Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

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Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

Mensagem por Ophelia Stark em Sex Maio 29, 2015 6:49 pm



Dados da RP


Participantes: Elizabeth Castetile e Ophelia Stark-Gaspard.
Clima: nublado, 16°
Dia 6 de abril de 1861, tarde.

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Re: Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

Mensagem por Ophelia Stark em Sex Maio 29, 2015 7:27 pm


You better work, O.

Fazia quanto tempo que estava casada? Ophelia mal conseguia se lembrar de seu próprio matrimônio -- na verdade, era difícil até mesmo se lembrar da família remanescente nos Estados Unidos. Não recebeu nenhuma carta além daquela fatídica, dias depois de ter contraído matrimônio com Valentin. Os pais não se interessavam por seu bem-estar, seus sonhos e anseios. Ela deveria saber que não seria fácil entrar em uma universidade repleta de cavalheiros, mas nunca pensou que fossem a dar a notícia de maneira tão fria. Casara-se esperando poder estudar, como desejava desde pequena, mas tudo desabou em cima de sua cabeça, e só Deus sabia como Valentin a aguentara por dias de choro a fio. "Minha querida, temo que você não possa estudar. Não é de bom tom para uma moça de família, que está começando um casamento agora, se enclausurar em uma saleta com homens que podem levá-la ao mal caminho", ela ainda lembrava das palavras. Cerrou os olhos, tentando conter as lágrimas que, mesmo depois de semanas, ainda vinham naturalmente quando pensava naquela traição. Entretanto, nem tudo estava perdido. Valentin a assegurara que poderia estudar, se bem quisesse, que ele lhe arrumaria uma mentora -- lembrava-se de ter tossido, sem ar, quando o homem a interpelou durante o desjejum, e de ter se segurado para não beijá-lo na frente dos irmãos e da amiga. Ao invés disso, ela apenas sorriu para o marido, agradecendo-o de forma educada, mesmo que desejasse deixar suas boas maneiras para lá e abraçá-lo para demonstrar toda a sua gratidão.

Dias depois do homem a prometer que não ficaria como uma dama qualquer, enclausurada dentro da propriedade dos Gaspard, despediu-se do mais velho, ainda no quarto dos dois, ao beijá-lo na bochecha, infantilmente, saindo logo depois do almoço, com o auxílio de um cocheiro treinado, em direção à ruela de Whitechapel. Ophelia estranhou o lugar, nada parecido com o que ela imaginaria de uma universidade, mas jamais poderia pisar em uma, portanto suspirou, sabendo que Elizabeth -- era esse o nome da sua futura mentora -- era sua última salvação. Valentin a assegurara que ela era a mulher mais sábia e inteligente de Londres, e a morena se apegou aquelas palavras, enquanto a carruagem parava de fronte a uma construção estreita, mas que tinha seu charme pessoal. Não importava muito o lugar, afinal. Ela estava lá única e exclusivamente pelo conhecimento que adquiriria. Mal podia esperar para contar a Valentin, e até mesmo a Elsa -- talvez não contasse a mulher, especialmente porque ela parecia fugir de perto de Ophelia como o diabo fugia da cruz -- quando chegasse em casa. Fechou os olhos, tentando imaginar-se aprendendo algo de útil, para variar, em meses. Não conseguiu evitar o sorriso bobo que tomou seus lábios.

Desceu da carruagem sem a ajuda do cocheiro, ignorando o vestido pouco prático que estava usando -- céus, como ela preferia usar as calças de montaria que os irmãos mandaram do Texas, semanas atrás, mas era impossível para uma dama casada, naquela época. Respirou fundo, batendo a porta com alguma ansiedade. Minutos depois, um homem atarracado a atendeu, e a conduziu para uma sala que mais parecia um calabouço do que qualquer coisa. Ignorando o frio na barriga, Ophelia caminhou, como se visse aquele tipo de coisa todos os dias, mas assim que viu a mulher loira, debruçada sobre um cadáver, ela soube que estava no lugar correto, por mais mórbido que aquilo pudesse parecer. Assim que o homem saiu de perto das duas, Ophelia tossiu, buscando uma atenção mínima da mulher, mas não a recebeu, então andou pelo local, observando todo o tipo de amostra que a Castetile tinha reunido naquela saleta. Que espécie de pesquisadora ela era? A pergunta franziu o cenho da morena, mas foi só quando encontrou uma amostra de cérebro dentro de uma vasilha com algum produto -- formol, ela tinha quase certeza --, que não conseguiu se conter. "Srta. Castetile, para quê tudo isso?", perguntou, o olhar intrigado, ora visando a mulher, ora os inúmeros potes. A curiosidade era maior, entretanto, e Ophelia não sairia daquela saleta sem que estivesse minimamente mais próxima do que fora buscar em Londres, para início de conversa.
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Re: Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

Mensagem por Elizabeth Castetile em Sab Maio 30, 2015 11:20 pm

I’m a princess cut from marble Smoother than a storm And the scars that mark my body They’re silver and gold My blood is a flood Of rubies, precious stones It keeps my veins hot The fire’s found a home in me I move through town I’m quiet like a fight I’m speeding up, and this is
...the red, orange yellow flicker beat sparking up my heart



Uma assistente: ela ainda estava digerindo aquela ideia. Essa havia sido a condição imposta por Valentin Gaspard quando ela lhe procurou semanas antes para tratar do financiamento; e é claro que Elizabeth não podia dizer não ao homem. Seria difícil dividir sua pesquisa com uma pessoa totalmente desconhecida, mas o progresso exige sacrifícios, e ela aceitou resignada. Além do mais, ela teria que contratar alguém uma hora ou outra. Já estava ficando sobrecarregada com o tanto que sua pesquisa tinha evoluído.

Naquele dia havia passado a maior parte da manhã dissecando o mesmo cadáver. Parecia, a princípio, uma coisa mórbida, e certamente Elizabeth seria chamada de bruxa se qualquer um tivesse acesso ao seu laboratório, mas era incrível como ela era capaz de descobrir um novo detalhe a cada corte de seu bisturi. Já tinha retirado uma grande quantidade de órgãos dos corpos que estudava e analisado cuidadosamente cada um deles. O problema seria fazer com que acreditassem em seus resultados. Aparentemente, tudo o que ela divulgava era visto como motivo de chacota. Uma mulher não tinha cérebro, era o que muitos homens pensavam, até ela tirar a prova -- o que já sabia, obviamente -- abrindo a cabeça de uma senhora que deveria ter morrido por volta dos quarenta anos.

Ophelia, sua nova assistente, era pontual. "Ótimo", pensou, "espero que continue assim". Era curiosa também, Lizzie notou. Por mais que seus olhos não saíssem do interior do tórax de Edmund (ela adorava nomear os cadáveres, fazia com que se sentisse mais íntima deles) seus ouvidos estavam atentos aos movimentos da morena. Ela pigarreou, tentando chamar sua atenção em determinado momento, mas se a loira parasse de fazer o que estava fazendo talvez demorasse muitos dias até entender novamente o porquê de os nervos estarem dispostos daquela forma. Mas não pode ignorá-la por muito mais tempo. Que péssima anfitriã ela era.

Limpou as mãos ensanguentadas em um pano já não tão limpo que mantinha junto de seus utensílios. - Esperava que a senhora soubesse, pra ser sincera - falou, analisando Ophelia Stark dos pés à cabeça. Ela tinha uma estrutura delicada, mas era perceptível que tinha traços de mulher. Tinha um olhar curioso e ingênuo, mas não era burra. E mais, seus olhos brilhavam com uma ânsia de entender o que a cercava. - Seja bem-vinda, por sinal. Suponho quem já me conheça, afinal, até fui ao seu casamento - disse sorrindo, sabendo que aquilo não significava nada em Londres. - Você terá muito tempo para aprender, suponho. No entanto, é importante que entenda que isto não é para pessoas comuns. Você compreende, Ophelia? - esperou que a mulher anuisse para prosseguir. - Esta cidade está repleta de ignorantes. Boçais que ainda pensam que estão na Idade das Trevas - o desprezo na voz de Elizabeth era perceptível. - Só que os tempos são outros - disse empolgada, segurando as mãos da nova assistente. - Victoria é a rainha e o céu é o limite! - nesse ponto, ela sorria de orelha a orelha.

Apresentou cada parte da pequena oficina para a recém-chegada, referindo que ela deveria manter segredo absoluto sobre o que faziam ali. Quando chegaram ao que Elizabeth chamava de "geladeira" simplesmente, Ophelia arregalou os olhos para as coisas que viu, mas Lizzie não viu motivos para poupá-la: se ela queria aquela vida, tinha de entrar de mente aberta. - Alguma dúvida específica, Sra. Gaspard?






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Re: Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

Mensagem por Ophelia Stark em Sab Jun 06, 2015 7:32 pm


You better work, O.

Sentiu as bochechas enrubescerem, quando Elizabeth levantou o olhar, dizendo algo sobre ela já dever saber disso, mas não podia ter adivinhado, Valentin não a dissera nada, apenas que srta. Castetile a ensinaria tudo o que os mais admiráveis doutores de Oxford o fariam, e ela acreditou no marido, como uma boa, e ansiosa esposa. Não que realmente tivessem feito o que consumaria o casamento, mas mesmo assim, Ophelia não sabia se estava pronta para se entregar a ele -- era um cavalheiro, preocupava-se com ela, sim, mas o mero pensamento fazia com que suas bochechas entrassem em processo de combustão, e seu sangue fervesse em suas veias. Não sabia como interpretar aquelas reações, tampouco poderia perguntar para Elizabeth. Portanto, apenas deu de ombros, tossindo levemente antes de falar. "Sr. Gaspard não mencionou o objetivo, mas...", mordeu o lábio inferior, aproximando-se do corpo e o examinando. "Você quer descobrir a causa da morte baseada na disposição dos nervos, não? Suponho que seja uma doença neurológica, Srta. Loucura não faria isso, mas já li artigos que descreviam algo parecido, associando à Doença de Lancome*", levantou o olhar, mordendo os lábios, em busca de uma espécie de aprovação da mulher, mas ela já estava em outro assunto. Abriu a boca, tentando se lembrar da mulher, mas nada veio a mente. "É um prazer conhecê-la, de qualquer forma", ofereceu a mão, ao perceber que Elizabeth já se desfizera do bisturi. "Só escutei coisas boas de você, vindas de meu... Marido", demorou um tempo para conseguir falar, mas assim que o fez, Ophelia se sentiu mais aliviada, como se dizer em voz alta tirasse todas as suas dúvidas acerca do caso. Entretanto, sabia que não podia chamá-lo de marido até que se deitassem.

Assentiu, ansiosamente, os olhos arregalados, tentando aprender todas as coisas que Elizabeth pudesse demonstrar ou ensinar. Sedenta por conhecimento, parecia que estava no lugar certo, e não pôde deixar de sorrir consigo mesma, pensando em como ela poderia agradecer ao marido, assim que chegasse em casa. Riu, assim que a loira mencionou a rainha. Na América, diziam que ela era uma vadia retrógrada, mas achou melhor não mencionar aquele pensamento comum, dentre os texanos, Elizabeth provavelmente não gostaria. Assentiu assim que a mulher a mostrava cada parte de seu laboratório, e os olhos chegaram a brilhar, quando viu um espécime muito raro, dentro de uma vasilha com formol a embebendo. Assim que a mulher a mostrou o que apelidou de geladeira, entretanto, sentiu a ânsia de vômito tomá-la, mas forçou-se a encarar os órgãos dispostos dentro do recipiente. Negou, quando a mulher perguntou algo sobre dúvidas, contudo continuou encarando a geladeira, sem saber muito o que fazer. Parecia que Elizabeth estava estocando órgãos, por algum motivo, e Ophelia ainda não tinha desenvolvido a capacidade de ler mentes, quiçá nunca o faria, dadas as limitações. Teria que apreender o motivo por si só, montar um quebra-cabeças mental com peças faltando, jogadas ao vento por uma desconcentração momentânea de Castetile. "Me chame de Ophelia, apenas. Por favor. É estranho escutar alguém se referindo a mim com um sobrenome com o qual não nasci"

Negou, voltando seu olhar para a mulher e a acompanhando. O mero pensamento de trair aquela mulher lhe era repugnante e, talvez, quando a loira confiasse nela, contaria a ela. Passaram o restante da tarde falando sobre nervos e algumas coisas a mais que, certamente, nenhuma dama londrina deveria conhecer, mas que saía tão naturalmente para aquele par de mulheres que chegava a ser hilário. O assunto só tornou-se mais brando assim que o chá da tarde foi servido, próximo ao horário do cocheiro buscar Ophelia, para que voltasse a mansão dos Gaspard -- para que se comportasse como uma boa esposa. Levou a xícara aos lábios, franzindo o cenho por não gostar do gosto do chá tradicional inglês -- no Texas, as pessoas bebiam café ou suco, demorou muito tempo até se acostumar com aquele líquido insosso, e mesmo depois de um mês na Grã-Bretanha,s endo forçada a tomar chá duas vezes por dia, ainda não tinha conseguido aprender a gostar do líquido. Negou, deixando-o pela primeira vez intocado e levantando o olhar para a loira. Não sabia como começar aquele assunto, e tampouco era da sua conta, mas era curiosa demais para o seu próprio bem, portanto, depois de limpar a garganta educadamente, Ophelia não tardou a falar. "Srta. Castetile, como você conseguiu construir tudo isso? Quer dizer, deve ter sido difícil, e ainda conseguiu não se casar, também", deu de ombros, levemente invejosa da posição da mulher, por mais que estivesse apreciando seu tempo de casada. "Não leve pelo lado ruim, por favor! É uma mera curiosidade, e, sinceramente, você é basicamente uma ídola, depois de hoje. Valentin estava certo em dizer que você seria melhor do que os doutores de Oxford, e... Eu adorei esse dia", assentiu, gesticulando levemente, enquanto desatava a falar. "Espero que me aceite como sua assistente", meneou com a cabeça, humilde demais, até para si mesma. Por alguns segundos, perguntou-se se deveria indagar algo mais a loira, mas não conseguiu se segurar. "Eu adoraria, e certamente Valentin também o faria, porque certamente ele não gosta de me escutar citando físicos e cientistas do século passado sempre que estamos na sala de estar", deu de ombros, tentando fechar a boca antes que fosse inevitável citar o fiasco que ela provavelmente seria, caso se deitasse com o moreno, por pura falta de prática. "Que é, a propósito, nossa única intimidade", suspirou, murmurando baixo o suficiente para que a loira não escutasse a sua vergonha, mas de tão silenciosa a saleta, provavelmente ela teria a escutado, e agora Ophelia não sabia o que fazer.

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*Doença fictícia.

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Re: Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

Mensagem por Victoria em Seg Jun 08, 2015 11:04 pm

A inquisição era uma ferramenta eficaz contra os rebeldes que insistiam em se esconder das garras da lei Dele.

Ninguém seria capaz de pará-los, não haveria paz enquanto houvesse criaturas que desafiassem a ordem natural, veja bem, não era certo a denúncia, porém a corte foi bem clara quando disse que qualquer suspeita não seria ignorada.
A entrada era aparentemente modesta, o típico modelo vitoriano, bateram na porta, duas vezes.
O sinal fora dado: invadir e procurar qualquer sinal que indicasse relações com o sobrenatural.
Então quando a porta foi derrubada e o cômodo revirado, eles encontraram uma sala vazia, com uma escada que levava para baixo do cômodo que eles estavam.

- Desçam ja! - Disse o soldado, os subordinados desceram e lá encontraram uma cena macabra.
Duas mulheres debruçadas sobre um corpo de um indigente, aberto e com as entranhas expostas.
- Em nome de Deus... - Um dos subordinados fez sinal da cruz e puxou uma das moças, que se rebelou e foi jogada contra a parede.

- Levem tudo, não quero ouvir lamentações de uma mulher, todo o material será examinado pelos membros da inquisição e nós vamos decidir o que realmente isso é.
- Bruxas...- Um homem sussurrou, as mulheres foram seguradas enquanto todo o laboratório era destruído, levando amostras e o corpo aberto.

- Levem esse pobre homem e providenciem uma enterro digno de um cristão.- Foi a palavra final do soldado, que se retirou após uma longa examinada nas mulheres ali presentes.

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Re: Now we've got problems And I don't think we can solve 'em || RP

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