[RP] But you're not a piece of art

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[RP] But you're not a piece of art

Mensagem por Freya Västergötland em Dom Maio 31, 2015 1:45 pm

You may be good looking
Delegacia, post de número #004, CENTRO D LONDRES
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De uns dias pra cá, Freya havia tido problemas para dormir, dificilmente ela conseguia fechar os seus olhos, e quando finalmente fazia, seus pesadelos começavam.

Geralmente eram sobre mortes, gritos, havia sempre muito sangue envolvido e no final, tudo acabava em chamas, as vezes o sangue era dela, as vezes o sangue não era. E algumas vezes ela matava. Isso era o pior de todo o pesadelo, Freya não sabia o que isso significava, talvez estivesse impressionada com a morte dos culpados pela inquisição, ou estivesse com medo de ser a próxima vítima. Tinha certeza que esse era o medo do seu irmão, honestamente, ela não tinha medo de morrer, Freya sabia muito bem que haviam coisas piores do que a morte.
Um exemplo claro, era sua maldição. Mas o que aconteceria depois de sua morte? Freya não era inocente, já havia visto o mal dentro de si mesma, mas até então nunca matou, tinha fé que por nunca ter feito isso, ela seria salva.

O que a perturbava ainda eram seus pesadelos, tão vivos que mais pareciam reais, seriam visões? Seriam um aviso do que estava por vir? Se fosse, ela estava fazendo tudo errado.
Havia prometido a si mesma que aprenderia a se defender, e o que ela estava fazendo? Festas.

Freya ouviu o ruivo a responder, deu um meio sorriso e ergueu uma sobrancelha. Ele não tinha nenhuma classe mesmo, Freya tinha que admitir que achava isso horrível, mas também achava intrigante, gostava de assistir. Era como um espetáculo para a morena.

- Mas acredito que não deveria precisar de nada disso, já que temos a polícia de Londres, que supostamente deveria nos proteger, sem que ninguém precisasse disso. - gesticulou para os homens próximo à porta. Freya observou o homem falar e notou em seu tom que ele sabia o motivo dela estar aqui, honestamente, não via motivos para ele fazer isso, mas levou em conta que ela não conhecia aquele homem, não sabia quais eram suas paixões e motivações, e Freya não estava muito disposta a saber.  

Freya queria manter sua mente ocupada.

- Hum... Não, obrigada por compartilhar sua opinião. - Freya se levantou, próximo ao ruivo.
Quando ele perguntou sobre informações da caçada deles, Freya sentiu o gosto doce sair da sua boca.  - No momento, nenhuma. Afastou-se e viu ele se sentar, franziu a testa, se perguntando se o assunto havia começado ou acabado. Colocou uma mecha do cabelo para trás, observando o ruivo. Maldito escocês, por que ele tinha que falar sobre isso agora? - Mas se um dia eu souber, lhe contarei imediatamente.

- E obviamente, eu estou lhe convidando para a festa, e por favor tente não roubar todas as minhas bebidas.- O mediu de cima a baixo. - Acredito que você é capaz de fazer melhor que isso.

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Última edição por Freya Västergötland em Qui Jun 04, 2015 11:58 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [RP] But you're not a piece of art

Mensagem por Anthony Chevalier em Qua Jun 03, 2015 5:24 pm


Cut the crap 

Anthony constantemente tinha que se lembrar de que tinha um trabalho, de que vivia dele, já que a mesada que o avô lhe dava era ínfima se quisesse viver da forma como realmente desejava em Londres. O luxo o procurava, em todo tipo de situação, e ela não conseguia se desfazer das roletas e jogos de azar que tanto o apeteciam. Portanto, ele precisava do máximo de dinheiro que pudesse conseguir. Ser um mero herdeiro não o interessava, apesar de já ter passado pela sua cabeça a vontade de largar a delegacia e se dedicar a ir para a cama com tantas mulheres quanto fossem possível. Bufou, levantando-se da cama justo naquele dia nublado. Desejava falar com a morena, a lady com quem conversara por alguns minutos na festa de Gaspard, mas precisava dar tempo. Ele precisava que ela viesse a ele, pronta pra todos os tipos de atrocidades que pudesse pensar em fazer.

Soltou um sorriso malicioso, vestindo a farda de detetive e saindo de seu apartamento com a mesma casualidade com a qual saía de um bordel. Era um Chevalier, afinal, e mesmo que não fosse uma das pessoas mais éticas que habitavam Londres, poderia ser considerado quase como um nobre, se sua mãe não tivesse se deitado com seu pai -- uma das piores escolhas de sua vida, obviamente. Bufou, pagando uma rosquinha na barraca que se apresentava na esquina da delegacia e andou até o estabelecimento, comendo sem muita educação. No Centro de Londres, as pessoas pouco se importavam com a etiqueta, e ele adorava não precisar se lembrar de todas as regras ensinadas pela mãe. Ali, Anthony era quem ele nascera para ser, apesar de todos os entraves que sabia ter que se submeter, assim que seu avô morresse e ele pudesse usar a Västergötland em seus planos. Cumprimentou os parceiros com uma simples acenada e se trancou em seu escritório. O que provavelmente teria feito, minutos depois, seria dormir, mas foi surpreendido pelo aparecimento de, justamente, a única mulher que Anthony nunca imaginou ver em um lugar como aquele. Freya praticamente estava se entregando de bandeja para ele, e nem sequer precisava falar do tempo que demorou para ficar tão curiosa que foi até o seu local de trabalho.

Anthony fez menção de se levantar, mas apenas ergueu uma das sobrancelhas, enquanto repousava os restos mortais da rosquinha sobre a mesa. Teve vontade de revirar os olhos quando Freya dispensou as formalidades. Tão cedo assim, milady?, cerrou os olhos, imaginando que estava sendo fácil demais, até mesmo para alguém como ele. Ela deveria estar tão desesperada por alguém que não a tratasse como uma boneca de porcelana que lhe faltava a cautela que a maior parte das mulheres possuía. Bom, melhor para ele. Encarou-a, sem a responder por alguns minutos, antes de Freya tomar uma cadeira, do outro lado da mesa, e se sentar, provavelmente sentindo nojo do aspecto podre que toda a delegacia apresentava. Sentiu uma pontada de pena, mas não era como se interessasse pelas preferências sanitárias de Freya. Quis rir quando a mulher o encarou, como uma criança, e depois da pergunta, sua vontade apenas aumentou, mas tossiu para disfarçar. "Seu irmão tem dinheiro suficiente para deixar a festa mais do que segura, Freya", levantou uma das sobrancelhas, empregando seu primeiro nome com o sotaque escocês que ele sabia deixar todo tipo de mulher desestruturada. Levantou-se, logo depois, tentando pensar em algo que fosse minimamente compreensível para a moça. "E eu acho que ele não pouparia suas libras para mantê-la segura, especialmente quando você anda cercada por guardas", abriu uma fresta na cortina do seu escritório, encarando os homens distintos, trajando ternos bem cortados e levando armas a tiracolo. Não usavam a farda da polícia, então foi fácil para ele identificá-los. Soltou uma risada, como se concluísse o pensamento. "É, acho que é seguro, milady, mas por que a pergunta, logo agora?", perguntou, fingindo não entender aonde aquele assunto chegaria, mas sentindo uma pontada de prazer, ao olhar para a morena naquela posição.

Ela o estava sondando para convidá-lo a festa. Adorável. Limpou a garganta, abrindo a porta de seu escritório, sem um pingo de educação. "Era só isso, Freya?", levantou uma das sobrancelhas, esperando que a mulher negasse, que não saísse dali até fazer o que realmente desejava -- ah, ele sabia que Freya não se deslocara de Kensington Gardens até o Centro apenas para inqueri-lo sobre uma festa boba. Tinha algo a mais, e Anthony estava se roendo por dentro para descobrir do que se tratava. "Em que mais lhe posso ser útil, além de dá-la consultoria privada sobre festas cívicas?", tombou a cabeça, o cinismo aparente em cada palavra. Precisava trabalhar, mas algo o dizia que ganharia muito mais se continuasse aquela conversa sem sentido com a dama. Voltou a se sentar em sua poltrona, encarando-a nos olhos enquanto apoiava o rosto sobre as mãos, que por sua vez se apoiavam nos cotovelos à mesa. "Alguma denúncia sobre monstros das trevas londrinas?", levantou uma das sobrancelhas, parcamente interessado, mas na verdade, sentia que a mulher sabia de informações essenciais. Estava pronto para tira-las dela, fizesse o que fosse.
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Re: [RP] But you're not a piece of art

Mensagem por Anthony Chevalier em Sex Jun 12, 2015 6:52 pm

Levantou uma das sobrancelhas com a resposta da morena, ponderando sobre o que ela tinha acabado de dizer. Assentiu, depois de alguns segundos, mas deu de ombros logo em seguida, como se não ligasse para o assunto. "De fato, mas a polícia londrina anda muito ocupada com a nova Salém que Londres se tornou", soltou um sorriso enigmático para a morena. Algo nela o incomodava, mais do que pretendia admitir, algo que não tinha nada a ver com seus planos para com ela, nada a ver com manipulá-la e jogá-la contra o irmão para que ele pudesse ascender às custas do sofrimento da -- ó, pobre -- nobreza. Anthony se afastou da porta, cruzando os braços duramente enquanto se encostava na parede, ignorando os rangidos que a cortina maltrapilha fizera assim que entrou em contato com o objeto. "Ah, tenho certeza que sim, Freya. Você não queria deixar a polícia andar em círculos se soubesse de algo importante, queria? De qualquer forma, seria um favor pessoal, e eu sou bem generoso com aqueles que me escutam e fazem o que eu desejo", meneou, lentamente, os olhos faiscantes com as segundas intenções que Anthony sabia ter dentro de sua mente nefasta. Pela primeira vez naquela discussão, Anthony se mostrou um cavalheiro -- um ato automático, tão arraigado em seu interior pela educação da mãe que ele sequer pensou duas vezes antes de fazer uma reverência perfeita à mulher, como se a estivesse contemplando. Deus sabia que ele apenas estava caçoando da forma com a qual a morena pareceu perder toda a cor, depois do que dissera.

Aquilo só ficava cada vez melhor. O sorriso malicioso cresceu, e se forçou a voltar ao seu lugar de direito, fechando a porta antes de se sentar na poltrona desgastada, usada pelo último detetive -- Burroughs, morto por razões desconhecidas, diziam que tinha algo a ver com os seres sobrenaturais que rondavam Londres, mas, francamente, Anthony não se importava com a morte do Detetive; até ria consigo mesmo, porque pelo menos ele conseguiu um cargo melhor do que o de patrulheiro.

Negou, saindo de seus pensamentos a tempo de escutar Freya falar algo sobre convidá-lo para seu aniversário. "Lady Vaster-- Seu nome é muito complicado, Freya é muito melhor --, a que devo a honra de convite tão inesperado?", deixou uma risada debochada escapar, enquanto agarrava a garrafa de uísque escocês, cortesia do pai, e jogava o líquido em um copo empoeirado. Não deu a atenção devida à morena, e sabia disso, mas se ela continuava ali, era porque não ficou ofendida, e ele soube que a bonequinha de porcelana de Maximillien não era tão bonequinha assim quando levantou seu olhar. Verde no azul, os dois se encararam por alguns segundos, antes de Anthony desviar o olhar, um sorriso enigmático no rosto. "Acho que ambos sabemos que eu iria, convidado ou não", tomou mais um gole da bebida, sequer se importando se ela desejava um pouco ou não. Se ela quisesse, que pegasse, não a trataria como uma carga frágil. Fingiu se ofender, mas ignorou o ato, momentos depois. "Sou um oficial da lei, Freya. Seria minimamente paradoxal, não?", levantou uma das sobrancelhas, testando-a enquanto sentia que aquele escritório poderia explodir de tanta tensão por parte da morena. "Avise ao seu irmão que eu gosto do uísque original, não a falsificação que ele costuma vender por baixo do nariz da Rainha", andou até estar parado atrás da cadeira onde a lady estava sentada, aproximando seus lábios do ouvido dela, para que apenas ela escutasse. "Você não sabe do que eu sou capaz, milady", formulou seu título nobiliárquico com tamanho desprezo que talvez ele pudesse se arrepender depois, mas, no momento seguinte, afastou-se, abrindo a porta para que a dama saísse. "Se não se importa, eu tenho trabalho a fazer. Esperarei ansioso para sua festa, Freya", cerrou os olhos, oferecendo a mão para que a mulher se levantasse e saísse dali o mais rápido possível.

Ele precisava do que ela sabia, e que melhor maneira de fazê-lo do que embebedando-a? Anthony sorriu minimamente por um segundo, imaginando que tipo de festa aquela seria. Gostou do que viu, mas mesmo assim precisava se precaver, antes que fosse tarde. Ela não poderia desmaiar de bêbada antes de confessar todos os segredos que estava escondendo, e ele se certificaria que Freya fosse seu passaporte para a seguridade.

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Re: [RP] But you're not a piece of art

Mensagem por Freya Västergötland em Dom Jun 14, 2015 2:15 am

- Não existe nenhuma excentricidade no seu convite, Anthony. - Freya jogou os cabelos longos para trás e deu um sorrisinho para ele, que bebia seu copo de whisky. - Gosto de manter uma relação amigável com a classe inferior a minha. - Freya detestava o gosto de whisky e não via o que as pessoas achavam de tão especial naquele bebida de gosto ruim, sem contar no seu cheiro forte e enjoativo.
Sua opinião sobre aquele homem havia se transformado completamente, ela achava que homens assim nunca chegariam a sua vida, mas lá estava. Um homem que não parecia mais um mistério para a morena.
- Não, eu não sei do que você é capaz, de fato. - Disse virando o rosto para encarar o homem que estava centímetros da sua orelha, estreitou os olhos para ele. - Mas estou começando a ter uma ideia.
Quando ele se ofereceu a mão para Freya, ela encarou a mão com um leve desdém, então se levantou por conta própria, afinal, ela não era uma aleijada.
Maldito escocês, ele sabia ser irritante a medida que sabia ser tentador. Mas algo dentro de Freya despertou, deixando claro que ela deveria tomar cuidado, mas o dano já havia sido feito.
- Bem, espero você lá, querido. - Disse com um doce sorriso nos lábios, sendo consumidos por sua cara de desdém, a mesma que Max fazia, Freya constatou que maioria das suas tentativas de ser séria ou ameaçadora eram baseadas no que seu irmão fazia, precisava no mínimo adquirir uma personalidade própria. - Não me decepcione, e você pode confiar que teremos a melhor bebida para a festa, espero que você não fique bêbado rápido demais, escoceses não são conhecidos por terem classe após algumas bebidas, e ninguém quer isso. - Freya sorriu e deu de ombros. - Até mais.
Foi até a porta e olhou para a sala bagunçada. - Acredito que você tenha muita coisa a fazer mesmo. - Como por exemplo, nada. Afinal, naquele lugar bandidos era o que não tinha. - Bons sonhos. - Freya riu mais tarde, se perguntando se seria isso mesmo o que ele faria depois que ela saísse.


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Re: [RP] But you're not a piece of art

Mensagem por Freya Västergötland em Dom Jun 14, 2015 10:55 pm

ENCERRADO

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