação.
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Adrian Gaspard em Seg Maio 18, 2015 12:05 am


'Cause I've never been so high.

Ele jurava que tentara não rir com a tentativa patética que Elsa tinha feito para assustá-lo. As coisas não saíram como ele desejava, entretanto. Assim que ela apontara aquele dedo podre para a sua cara, Adrian revirou os olhos, braços cruzados, mostrando um pouco do físico que ele escondia debaixo de roupas caras de alfaiataria. Levantou uma das sobrancelhas, chegando a abrir a boca para retrucar, mas incapaz de fazê-lo pela falta de ânimo. Valentin estava saindo da abadia, sua noivinha rosada -- queria dizer, morena demais -- a tiracolo, como um pequeno bibelô. Céus, a mansão dos Gaspard já era mal frequentada por causa de Elsa. Com a garota, Ophelia, se ele não se enganava, as coisas só piorariam. A França nunca pareceu tão atraente para Adrian quanto naquele momento. Ignorou a morena a sua frente, subindo na carruagem e não fazendo o favor de ajudá-la. Ela era tão cheia de si? Pois que aprendesse a se virar sozinha. O moreno só esperava que tropeçasse, rasgasse o vestido e fizesse uma cena diante de toda a sociedade londrina. O pensamento o fez rir por alguns segundos, até dar de cara com a menina, emburrada a sua frente. "Algum problema, Gata borralheira?", levantou uma das sobrancelhas novamente, batendo no topo da carruagem para dar sinal ao cocheiro. Iriam se atrasar para a maravilhosa recepção, e ele não estava ligando. Por ele, que ficassem no trânsito durante toda a noite. Até aguentar o humor de Elsa era melhor do que fingir estar feliz pelo irmão mais velho, em seu dia feliz. Adrian bufou com o pensamento, certo de que Valentin era burro o suficiente para acreditar que poderia se apaixonar por alguém por meio de um casamento arranjado, mas irritado por não poder externar todos os seus sentimentos com a mulher que o acompanhava.

A viagem foi um martírio. Adrian gostaria de dizer que pelo menos Elsa tinha ficado quieta, mas a mulher era tão selvagem que nem isso era capaz de fazer. Patético, o pensamento o perseguia, e ele não conseguiu ficar calado por muito mais tempo. "Seven hells, agora eu entendo porque Valentin quis que eu te acompanhasse. Você é a pessoa mais irritante da face da Terra", revirou os olhos, a mão esquerda massageando a testa. Já estava ficando francamente cansado de escutar a dita voz de rouxinol que todos diziam ser linda. Para ele, parecia uma gralha grasnando. Por mais meia hora, segundo seu relógio de bolso, ficaram esperando chegar à mansão dos Gaspard. Por mais meia hora, Adrian considerou sair de lá e ir a pé, ignorar toda a multidão e tomar um banho para esquecer que aquele dia tinha acontecido, de verdade. Não sabia o que tinha acontecido consigo, entretanto, quando chegaram ao local, Adrian pôs sua máscara inexpressiva e acompanhou a plebeia mais sortuda daquela maldita festa. Quem poderia ter encontrado, logo de cara? A sorte do Gaspard não era das melhores, mas não era Valentin sua primeira visão. Oh, não -- seria até bom se fosse, ele preferiria anos conversando com o irmão a ver Elizabeth conversando com dois morenos. Reconheceu Maximillien, e o outro não lhe era estranho. Uma pulga do ciúmes passou a mordê-lo, mas Adrian ignorou o pensamento. O que tiveram tinha acabado há mais de três anos, com o nascimento de Aidan. Respirou fundo, apertando mais o braço que estava apoiando o de sua acompanhante e ignorando seus protestos. Por segundos, esqueceu-se onde estava, lembrando-se do bastardo que era uma das únicas pessoas que ainda o faziam sorrir genuinamente. Estava do outro lado do Canal da Mancha, entretanto, e ele não o traria para Londres, não quando estavam todos correndo perigo.

Virou o rosto, escutando Elsa grasnar mais um pouco, até encontrarem com o casal mais feliz daquele casamento. Adrian revirou os olhos, lentamente, ciente de que Valentin não poderia ver, mas divertindo-se exatamente por isso. Assim que viu a cara de nojo de Elsa quando Ophelia a abraçou, entretanto, Adrian reprimiu um sorriso malicioso. Então não era só ele que estava achando tudo aquilo uma puta palhaçada? bom saber. Ela devolveu seu olhar, para então olhar com alguma mágoa para Valentin, e Adrian entendeu tudo. Não conseguiu reprimir o sorriso cínico daquela vez. A Gata Borralheira estava apaixonada pelo Ceguinho? Assim que se despediram, Adrian passou a rir, e ela não percebeu seu motivo, até que fosse tarde demais. "Então quer dizer que a Gata Borralheira e o querido Gaspard mais velho se amam?", Adrian forçou sua voz mais melosa, rindo em seguida. "Realmente, e eu pensei que isso tudo não podia ficar pior", a careta irritada, pela primeira vez, mudou, e Adrian sorriu, como se tivesse se esquecido por tudo o que passara. Céus, agora sim ele tinha algo contra aquela desclassificada.

E Adrian sabia jogar muito bem suas cartas.
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Valentin Gaspard em Seg Maio 18, 2015 12:45 am

We've passed the
 point of no return

Após a cerimônia, eu e Ophelia seguimos o caminho até a carruagem, tudo ocorreu sem nenhum problema, aparentemente tudo estava indo bem. Era por isso que evitava grandes multidões, mas honestamente, não sei quem foi a pessoa que teve a brilhante ideia de chamar toda a cidade para meu casamento, por mais que eu não conseguisse enxergar, eu estava me sentindo em um circo.

Mas não ia pensar nisso agora.

“Sr. Gaspard... Eu sei que nós não nos conhecemos, que talvez você nem queira isso, e também sei da sua condição... Eu vou fazer o possível para te ajudar... Valentim. ” Virei meu rosto na direção da sua voz, podia ouvir seu coração ainda acelerado, mas ao menos não parecia desesperada como no início, acho que isso contamino ponto positivo. “Vou tentar não ser um peso para você”

O que ela estava pensando da vida? Que eu não estava ciente de que teria mais alguém na minha vida? Eu fui relativamente obrigado a me casar, não posso negar, mas se eu não quisesse, eu não o faria, pelo menos eu acho. Mas eu não a via como um fardo. Relaxei os ombros. – Você não será um peso para mim, acredite. – Quem estava se casando com uma aberração era você, querida. – E é um prazer te conhecer, estava começando a suspeitar que você era muda, não que isso fosse um problema, seríamos um belo e estranho par, para falar verdade. – Sorri, tentando ser ao menos divertido, não era muito bom nisso, mas estava dando o meu melhor.
Chegamos a bendita festa, e pelo menos não haviam crianças ali, graças a Deus, ou quem quer que controle todo esse lugar. Não sorri para metade das pessoas que estavam ali, não as conheciam, e não fazia questão nenhuma de conhece-las. Mas não pude evitar de sorrir quando o aroma de Elsa o tomou, ela tinha um aroma tropical, apesar de não saber o que isso significava, mas era algo bom, acolhedor. – Elsa! – pude  ouvir meu  irmão mais novo relinchar, como um cavalo zangado. – Fico feliz por ter ficado até agora Adrian, achava que não conseguiria socializar a esse ponto. – Abracei o rapaz contra  contra a vontade dele, imitando Ophelia, pelos barulhos nem Adrian nem Elsa pareciam felizes, mas eu não poderia fazer nada por eles, não agora.

Apertei os lábios diante do comentário de Ophelia. – Ah, Ophelia, querida. – Coloquei a mão nas costas da moça, a conduzindo para longe de algumas pessoas que estavam já falando alto demais para meu gosto, e paciência, não era lucheis, mas emissão não me impedia de ficar zangado frequentemente, vejam Adrian como exemplo. – Se ver fosse o único problema, você não faz ideia de como escutar todas essas vozes é. – E ainda mais outras coisas, aromas e pequenos detalhes, que eram bem barulhentos, na minha percepção.

- Vamos, por ali, isso mesmo. – A guiei até uma parte mais tranquila, não que existisse isso em um casamento, mas ao menos era uma área mais aberta, e eu poderia ter um mínimo de paz. – Podia ouvir algumas pessoas comentando sobre nós, nada muito bom. Mas estava mais preocupado no aroma que minha esposa possuía, era curioso, diferente... Seria coisa de americano? Ou o seu medo era assim tão grande? Não sei.

Peguei uma taça e ofereci a moça a minha frente. – Aceita? - Demorou um pouco mas ela aceitou, bem, uma parte minha sabia que ela precisava estar no mínimo um pouco mais... Solta.


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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Seg Maio 18, 2015 12:19 pm

A snake with blue eyes

And he only comes out at night Gives you feelings that you don't want to fight



"Por incrível que pareça, aquelas duas são amigas. Melhores amigas, se eu não me engano"
- Credo. – Respondeu instantaneamente, indignado com a má escolha de suas amizades, a pobre Elizabeth precisava de novas companhias, e Killian era uma ótima opção.

Killian balançou a mão para os comentários do primo. – Ninguém aqui está me escutando além de você, guarde sua paranóia para outra pessoa.Tipo a sua irmã, completou mentalmente, sabia que falar sobre Freya o irritava, então o moreno tentava falar só metade do que pensava.

Killian acenou para uma dupla de monarcas que passava, gordos feitos leitões, irritantes como um também. – É, eu sei, e nós não queremos que nossa amada Freya acabe queimada na fogueira. – Balançou a cabeça, sério. – Isso não foi um comentário sarcástico, não me ofenda a esse ponto. – Segurou a risada, afinal, ele estava sendo bem serio em relação a sua prima, Deus tenha piedade das pessoas que ficarem na Terra se aquela mulher for assassinada.

Inclinou a cabeça, escutando o comentário do primo. – Sim, ótimo, finalmente alguém que não vai ceder ao meu charme. – O ceguinho provavelmente não saberia o que o atingiu, ou saberia? Não conhecia aquele homem, e precisaria de uma lista sobre a vida daquele homem, com quem andava, sua rotina, e até quem limpava suas roupas.

- Quem disse que não é? – Falou Killian, chocado. – Eu vou desejar meus sinceros parabéns aos noivos, talvez se eu melhorar minha postura fique até parecido com você, talvez até melhor. – Imitou a postura de Max e olhou a todos com desprezo, pronto, haviam dois Maxmillien no salão.
Tomou uma taça com o primo e bebeu.

- Ah, tenho ótimas noticias. – Disse se recordando, havia conseguido convencer a Coroa a liberar um espaço para eles, uma espécie de casarão próximo ao rio Tamisa, pertencia a um antigo barão, aquele lugar estava abandonado a décadas, mas com um pouco de persuasão, era dele agora. Nada melhor do que ser filho de uma das pessoas mais próximas da rainha, era quase como tirar doce de criança, na verdade, era só ele ameaçar uns e bajular outros que pronto, ele podia deitar e rolar em Londres.

Talvez seja por isso que festas em dadas quando ele partia da cidade, o moreno tentava não se ofender com isso.
Aquele buraco próximo do rio é nosso agora. – Sorriu satisfeito com a sua força de vontade.

Pandemonium estava cada vez mais próximo, ele poderia chorar de alegria naquele momento.

Viu a loira voltar sozinha, e conhecendo o seu primo, sabia que o apocalipse estava próximo. Soltou um suspiro de lamentação, aquele homem acabaria tendo um infarto, e depois ele teria que lidar com Freya se isso acontecesse. Definitivamente eles precisavam dar um jeito naquela garota mimada.
Ah, Elizabeth, sabe que me casar com uma amada é meu verdadeiro sonho? – Disse Killian, em um de seus dialetos repletos de ironias, sorriu maliciosamente, admirando a moça. Max saiu com uma expressão furiosa no rosto, sorriu para o moreno que estava de partida e quase mandou um adeus com as mãos.

- Bem, finalmente vou poder ter o prazer da sua companhia, Elizabeth. – Falou ele se reclinando para a loira, continuou a beber e ergueu uma sobrancelha para ela. – Se me permite a pergunta. – Que ele faria mesmo se ela dissesse não, para ser bem honesto - Qual a sua ocupação? – Analisou ela. – Não me parece ser uma mulher... Comum. – Sorriu. - E estou falando no melhor sentido a palavra.

Killian tinha uma obsessão pelo inesperado, até mesmo diferente. E ao observar a postura como aloira se portava, e até mesmo a forma de falar, mostrava que havia algo muito exótico em si, Killian estava vibrante para descobrir mais sobre aquela mulher.

Max, Lizz e Demo
nhé
vou matar
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Elsa Owergoor em Ter Maio 19, 2015 10:21 pm

Pink lipstick stain, cigarette butts I lie in bed, I hate my guts A day in the dark, a murdered afternoon, yeah Oh baby darling how I'd love To become your suicide blonde To lie beside my Romeo Oh, what a wicked way to go
...it only takes two lonely people to fuck love up and make it evil



Um pequeno fato sobre Elsa Owergoor: ela não leva desaforo pra casa.

Naquela noite, Adrian estava testando todos os meus limites possíveis. Eu tentava repetir algum mantra mentalmente, do tipo "Ele não vale a pena, deixe que fique falando até se engasgar com as próprias palavras"; até cantarolei minha canção favorita de olhos fechados pra ver se o ódio passava. E nada. Bastou que o Gaspardzinho entrasse para dentro da carruagem para fazer mais um de seus comentários desagradáveis. Provavelmente eu estava com uma cara péssima pra que ele perguntasse aquilo. Rolei os olhos para o que parecia ter se tornado minha alcunha oficial. Isso, na cabeça doentia de Adrian Gaspard. - Se eu sou a Gata Borralheira você é o quê? Uma abóbora falante? Que eu me lembre era ela que levava a garota ao baile... - falei, encarando-o por alguns segundos com uma expressão irônica, para logo desviar o rosto em direção à rua: o trânsito estava infernal. Lembro-me de não conhecer praticamente nada da literatura inglesa até me tornar dama de companhia da Rainha Victoria. Não tinha a mínima ideia de quem eram os Grimm e seus personagens fabulosos. Hoje eu me orgulhava de ter Emily Brönte como minha escritora favorita, mas Austen não ficava atrás, tampouco.

Tentei pensar no porquê de Adrian me desprezar tanto. Claro, tinha o fato de eu não pertencer à sua classe social, mas isso não me parecia um motivo bom o suficiente. Também tinha o fato de eu estar morando com seu irmão, ocupando um lugar na alcateia que decididamente combinava mais com ele, no entanto, quando ele olhava para Valentin não era com ternura ou afeto. Na verdade, tudo relacionado ao irmão parecia lhe despertar uma fúria, uma fúria que não era explosiva e apaixonada como fogos de artifício; era mais como lava líquida, que queima devagar. E se ele fizesse algo contra Valentin? E se sua inveja chegasse a um limite insuportável? E se ele não nutrisse um pingo de amor pelo irmão mais velho? E se...? - Você deveria ser mais grato ao Sr. Gaspard - falei, me sentindo na obrigação. - É perceptível o quanto ele se importa com você, o quanto faz de tudo pra te ver satisfeito, e tudo o que você faz é ignorá-lo. Que espécie de pessoa horrível é você? Não percebe o quanto suas ações infantis e "Seven hells, agora eu entendo porque Valentin quis que eu te acompanhasse. Você é a pessoa mais irritante da face da Terra" - ele falou, interrompendo meu comentário como se eu não passasse de uma mosca zumbindo em seus ouvidos.

- Não, amigo... Este título já lhe pertence - rebati, não prestando atenção em qualquer resposta que ele tenha dado. Meus pensamentos estavam longe, imaginando se ficava feliz com o fato de Valentin ter se preocupado comigo naquela noite, ou se ficava deprimida por ele nunca ter me visto como uma opção.

Meu humor não melhorou muito mais ao chegar na festa, que na verdade estava acontecendo na própria mansão dos Gaspard. Eu poderia subir para o meu quarto sem que ninguém notasse, mas Valentin notaria que eu não havia sequer parabenizado a ele e sua esposa: só de pensar no peso da palavra meu estômago voltava a se revirar. Resolvi que era melhor acabar logo com aquilo, fazer o que tinha de ser feito. Me aproximei da dita Ophelia, só então percebendo que ela era linda. Que ótimo. Valentin não merecia uma mulher menos que perfeita. - Parabéns - disse, a tomando em um abraço rápido e impessoal. Se é que existem abraços impessoais. Adrian parecia estar com um olhar intrigado, mas acima de tudo, com uma cara de quem não queria estar passando por aquilo. Simpatizei um pouco com ele naquele momento. Um pouco. BEM POUCO. Quase nada.

Quando chegou a vez de Valentin, no entanto, não poderia ser mais calorosa. Praticamente me lancei em seus braços, sentindo seu aroma amadeirado com o qual eu sonhava todas as noites. – Espero que essa estrangeira te faça feliz de verdade. Caso contrário, ela vai ver uma Elsa muito enfurecida - falei em tom de brincadeira, me sentindo despedaçada por dentro. Depositei um beijo cauteloso em sua bochecha antes de me afastar para ceder lugar a Adrian. Ele provavelmente não estava super ansioso para felicitar o irmão, mas havia uma fila imensa atrás da gente aguardando para fazer o mesmo.

Logo que nos afastamos dos noivos Adrian começou a gargalhar como um louco. Fiquei com medo que tivesse um colapso ali mesmo, no meio da festa do irmão. Cruzei os braços e o encarei, com minha melhor cara de tédio. - O que foi agora, pequeno Gaspard? Ele riu um pouco mais antes de falar numa voz melosa: "Então quer dizer que a Gata Borralheira e o querido Gaspard mais velho se amam?", como se a ideia fosse a mais ridícula que já tinha ouvido. Mantive minha expressão calma, como se ele tivesse simplesmente constatado que a cor do meu vestido era nude. - Acho, só acho, que isso não lhe diz respeito. Ainda que fosse verdade. O que não é. Absolutamente. Saí caminhando lentamente, com um sorriso imperturbável no rosto, enquanto tentava encontrar o esconderijo das bebidas. Não podia deixar que Adrian me afetasse com isso. Já era ruim o bastante ele me chamando de Gata Borralheira, quanto mais se essa história chegasse nos ouvidos apurados de Valentin. Mas sabia que ele não desistiria.

Não contei nem dois minutos no relógio antes dele aparecer novamente, com mais uma de suas provocações. - E por que isso te interessa tanto, hein Gaspard? - confrontei-o, esquecendo das bebidas por um instante, até perceber que Adrian já possuía uma taça com um líquido vermelho tinto em seu interior – ah, vinho!Oh, espere... é isso -- disse, sorrindo – Sua vida amorosa deve ser uma droga - falei meneando a cabeça em direção à loira desinibida que falava com um rapaz moreno de olhos claros. Eu não era tão idiota a ponto de não perceber que Adrian havia ficado tenso no momento em que a viu no salão. Quando vi sua expressão de assombro percebi que tinha acertado em cheio. - Agora me dê isso. Tomei a taça que ele segurava, saboreando a bebida que poucas vezes eu provara na vida. - Acho que estamos empatados, Gaspardzinho. Você fica de bico calado sobre quem eu amo ou deixo de amar e eu não te importuno mais sobre isso. Combinado?






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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Freya Västergötland em Sex Maio 22, 2015 10:38 am

Over the sea to Skye
CASAMENTO DE VALENTIM, POST DE NÚMERO #03, FESTA

....................................................................................
Freya olhou para aquele homem e abriu a boca, chocada com a ousadia dele, arrogante, foi a primeira coisa que ela pensou quando ele começou a falar. Maldito escocês arrogante.
Ela sabia que não deveria pensar assim, honestamente não tinha nada contra escoceses, muito menos qualquer outro tipo de gente, mas naquele momento, ela daria um tapa no primeiro que falasse na causa jacobita perto dela. Ou seja, ela realmente estava fora de si.

Afinal, ele já haviam ganhado a muito tempo.

- Não precisamos dizer, esta documentado que nós somos seus donos. – Entonou propositalmente e ergueu uma das sobrancelhas, imitando a carranca que o irmão gêmeo fazia quando estava bravo. Esperou ter obtido sucesso.
“Agora é a sua vez” Freya riu, balançando uma das mãos na direção dele. – Não preciso que você diga quando preciso me saciar ou não, sei muito bem me virar sozinha.- Continuou seu caminho, que curiosamente era o mesmo caminho que o ruivo, para o garçom. Freya deu de ombros, aceitando a taça e dando um gole médio, sem em nenhum momento tirar os olhos do ruivo, por alguma razão ela se sentiu intimidada por ele, como se ele soubesse exatamente o que fazer, como fazer, e com quem fazer.

É claro que ele sabia de tudo isso.

- O que te fez vir até Londres, já que você não parece gostar de nós. – Inclinou a cabeça, falando francamente com o homem, Freya já estava bêbada e não estava com disposição para não falar nada além do que pensava.
Ficou pensativa, sentindo novamente aquela sensação de estar sendo observada, mordeu o lábio inferior e tomou outra dose da sua bebida e sentiu alguém se aproximar.
Rezou para que não fosse bancar a louca perto daquele homem.

Freya quase saltou ao ouvir a voz do irmão, quase disse um amém por ser apenas seu irmão que estava a observando e não nenhuma criatura não natural, olhou para o ruivo e depois para o moreno, franzindo a testa. – Não, eu estou... Bem.- Sorriu para Max, que não estava nem um pouco feliz. Ela não queria sair de lá, mas não queria contrariar o irmão.
- Conhece meu novo amigo? – Continuou ignorando tanto Max quanto o ruivo. – Na verdade, eu não sei seu nome. – Esticou a mão para ele, como qualquer lady faria. O ruivo aceitou, mas não a beijou, e sim apertou, como cavalheiros faziam, Freya soltou uma arfada e riu. – Freya Vastergötland. – Quando olhou para seu irmão, seu sorriso desmanchou.

- Agora... Creio que te– Viu o casal de noivos passando, seu interior vibrou, sua busca havia se encerrado. – Achei!- Caminhou até os noivos, deixando para trás os dois homens, ou na verdade, sendo seguida por um.

- Valentim! – Exclamou, depois exclamou novamente. A noiva era tão linda que Freya gostaria de chorar um pouquinho. – Como você é adorável! – Piscou algumas vezes e se recompôs, sendo cumprimentada pelo homem cego. Freya sorriu para os dois. – Vocês estão lindos, Valentim, você não sabe a sorte que tem. Ela parece uma boneca! – Disse sendo abraçada pela noiva, Freya riu e apertou a noiva por um segundo, achando estranho aquela atitude de abraços. – É um prazer te conhecer.- Max se materializou ao seu lado,  e ela repentinamente se sentiu cansada. Pegou no braço do irmão e o seguiu para longe, suspirando. – Eles são tão fofos! – Percebeu que seu irmão não falou nada. Então ela percebeu que não estava mais com a taça em mãos, franziu a testa, se perguntando em que momento ela desapareceu.

- Por que toda vez que eu estou começando a me divertir você fica assim? – Disse quando estavam afastados, eles estavam caminhando pelo jardim da mansão, lá estava vazio e frio, a morena apertou os lábios, observando o irmão, sempre tão preocupado, sempre tão protetor, sempre tão, tão... Bonito.

- Meu Deus! – Freya arregalou os olhos e desviou o olhar para longe. Ela devia estar bêbada além do recomendado mesmo. Olhou para o moreno e sentiu o rosto ficar vermelho, desviou o olhar novamente e mordeu os lábios para não sorrir, afinal, ela deveria estar muito brava. – Desculpe, não foi nada, só estava... – Olhou para o irmão que estava lhe dando um sermão. – Sabia que você é irritante Máxi? Mas que inferno, eu não fiz nada demais! – Olhou para o irmão, ambos zangados, percebeu que sua imitação da carranca do irmão não era de nada efetiva, ficou encarando o irmão, olho no olho.

Então começou a rir.

- Me desculpe... Na verdade, não me desculpe...- Respirou fundo e tentou não rir, não obtendo muito sucesso. –Você... Ah, Deus. – Ergueu uma mão e parou de rir.
- Não quero saber de mais nada, se você quer acabar com a minha festa, faça isso logo e seja feliz, irmão.


....................................................................................




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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Ophelia Stark em Sex Maio 22, 2015 6:41 pm


and she said 'i do'

A festa prosseguiu, quase como se os convidados não tivessem percebido a ausência dos noivos, quase como se não se importassem verdadeiramente se seriam felizes ou não. Para Ophelia, não era uma mera questão de princípios, mas a sua vida que estava em jogo. Todo aquele faz de conta já começava a cansá-la, apesar de mal ter chego à terra da Rainha. Se as pessoas fossem assim sempre... Bem, ela agradeceria mais e mais por ter nascido no Texas, pelos pais que tivera e por tudo aquilo não fazer parte da sua vida, tornando-se incomum aos seus olhos. Suspirou, deixando-se ser guiada pelo, então, marido, apesar de uma parte de sua mente falar algo sobre ele não poder ver e se indagar, ironicamente, como ele poderia fazer aquilo com ela. Permitiu-se sorrir, mesmo sabendo que ele não veria, apenas por desencargo de consciência. Poderia fazer quantas caretas desejasse, e Valentin não se importaria -- obviamente, não sabia porque o pensamento passara pela sua cabeça, mas o ignorou tão logo quanto pôde, tão logo quanto chegaram aos jardins da mansão. Levantou uma das sobrancelhas, mordendo o lábio inferior quando Valentin começara a falar, mas sorriu ao final, certa de que ele era tão diferente quanto ela jamais poderia imaginar. "É ruim ter que escutar esse tipo de coisa. Eu realmente sinto muito, você parece ser uma pessoa boa, Sr. Gaspard", fechou os olhos por alguns segundos, tentando imaginar como o marido se sentia, mas não conseguiu. "Ah, que aroma?", franziu o cenho, não sabendo realmente do que Valentin estava falando, mas lembrando-se logo em seguida. "Talvez sejam as gardênias, elas tem um cheiro bem específico, acho", deu de ombros, mas não conseguiu deixar de corar. "Não posso negar que estava com medo. Ainda estou, por Cristo, mas não sei, Valentin", cerrou os lábios em uma linha fina, incerta se poderia ou não continuar a falar com tanta abertura. "É uma grande mudança", terminou, simplesmente, levemente agoniada pelo clima praticamente polar da Inglaterra em comparação ao seu tão adorado Texas. Quando ele a ofereceu uma taça de champanhe, Ophelia quase recusou -- nunca tinha tido muito contato com aquela bebida em especial, apesar de já ter experimentado as cervejas de má qualidade do Texas, mas quando em Roma... "Obrigada", não sabia se estava se referindo ao garçom ou ao marido, mas realmente não se importou, naquele momento. Precisava de algo para fazê-la relaxar, algo que turvasse as linhas do medo e da agonia para que ela pudesse aproveitar aquela noite.

Afinal, nunca mais se casaria. Ou ao menos era isso que esperava. Respirou fundo, observando Valentin distraidamente, alheia à plateia que começava a se formar no lado de fora da mansão. Assim que percebeu, enrubesceu rapidamente, não que ele pudesse vê-la, mas mesmo assim era vergonhoso fazê-lo. Estava terminando a sua taça quando se lembrou do primeiro casal que os cumprimentou, quase não perguntando, mas a curiosidade era maior, ao menos naquele caso. "Uh, Valentin?", chamou, buscando a atenção do marido com algum receio, já que ele possivelmente deveria estar ocupado com outras coisas e ela o estaria irritando -- a mãe sempre a mandara ficar de bico calado quando um homem estava pensativo, afinal de contas, mas ela nunca realmente a escutou. "Eu não sabia quem foram as pessoas que falaram conosco primeiro", sugeriu, terminando de beber o líquido e esperando por uma resposta do marido. Quando não veio, continuou: "E, bem, eu não sou a melhor medidora de humores", permitiu-se rir baixo com a afirmação, mas mordeu o lábio logo em seguida, "mas eles não pareciam 'felizes' por estarem aqui, ou aquela devia ser a expressão natural deles", ponderou, falando mais consigo mesma do que com Valentin. Negou, terminando o pensamento sem um verdadeiro fechamento. "E eu não devia estar falando tanto, me desculpe", riu, dando um leve tapa na testa ao lembrar-se do que a mãe a dissera. Pegar mais uma taça de champanhe foi automático. Precisava se esquecer de que tinha falado tantas besteiras em um período tão curto de tempo.

Assim que estavam na terceira taça, talvez Ophelia já começasse a se sentir tonta, mas ela negaria o fato até a morte, por mais que já tivesse que se apoiar no marido por causa dos salto-altos, o que era irônico, porque normalmente seria ele quem deveria se apoiar nela, mas não conhecia aquela mansão tão bem quanto ele e, ok, talvez estivesse levemente embriagada. Foram abordados por uma moça alta, de cabelos negros e olhos tão azuis que Ophelia chegou a ficar chocada por alguns segundos, mas a abraçou tão logo quanto pôde, por mais que a risada dela fosse levemente debochada, mas não percebeu aquilo no momento, sequer perceberia nos dias seguintes. Corou levemente com o que a dama falara, mas o álcool não permitiu que se importasse com os elogios. Assim que foi repetir o gesto com o homem que a acompanhava -- parecido demais com a moça para não ser ao menos um irmão --, Ophelia já não estava se importando se os convidados realmente se importavam com ela e Valentin ou não. Se sentiu feliz por aqueles dois estarem felizes por eles, tentando ignorar todo o medo que crescia em um baú fechado a sete chaves pelo álcool. "Muito obrigada!", riu, despedindo-se dos dois, mal se apercebendo do tempo.

Estavam próximos do final da festa, e talvez ela não quisesse se desfazer das pessoas que os parabenizavam, desejando um bom casamento, muitos filhos -- Ophelia se lembrava de ter rido alto demais, quando escutou aquilo, apesar de realmente desejá-los -- e coisas parecidas, ou talvez desejasse postergar o que aconteceria depois da recepção. Só sabia que, às três da manhã, estava dançando com o marido, levemente sonolenta demais para fazer qualquer coisa que não fosse fechar os olhos enquanto escutava os batimentos do coração do homem -- mal movendo seus pés, diga-se de passagem. Talvez o terror para com o casamento tivesse passado, afinal, ou ela estivesse tão entorpecida que não conseguia realmente se importar com aquilo enquanto Valentin a guiava pela pista de dança, mas se sentiu tão acolhida, ali, que por alguns segundos, parecia que tinha voltado para casa.

Não se lembrava de nada mais daquela noite, apenas a vaga lembrança de que tinha sido carregada -- não sabia como -- e de ter gostado do cheiro e da calidez com a qual o fora.

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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Adrian Gaspard em Sex Maio 22, 2015 8:37 pm


'Cause I've never been so high.

"Você acha realmente que uma coisa dessas não me diria respeito?", riu novamente, certo de que acabaria irritando ainda mais a mulher e se alegrando por ter pelo menos aquela singela alegria durante uma festa tão monótona quanto a de Valentin. A única coisa que o tinha convencido a ficar e apreciar o show de horrores que sua casa se transformara fora a promessa de bebida e, bem, agora ele tinha um brinquedo particular para encher, apesar de detestar sua companhia. A noite, apesar de todos os eventos dignos de pena, ainda poderia ser minimamente divertida para Adrian. Ela o ignorou, mas já era tarde demais. Não sabia como não tinha percebido aquilo antes, mas, realmente, nunca prestara muita atenção na criada preferida de Valentin -- era natural não ter se dado conta de que a plebeia estava apaixonada pelo Gaspard mais velho. Revirou os olhos, deixando-a por segundos suficientes para que fosse pegar uma bebida para si mesmo. Estava sedento por algo que descesse queimando em sua garganta, mas a festa estava tão fraca no quesito bebida que só conseguiu uma taça de vinho tinto. Ao menos era a sua safra favorita, por mais que ninguém realmente a soubesse. Se o fizessem, provavelmente tentariam encontrar o líquido que Adrian menos gostava para, aí então, servi-lo. Reencontrar Elsa não tinha sido o seu desejo, mas quando a infeliz coincidência aconteceu, só teve tempo o suficiente para levantar uma das sobrancelhas antes que a morena passasse a destilar seu veneno. "Não me interessa, só gosto de ver sua expressão de miséria no rosto. Te deixa menos insuportável", deu um meio sorriso, bebendo um pouco do líquido vermelho sem tirar os olhos da Owerg-- seu sobrenome realmente não importava, e Adrian não sabia porque o gravara. As desvantagens de se ser um gênio, supunha. O sorriso, entretanto, se desfez assim que Elsa tocou no assunto com a letra E, e Adrian teve que se forçar a não estrangular a mulher ali, na frente de todos -- se o fizesse, sua pátria não perderia tanto assim, o rouxinol poderia cantarolar no inferno de onde tinha vindo. "Ela não tem nada a ver com isso", afirmou, simplesmente, a expressão petrificada dando a Adrian uma aparência levemente demoníaca. Quando Elsa pegou sua taça das suas mãos, Adrian soltou um riso levemente engasgado, como se estivesse se perguntando quem diabo aquela gata borralheira pensava que era. "Acredite, eu nunca estaria empatado com você, Gata Borralheira", levantou uma das sobrancelhas, aproximando-se o suficiente para que ela entendesse quem estava mandando naquela situação. A conexão entre os olhares dos dois não podia ser mais intensa, e Adrian teve que se obrigar a desfazê-la, ajeitando o terno com a elegância que o tempo o impusera. "O que te faz pensar que estamos no mesmo patamar para aferirmos um acordo, my dear?", ironizou, soltando um meio sorriso diabólico que, Adrian sabia, provavelmente a deixaria sem estruturas, afastando-se logo em seguida.

Precisava de pelo menos um alívio naquela noite repleta de seres tão sombrios quanto o seu passado em Paris. Ver Elizabeth não tinha sido benéfico para si, lembrar-se de Aiden, tampouco. O amor o tornava fraco, por mias que não desejasse admitir. Ele precisava conquistar seus objetivos ao preço do sangue, e manter o filho longe daquilo tudo era a melhor coisa que Adrian tinha em mente no momento. Elsa sabendo de sua ligação com Elizabeth não seria bom, logo conectaria os pontos, como uma criança de sete anos, e descobririam o único ponto fraco dele. E isso era algo que Adrian jamais poderia permitir. Por aquele motivo, talvez, Adrian tivesse voltado de sua ausência com duas taças de vinho, entregando uma a mulher. Revirou os olhos, antes que ela falasse alguma besteira. "Apenas beba e fique calada, estou fazendo o que seu amado pediu e, até onde eu sei, o babaca é meu irmão mais velho e líder dessa alcateia", massageou as têmporas, cansado demais para escutar as inutilidades que Elsa pudesse vir a falar com ele, mas incapaz de deixá-la ir embora, como provavelmente desejava. Gostava de ver a cara de desafeto quando via o mais novo casal de Londres passear pelo salão, a americana sempre com um sorriso embasbacado no rosto e Valentin, sendo o mesmo idiota que sempre fora. "Não por muito tempo, mas por hoje eu tenho que seguir as diretrizes do aclamado Valentin Gaspard", afirmou, com algum nojo, enquanto meneava com a cabeça para um conhecido que se encontrava do outro lado do salão.

Taças e mais taças seguidas, talvez Adrian estivesse mais inclinado a aceitar a companhia que lhe fora imposta para aquela noite, e Elsa, também, parecia mais propensa a aceitar que seu queridíssimo não seria dela, nunca, a não ser que fosse feita sua amante -- conhecendo Valentin, nada disso aconteceria. Adrian bufou, ignorando os noivos dançantes e conduzindo a mulher para algo mais parecido com um bar -- finalmente encontrara a melhor parte daquela festa, e não sairia dela até que fosse tarde demais. Bebida atrás de bebida, Elsa e Adrian formaram um par ímpar naquele evento, ignorando a tudo e todos, sentados de costas para a multidão que ria, chorava e soluçava com o espetáculo de horrores que estava se apresentando atrás deles. Levantou o último copo de vinho da noite, observando seu conteúdo escarlate transluzir a luz que captava, levemente bêbado demais e se enrolando nos conceitos físicos que sabia de trás pra frente. Elsa, ao seu lado, também não parecia muito sóbria, e Adrian riu, desgostoso pela sua noite acabar daquele jeito tão deprimente. Estava bêbado ao lado da plebeia que, provavelmente, ele mais detestava em toda a Londres, e não parecia se interessar por aquele detalhe minúsculo. Assim que se deu conta de que a festa estava prestes a terminar, levantou-se, e, estranhamente, Elsa o seguiu. Adrian lembrava-se de ter sorriso maliciosamente, mais para si mesmo do que para a mulher. Quando percebeu que o lugar esvaziara o suficiente, apenas se virou para a morena, a expressão antes elegante tornando-se desleixada graças às tantas doses de uísque que misturara com o vinho tinto que tanto amava.

Levantou uma das sobrancelhas para a mulher, aproximando-se dela e fazendo questão de ajeitar alguns fios soltos que estavam no seu rosto. Elsa estava mais corada do que ele se lembrava -- não tinha reparado muito nela antes daquele dia, para ser sincero, só lembrava dela vermelha de raiva dele, o que o trouxe um riso mais do que espalhafatoso. Assim que estavam próximos demais para que Adrian tivesse certeza de que não recuaria, tomou-a em um beijo desorientado, pouco romântico e repleto de coisas que, em sua embriaguês, Adrian não tinha paciência para enumerar. Só sabia, naquele momento, que finalmente tinha algo que não fora tocado pelo irmão mais velho, e a sensação era exuberante. Tão exuberante que aprofundou o beijo após uma curta pausa para que recuperassem o ar, largando a mulher após ele. "E isso, my dear, é algo que Valentin jamais vai poder te dar", sorriu, recebendo os socos mais desajeitados que conseguira se lembrar, a careta de cafajeste pintalgando seus lábios enquanto Adrian os limpava com a manga do terno. "Sempre a seu dispor", ionizou, bêbado demais para fazer uma reverência desajeitada, mas sóbrio demais para a sua vingança ser satisfeita.

Elsa não deveria mexer com Adrian Gaspard, e aquele era um fato consumado.
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Encerrado para Adrian Gaspard e Elsa Owergoor

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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Elizabeth Castetile em Sab Maio 23, 2015 12:17 am

I’m a princess cut from marble Smoother than a storm And the scars that mark my body They’re silver and gold My blood is a flood Of rubies, precious stones It keeps my veins hot The fire’s found a home in me I move through town I’m quiet like a fight I’m speeding up, and this is
...the red, orange yellow flicker beat sparking up my heart


Assim que percebeu a ausência de Freya, Max de uma resposta atravessada para Elizabeth e saiu correndo à procura da irmã gêmea. Se bem que o seu "correr" era um andar rápido elegante, para manter a pose de lord que ele não devia perder nem quando estava dormindo. Lizzie decidiu que ele se tornava extremamente chato quando ligava o modo irmão superprotetor, então focou toda a sua atenção em Killian. - Não me diga - ela disse rindo. - É justamente o tipo de cara do qual eu vivo fugindo. Tentou encarar a resposta do moreno como uma piada, mas temeu que pudesse ser verdade. Não queria ser mal interpretada por aquele desconhecido. Até porque ele tinha tudo para se dar bem com ela.

Até ele se mostrar curioso demais.

Tudo bem que Elizabeth também era curiosa e buscava saber sempre mais sobre tudo em Londres, mas ela não gostava que se intrometessem demasiadamente em sua vida. É claro, a pergunta do homem não havia sido tao invasiva assim, dependendo da resposta dela. - Eu sou uma experimentalista. É algo relativamente novo, que a maioria das pessoas sequer sonha que existe, mas... Isso me dá esperança, entende? - ela não esperava que ele fosse entender e nem estava disposta a explicar a profundida da ciência para Killian. Aliás, haviam muitas coisas que ela não poderia explicar nem pra ele, nem pra ninguém. Coisas que nem ela entendia direito ainda. Suas experiências caminhavam devagar. Não confiava em ninguém para dividir seu segredo e isso implicava necessariamente em morosidade.

Ninguém em Londres desconfiava das experiencias realizadas pela Dra. Castetile. Para o povo da cidade ela era mais uma espécie de curandeira visto que tinha a solução para varias das doenças que apresentavam. Ocorre que aqueles remédios tinham um preço.

No começo eram apenas cadáveres do cemitério que ficava atrás de Whitechapell. Com o tempo, entretanto, quando os corpos em decomposição não apresentavam os resultados desejados, ela passou a fazer experiências com uns poucos pacientes que iam até ela buscar algum medicamento. Nunca pediu o consentimento de nenhum deles, e nem precisava, os que davam errado eram imediatamente descartados, indo pra mesma câmara fria dos cadáveres.

As únicas pessoas que recorriam a ela eram miseráveis demais para que alguem sentisse falta. Pessoas que morriam de um simples resfriado ou de fome. Por que não poderiam morrer em prol de uma causa tão importante quanto a ciência?

Mas tudo isso Elizabeth guardava a sete chaves, um segredo que levaria para o túmulo, se não inventasse a pedra filosofal. E naquela noite, era claro que não podia dividir aquilo com Killian.

Serviram-se muitas vezes do que Lizzie achou que era champanhe, mas quando olhou para o copo percebeu que se tratava de whisky. O moreno era tao divertido que ela até esqueceu que tinha de falar com os Gaspard, e quando correu os olhos pelo salão à procura do noivo, deu de cara com o Gaspard errado. Aquele que ela evitava a todo custo. Ele lhe trazia a mente coisas que ela queria esquecer e mechia numa ferida que jamais iria sarar: Aidan. Ela sabia que era muito melhor para o filho permanecer na situação em que estava, e abrir mao dele em nome de sua pesquisa não foi uma decisão fácil, mas ela ainda se perguntava "e se...?". Não sabia se tinha capacidade para ser mãe,mas seria que seria uma mãe tão ruim assim. Bom, com certeza não poderia ser pior do que já era.

Adrian Gaspard estava acompanhado de uma morena muito pequena, que parecia quase uma criança de longe. Lizzie perguntou-se se seria ela a mulher que a substituira na vida de Aidan. Talvez ele até a chamasse de mãe.

Todo aquele amargor acabou com a noite de Lizzie, e só havia uma coisa que a distraía nessas ocasiões. - Venha - ela disse séria, puxando Lillian pela manga do casaco. Sabia que ele não questionaria. É bem provável que estivesse acostumado a ir pra cama com mulheres na primeira noite. Com ela não poderia ser diferente. Ah, não poderia. Elizabeth estava decidida: iriam pra sua casa, fariam sexo a noite toda como loucos e ele iria se forçar a esquecer mais uma vez que era a pessoa mais horrível de Londres. Ou melhor, do mundo todo.







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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Anthony Chevalier em Sab Maio 23, 2015 2:59 pm


Cut the crap

Levantou as mãos, quase como se estivesse debochando do estado da mulher. "Como a senhorita quiser", levantou uma das sobrancelhas, controlando o sorriso milimetricamente ao ponto de instigá-la o suficiente para que aquela conversa não acabasse tão cedo. "Se fossem nossos donos, não acredito que realmente sejam os melhores que existem", tomou o champanhe em um gole, rudemente, como se estivesse finalizando o assunto. A mulher parecia entediada, e ele não queria entediá-la, queria? Não, ele tinha outros planos para a bonequinha de porcelana de Maximillien. Sentiu o olhar de Freya sobre seu rosto e ignorou a vontade de acabar com todo o suspense e simplesmente a levar para a cama. Não seria benéfico para seu plano, e Anthony tinha que aprender a ser paciente, pelo menos uma vez na vida. Seu pai não o fora, e agora tinha se tornado o motivo da causa jacobita não prosperar. Respirou fundo, devolvendo o olhar da morena e aplicando, talvez, mais intensidade do que ela acharia adequada. Assim que Freya o perguntara sobre os motivos de vir a Londres, Anthony deu de ombros, pegando mais uma taça e a encarando sem muito interesse. "Se não pode vencê-los, junte-se a eles", e outras coisas mais, acrescentou mentalmente, dando um gole na bebida sem prestar muita atenção. Para ele, teriam muito mais tempo para Anthony amaciá-la, pô-la no ponto em que desejava, mas Maximillien logo se interpôs entre eles, e Anthony revirou os olhos imperceptivelmente, decerto irritado por aquela interrupção. Freya, entretanto, parecia chocada.

Permitiu-se sorrir para o lorde, oferecendo-lhe a mão, que foi rudemente ignorada pelo moreno, diga-se de passagem. Oh, então lorde Maximillien não era tão educado assim? Anthony riu com o pensamento, só voltando sua atenção para sua irmã assim que ela o chamou. "Somos muito mais do que amigos, você verá, Freya", saboreou falar o nome da mulher pela primeira vez naquela noite em voz alta, tomando a mão da morena e a apertando como cavalheiros o fariam. Ele não iria beijá-la como um verdadeiro príncipe. Não era isso, e supunha que ela também não esperava que o fosse. "Detetive Anthony Chevalier", afirmou, simplesmente, voltando a sua atenção para Maximillien por segundos antes de Freya se afastar dos dois e seu irmão ir correndo praticamente atrás dela. Anthony não conseguiu controlar o sorriso malicioso que deu, naquele momento. Talvez ainda não estivessem preparados para serem manipulados por ele, o processo requeria algum tempo, afinal, mas logo o estariam.

E ele já tinha a arma primária para usar contra toda a nobreza londrina. Despediu-se dos poucos amigos que conhecia na festa, ignorando o restante dos convidados enquanto saía do local, plano traçado completamente em sua mente e sequer um pingo de humanidade em sua mente. Ele jogaria com as cartas que o baralho o provinha, e, aparentemente, ele tinha pego um coringa. Logo, Anthony seria um dos homens mais poderosos de Londres, e até mesmo a Rainha se curvaria perante ele. Permitiu-se sorrir, andando pelas ruas desertas de Londres, prestes a amanhecer. Algo o dizia que os próximos meses seriam decisivos, e ele adoraria saboreá-los.
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Re: [RP] Enjoy the free drink, I will.

Mensagem por Maximillien Västergötland em Sab Maio 23, 2015 6:12 pm


Turn around and face your fate.

O clima não poderia ser pior entre os dois, por mais que Freya tentasse apartá-lo com seus olhos e Maximillien estivesse prestes a relaxar, apenas por reencontrar a irmã, sã e salva, mas, assim que a morena se afastou, alegando avistar Valentin, o moreno simplesmente soltou todo o ar que estava mantendo dentro de si. Não gostava do fato de que a irmã esteve conversando por sabia-se lá quanto tempo com um completo estranho, Detetive Chevalier. Soltou uma risada pelas narinas, enquanto seguia a irmã depois de acenar imperceptivelmente para o ruivo. Não gostava do que ele estava provavelmente pensando acerca da sua irmã, mas jamais perderia o seu caráter, e isso era um fato. Assim que chegou ao lado da irmã, Freya já estava abraçada a Ophelia, a noiva e, agora, mulher do Gaspard mais velho, e Max permitiu-se sorrir, por alguns segundos, antes de apertar as mãos do amigo de longa data e parabenizar a noiva. Freya, entretando, logo o tirou de perto deles, antes mesmo que Max pudesse tocar no assunto que mais lhe dizia respeito -- obviamente ele não seria estúpido o suficiente para abordar algo tão importante logo naquela noite, mas deixá-lo de sobreaviso não seria mal para si, muito menos para ele. Suspirou, oferecendo seu braço à irmã enquanto caminhavam. Lembrava-se de ter tirado a taça de champanhe da posse da irmã, tentando fazer com que ela não percebesse até que fosse tarde demais, já que o álcool, para Freya, era um verdadeiro divisor de águas entre sua parte boa e a que ele mesmo chamava de demoníaca. "Porque, my love, eu preciso proteger você de si mesma", acariciou lentamente a mão exposta da irmã, ignorando todos ao redor enquanto caminhavam. Era incapaz de falar algo ruim para aquela mulher, especialmente de lhe dar algum tipo de bronca, mas haviam ocasiões em que Maximillien tinha que se forçar, ou acabaria perdendo todo tipo de respeito que tivesse, porventura, adquirido com a morena. Pararam em frente a algumas flores, e Max não percebeu quando Freya passou a agir estranhamente, pelo menos de início.

Quando a irmã gritou consigo mesma, Max voltou seu olhar para ela, como se estivesse perguntando o que houve, se estava bem e se estava sendo atacada pelos espíritos, como há uma semana atrás. Virou o rosto, buscando algum tipo de contato visual com a irmã, e não pôde deixar de sorrir, apesar de desejar continuar sério. Estavam falando de coisas sérias. "Freya, você sabe o que aconteceria comigo se eu te perdesse. Céus, o mundo seria um lugar horrível para mim sem você para iluminá-lo", negou, os olhos fechados tentando desfazer aquela imagem mental da sua cabeça. O mero pensamento era inconcebível, sufocante para ele. Engoliu em seco, ignorando todas as mudanças de humor da irmã ao apertar mais forte a mão que segurava seu braço. "O que houve?", perguntou, claramente preocupado. Diabo, nunca deveria tê-la deixado beber, para início de conversa. A cabeça ainda latejava da última peripécia da irmã, e Maximillien podia sentir a próxima se formar. Provavelmente ficaria careca ou com os cabelos grisalhos antes do tempo, por causa daquela mulher, mas, estranhamente, não se importava com o que aconteceria com ele, desde que a mantivesse segura. Levantou uma das sobrancelhas, quando a irmã voltou ao normal, claramente irritado pela falta de consideração que ela parecia nutrir por ele. "Nada demais? Você sumiu, por. Horas", tentou soar menos dramático, mas a fonte de sua irritação era puro drama, então não teve o efeito que desejava, para ser sincero. "Qualquer um ficaria absurdamente irritado. Considero que fui até bem gentil com seu amiguinho", os ciúmes escorriam da boca de Maximillien, mas não percebeu até que fosse tarde demais. Assim que se deu conta de que papel estava fazendo, entretanto, respirou fundo, olhando-a nos olhos e reconhecendo sua própria expressão zangada. Não pôde manter a careta séria, depois daquilo.

Céus, ela estava tão angelical, daquele jeito, e Max teve que se conter para não acariciar seu rosto, para não beijá-la na testa em público, como gostaria de fazer. Ao invés disso, entretanto, fez o que qualquer irmão preocupado faria, e desviou o olhar, um sorriso brotando em seus lábios enquanto a imagem de Freya o imitando era cravada em sua mente, fazendo-o adorá-la ainda mais, se é que aquilo era possível. Bufar quando ela começou a falar -- reclamar, na verdade -- foi inevitável, no entanto. "Não me faz feliz vê-la sofrendo, my love. Já te expliquei tantas vezes... Imaginei que tinha entendido, mas não vamos falar disso agora", negou, massageando as têmporas enquanto tornava a andar. Ela estava bêbada; ele, bem próximo a esse nível, e falar de seus problemas em uma festa como aquela, mesmo que esvaziada pelo horário, não era o correto, não se sentia no humor para jogar todos os móveis na parede em um ímpeto de fúria por vê-la conversando, mesmo que minimamente, com outro homem. Bufou, apertando a mão da irmã junto à sua, enquanto a conduzia para a carruagem que os esperava. Ergueu os olhos para ver se encontrava Elizabeth e Killian, mas nenhum dos dois apareceu, e ele já sabia o que deveria estar acontecendo, mas obrigou-se a ficar calado, a engolir a pontada de ciúmes que o assolou quando pensou que Elizabeth teria encontrado outra pessoa que não ele -- o que apenas adicionava seu temor com relação a Freya. Em algum dia, ela também o deixaria, e ele realmente não saberia se conseguiria aguentar os ciúmes que o queimavam por dentro.

Ignorou os pensamentos, ao menos por ora, enquanto ajudava a irmã a subir na carruagem. Céus, realmente estava bêbada, e Max não conseguiu deixar de sorrir, mesmo que minimamente, quando a irmã quase tropeçou, mas foi ao seu suporte quase no instante seguinte, segurando-a pela cintura para ter certeza de que ficaria bem. Ao entrarem na carruagem, ao invés de se sentar de frente para a morena, fez questão de se sentar ao lado, para garantir que ela não caísse ou sofresse algum machucado. Quando Freya se apoiou nele, Max lembrava-se de ter aceitado de bom grado o pequeno fardo -- que de pequeno, figurativamente, não tinha nada -- e de ter tirado o terno para cobri-la assim que passou a tremer levemente de frio. Londres não era uma capital do verão, afinal de contas, e a madrugada abraçava os cidadãos sem piedade. Ao chegarem em casa, Max dispensou os criados, preferindo pegar a irmã no colo ao invés de deixar qualquer um deles tocarem nela, e incapaz de acordá-la de um sonho que parecia tão bom, segundo sua expressão facial. Depois, levou-a para o seu quarto e a deitou na cama, como quem carregava uma carga preciosa, sem condições para negar que ela realmente o era para ele. Assim que a viu deitada, sob as cobertas, Max viu que seu trabalho estava feito, a menos por aquele dia, e se inclinou para dar um último beijo de boa noite na irmã, o que ele tanto queria ter dado em público, mas que se seugrara ao máximo para fazer. "Bons sonhos, my love", sussurrou, depositando um beijo casto na testa da morena, os olhos cerrados para que nada mais o distraísse, só a textura que a pele da irmã tinha em contato com seus lábios, para então deixá-la em seus sonhos felizes.

Era seu papel mantê-los, mantê-la viva, e ele nunca poderia desfazer aquela promessa.
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