No pain No Gain [RP] srry

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No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Freya Västergötland em Seg Jun 08, 2015 11:11 pm

DADOS DA RP

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Tipo da RP: aberta


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Primeiramente, Freya estava sentindo que poderia convencer montanhas a se moverem que elas fariam isso, pois seu plano inicial tomou proporções que ela não imaginava, nunca mesmo ela pensou que estaria nos jardins da sua antiga casa, com ninguém mesmo do que Ophelia Gaspard e sua melhor amiga, talvez a única também, Lizzie Castetile.
Freya estava contente quando convenceu seu irmão a deixar ela usar o seu tempo livre aprendendo a se defender, achava que bainharia certo, até que Killian ouviu a conversa deles é se ofereceu como professor.

Freya gostaria de furar os olhos a ter que receber ordens do seu primo, porém, tempos desesperados, pedem medidas desesperadas.

E ela estava desesperada por aprender algo, por querer sair da sua caixinha de vidro, conhecer o mundo e deixar que o mundo a conheça como uma pessoa que conseguia se virar sozinha.

- Eu estou esperando pelo momento em que vou aprender a socar e me defender, Killian. - Começou a discutir com o seu parente pela terceira vez em menos de duas horas. O jardim da sua antiga casa era gigantesco, ensolarado e escondido.
Perfeito para morrer dessecado em silêncio.

Respirou fundo e descreveu cada uma das facas que estava na sua frente. Revirou os olhos e olhou para seu irmão, que conversava animadamente com Valentin.

- Vocês tem certeza que Valentin é cego? Ele parece estar se divertindo muito com a situação para alguém que não vê coisa alguma. - Freya franziu a testa quando viu Valentin rir, Max não o acompanhou e pareceu não entender muito bem o que ele havia perdido.

Freya então, percebeu que a esposa dele estava do seu lado.
Isso é claro, depois do cutucão que recebeu de Lizzie.

- Meu Deus... Eu não quis ofender você, muito menos ninguém... Bem, eu... Killian, fale algo.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Ter Jun 09, 2015 12:15 am

- Por que você não fica apenas em silêncio, querida? - Killian sorriu para a prima docemente.
Aquela criatura era tão adorável que Killian gostaria de jogá-la em lava quente para derreter tamanha doçura.

Voltou a explicar a função de cada arma, Elizabeth, para o orgulho de Killian, estava se saindo bem em reconhecer algumas delas, Ophelia, a esposa de Valentin O Cego Esperto, também parecia conhecer armas até bem demais.

Imaginou o que aquelas duas mulheres já haviam feito durante suas vidas, decidiu que não queria saber.

Ele já havia feito as três donzelas se alongarem, havia as ensinado sobre como encobrir pegadas em florestas, usando a pequena floresta que o jardim possuía, o que juntando com o labirinto e o lado e o fato de que sua vó morreu ali, deixava aquele lugar bem macabro, mas voltando ao foco, eles agora estava na área de armas brancas.

- Eu indico para vocês, madames, uma adaga. Apesar de achar que veneno ainda é uma ótima arma para mulheres, mas vendo que vocês são visionárias à frente do nosso tempo, não quero bancar o machista aqui- Disse pegando a pequena arma com precisão, Killian foi criado por um assassino, e essa foi uma das suas primeiras lições. - Quando você é menor que seu oponente, você tem duas opções: ataque surpresa, ou correr. Eu indico a segunda opção só em casos em que o ataque surpresa seja impossível. Então quando vocês quiserem surpreender, mirem no coração, cuidado com as costelas, elas podem atrapalhar bastante. - Se encostou na mesa e apontou para Lizzie. - Poderia nos indicar o local certo para introduzir a adaga? - A médica foi bem específica e mostrou a região. Piscou para a loira, inteligente, bonita e agora saberia lutar, Killian havia encontrado a mulher que pediu a Deus.

- Sejam criativas, usem esse charme feminino que Deus lhes deu para serem mortais. - Killian cruzou os braços e deu um sorriso de lado, contente com as suas alunas, estava criando pequenos monstrinhos e adorava isso.

- Alguma dúvida? Não me referi a reclamações, Freya. Podemos ir para o próximo nível ou vocês estão cansadas demais para mais emoção?

Killian ainda nem havia começado sua diversão, mal podia esperar para assistir de camarote aquelas três malucas saírem nos tapas, seguindo a orientação dele, era tão mágico imaginar aquilo que Killian não poderia achar palavras.

Esperava que Max estivesse mantendo um bom trabalho em negociar com o ceguinho, mas não tinha tanta relevância no momento, ele que estava divertindo ali.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Valentin Gaspard em Ter Jun 09, 2015 1:02 pm

Quando eu soube das intenções de Ophelia, eu fui contra. Me culpem por querer ser precavido, e não deixar minha mulher se machucar, eu me preocupava demais com ela para deixa-la aprender a lutar sozinha, conhecendo Ophelia, não duvidava que ela fosse querer enfrentar pessoas com o dobro de seu tamanho depois de algumas aulinhas.
Mas ele não poderia negar nada para ela, simplesmente aceitou depois de algumas insistências da parte dela, alguns beijos também, Valentin descobriu o quão persuasiva uma mulher pode ser.

Não sabia se gostava disso.

- Bem, espero que Killian se saia um ótimo instrutor. - Falou quando chegou ao local indicado, Ophelia deveria estar empolgada, ou assustada, talvez os dois. O bom era que aquela antiga mansão era afastada de qualquer pessoa que pudesse se intrometer, próximo à entrada estavam os outros dois casais, Ophelia comentou, eu imaginava que eles estavam, mas agora que estava mais próximo podia sentir, Killian e Elizabeth pareciam exalar um cheiro bem conhecido, quem era eu para julgar? Então tentei ignorar aquela essência que exalava principalmente do homem.

Maximillien e Freya eram facilmente reconhecidos, não sei porque, mas cada um possuía uma essência que completava a do outro quando estavam juntos, a explicação era óbvia, mas eu acreditava que isso era devido ao fato de serem gêmeos.
- Obrigada por nos receberem, acredito que será uma experiência... - Como eu poderia colocar isso sem parecer um deboche? Bem, tarde demais. - Diferente.

Caminhamos até o jardim. - Espero não me arrepender de concordar com isso, querida. - Deixei um beijo em sua testa e tinha certeza que ela sorriu para mim, sorri também. Então as garotas seguiram onde o instrutor começou a passar informações básicas para elas, uma mesa estava posta, me sentei um dos bancos e senti o sol no meu rosto, arrumei o meu óculos e respirei fundo, gostando do lugar, não podia negar que aquele local era bem tranquilo. Sabia que Maximillien queria tratar de negócios, conhecia bem aquele tipo de homem, mas sabia que sua educação se sobressairia, ao contrário de sua irmã gêmea que sempre era direta com suas vontades, seu gêmeo era totalmente o oposto.

Quando as garotas começaram suas atividades, eu não pude deixar de rir, me deleitado com os comentários das garotas, e da forma como Freya não continha seus próprios pensamentos, acredito que Ophelia havia encontrado boas companhias para se ter em Londres, esperava que essa decisão não cause problemas para ela. E honestamente, duvido que alguém queira me ver irritado.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Elizabeth Castetile em Qua Jun 17, 2015 11:38 pm

Freya sabia ser bem convincente quando queria, e ainda que Lizzie protestasse ao máximo frente àquela proposta de aprender a lutar, a amiga não aceitou o “não” como resposta. Aliás, desde que havia colocado na cabeça que queria isso, ninguém foi capaz de dissuadir a morena, por melhor que fosse o argumento usado. Elizabeth ficou mais apavorada ainda quando viu o número de pessoas presentes assim que chegou ao jardim. – O que é isso tudo, Freya? Uma espécie de chá das cinco regado a pancadaria? – sussurrou para a amiga, que fez questão de ignorá-la, tão satisfeita que estava consigo mesma. Lizzie gostaria de aprender a esganar uma pessoa, para que assim pudesse por em prática com Freya.

Cumprimentou os presentes, sentindo-se estranhamente ridícula sem suas saias. Foi exigido que ela vestisse calças, algo que nunca usava por achar desconfortável e muito “grudado”; teve de pedir uma calça emprestada a Max, e ela não era exatamente do seu número. As coisas só ficaram piores quando ela percebeu a presença de Killian, que encontrava-se em pé, diferente dos demais cavalheiros. Quando Freya e ele começaram a discutir – para eles, sempre era uma boa hora para discutir – Eliza teve certeza que ele seria o instrutor.

- FACAS?! – disse horrorizada, quando contemplou a mesa. Elizabeth era uma pessoa pacífica, por mais que as pessoas tivessem uma visão distorcida dela nesse sentido, por isso lutar, fisicamente, sempre seria sua última alternativa. E furar um ser humano – um cadáver era uma coisa, não era como se eles fossem seres humanos de verdade – era algo que ela se considerava incapaz de fazer. - Claro. Por que não? Me pergunto onde estão as bestas, os machados e as maças. – falou, revirando os olhos. – Você não tem controle sobre essa mulher, Maximillien? Como deixou que chegasse a esse ponto? O gêmeo de Freya parecia despreocupado enquanto bebericava de uma xícara. Lizzie percebeu que era a única que via a situação como incomum, pois todos pareciam se divertir, em especial Freya, sendo indelicada com a cegueira alheia. Elizabeth deu-lhe um cutucão quando ela falou sobre Valentin, tampando os olhos em seguida, como se quisesse sumir.

Quando o moreno passou a explicar detalhadamente cada arma, Eliza se sentiu um pouco mais confortável. A teoria era simples para ela; foi até capaz de dar algumas contribuições significativas, com base em leituras suas – tudo bem que era romances de cavalaria, mas se provaram úteis no fim das contas. Poderia ter passado a tarde toda somente analisando as propriedades de cada arma contanto que não precisasse manuseá-las de verdade, ocorre que aquilo não era suficiente para pessoas como Killian e Freya. Eles logo passaram a correr pela mata aos fundos da mansão Vastergötland, como se aquilo fosse ser útil futuramente para encobrir rastros ou coisas do tipo. – Tá legal. Uma pausa aqui – disse, levantando o indicador sinalizando “um minuto”, enquanto se apoiava no ombro de Killian para respirar. Já estava ensopada de suor e nem haviam dado tantas voltas assim. A verdade era que ela queria deitar naquele chão e nunca mais levantar.

Mas não demorou muito pra que aquela parte chegasse ao fim. Elizabeth tinha certeza que se sua vida dependesse de sua agilidade e velocidade ela estava perdida.

Killian então passou a dar ensinamentos sobre as tais facas que ela havia visto no início, não sem antes fazer um comentário desagradável sobre veneno como a arma adequada para mulheres; Lizzie revirou os olhos para aquilo. Quando Killian pediu que ela apontasse a área do coração não hesitou. Tomou a adaga em suas mãos, se aproximando do moreno como se estivesse prestes a lhe apunhalar. – Se pensarmos no corpo humano como o de um animal de simetria bilateral, teremos o coração no lado direito do peito, protegido por uma parede torácica praticamente intransponível, o que é fantástico! Como se o próprio esqueleto tivesse se adaptado e – se deteve, percebendo que ninguém mais ali estava tão interessado em anatomia. Posicionou a adaga exatamente sobre o coração de Killian, exercendo uma leve pressão sobre o local. – Ele fica bem aqui – falou, olhando bem nos olhos do moreno e permanecendo nessa posição um segundo a mais do que o necessário, para depois voltar para junto das outras “alunas”.

Assim que Killian sugeriu que elas poderiam querer Elizabeth se mostrou imediatamente mais esperta. – SIM. SIM. CANSADA DEMAIS PARA MAIS EMOÇÕES. Vamos parar? Por favor? – falou, se virando para Freya, sabendo que ela não estaria tão disposta a terminar com aquilo quanto ela. – Ophelia, diga que está cansada. Eu sei que está! – apelou para a estrangeira, com uma careta de dor.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Maximillien Västergötland em Ter Jul 07, 2015 2:48 pm

Maximillien gostaria de dizer não à irmã, negar tudo o que ela estava pedindo, pois se tratava de uma maluquice, uma loucura tão mal arquitetada que ele sequer saberia começar a explicar, mas ela tinha um argumento bom demais para que ele negasse e ignorasse seus anseios: precisava aprender a se defender. Mesmo que ele tivesse guardas vigiando-a vinte e quatro horas por dia, a gêmea era um ímã para problemas e para parcerias inapropriadas – a festa de casamento de Valentin que o dissesse, quase arrumou uma briga com um homem maior do que ele por causa dela. Ele sempre acabava botando a emoção a frente da razão quando se tratava de Freya, e o pior era que ele não conseguia controlar aquilo, por mais que tentasse. Gostaria de ser um jogador frio, que se desfazia de suas peças tão logo elas não fossem mais pertinentes para seu jogo, mas se o fizesse com Freya, a morena provavelmente já estaria morta antes mesmo da maldita rainha Victória anunciar sua caça às bruxas. Bufou, saindo da mansão dos Västergötland levemente irritado, justamente porque seria Killian quem ministraria as aulas de defesa pessoal nas garotas – ah, sim, Freya conseguiu reunir Elizabeth e a recém casada americana, e ele não sabia se gostava daquilo ou não, porque não queria Killian perto de Elizabeth justamente por causa de seus ciúmes para com a loira, contudo, Ophelia o oferecia uma chance de se aproximar de Valentin, e isso ele não poderia ignorar.

Não conseguiu deixar de sorrir com as piadas de mal gosto da irmã, mesmo que não fosse nem um pouco educado fazê-lo, sentando-se em uma das mesas bem dispostas do jardim, de modo a conseguir assistir ao progresso das três damas. Ophelia e Valentin não tardaram a chegar, e pareciam mais felizes do que nunca. Talvez Freya tivesse acertado nas suas suposições, afinal, ou provavelmente o moreno sequer daria essa chance para a esposa. Não importava, não era realmente da sua conta. Levantou-se, apertando a mão de Valentin de forma cavalheiresca e guiando-o para onde ficariam enquanto Killian travava suas estúpidas cenas como professor. “Não poderia descrever isso melhor, Valentin”, soltou um sorriso debochado, enquanto pegava a sua xícara de chá e bebericava lentamente. “Acredito que saiba porque estamos aqui, não? Além de fortalecer a mente e o corpo de nossas amadas”, levantou uma das sobrancelhas, pensando nas suas palavras milimetricamente. Não poderia dizer que estava mentindo. Ele realmente amava Freya como irmã e, bem, Lizzie também se aproximava desse patamar, quando não estavam na cama. Ophelia, entretanto, não era nada sua, mas parecia ser do Gaspard, então não estava mentindo sobre coisa alguma. Permitiu-se acenar uma ou duas vezes para a irmã, mostrando algum suporte, mesmo que estivesse escolhendo as armas erradas e o alongamento não estivesse totalmente correto. Isso já era problema de Killian, e ele esperava que o primo estivesse se arrependendo de ter se oferecido. Respirou fundo uma última vez, antes de observar Valentin menear com a cabeça.

“Acredito que saiba, também, que nenhum de nós, exceto, talvez, sua esposa – mas, bem, talvez nem ela, já que agora está ligada aos Gaspard –, Killian e a Srta. Castetile estão completamente isentos da caça que nossa amada rainha está empreendendo contra os seres sobrenaturais”,
começou, tomando mais um gole de chá enquanto falava, fingindo interesse no treinamento das mulheres. “A questão é, Valentin, que eu não pretendo ver ninguém da minha família machucado, e botaria a minha mão em brasa quente para apostar que você também não deseja. Nós, eu e Killian, mais alguns parceiros, estamos tentando achar uma solução cabível para esse problema, algum lugar seguro para que nenhum de nós tenhamos que nos afastar de Londres enquanto a Rainha enlouquece”, cadenciou as palavras perfeitamente, argumentando de uma forma que somente ele conseguia fazer. “Os Gaspard entrariam no empreendimento, ganhando lucros, obviamente, com o refúgio, assim como eu e meu primo, caso selássemos nossa parceria. Uma situação onde não haveria perda em nenhuma das partes, e ambos ganharíamos uma certa imunidade, um lugar onde ficar nos tempos mais conturbados na nossa querida Londres”, levantou uma das sobrancelhas, virando o rosto pela primeira vez mirando o lobisomem cego. “Darei algum tempo para que pense. Não é algo que seja feito da noite para o dia, mas valerá a pena”, um meio sorriso apareceu em seus lábios, e Maximillien se levantou da cadeira, finalmente, mirando as mulheres e o primo. “Já basta por hoje, Killian. Não é de minha intenção que nenhuma das três desmaiem de exaustão”, acenou para um dos empregados, de forma a assentir para que trouxesse o chá da tarde, para que as mulheres reganhassem as energias.

Aproximou-se da irmã, tomando seu braço delicadamente enquanto a ajudava a caminhar. Parecia levemente bamba, e Maximillien permitiu-se rir por alguns segundos, antes de deixar a preocupação falar mais alto. “Realmente quer continuar com isso, my love?”, levantou uma das sobrancelhas, beijando a testa da irmã levemente antes de deixar que se sentasse a mesa. “Por favor”, acenou, para que o restante dos convidados se servissem, com um sorriso no rosto. Elizabeth estava mais do que vermelha, e ele realmente sabia que aquela não era a especialidade da loira, mas não podia se sentir menos do que risonho com toda aquela situação. Tempos difíceis estavam por vir, e talvez fosse realmente melhor que aquelas três soubessem se defender de pessoas que as quisessem machucar.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Ophelia Stark em Ter Jul 07, 2015 3:33 pm

Desde o incidente no laboratório de Lizzie, Ophelia sabia que deveria fazer alguma coisa, qualquer coisa, para que a doutora não desistisse de suas experiências, para que ela não se sentisse como uma esposa troféu, que só se preocupava com o marido, futuros filhos – esses, provavelmente a caminho, depois do que Valentin e ela fizeram diversas vezes – e com o estado da casa. Precisava ocupar sua mente com algo que não fosse completamente banal e, mesmo que amasse seu marido, ele provavelmente enjoaria dela, depois de algum tempo. Além de tudo, ela veio a Londres para aprender algo de útil, e tinha acabado de estabelecer uma meta própria para curar a cegueira do marido. Não podia se dar ao luxo de perder a melhor orientanda que Londres poderia oferecer, de forma alguma. Portanto, quando Freya, uma das melhores amigas de Elizabeth, sugeriu em um chá que todas aprendessem a lutar, Ophelia foi a primeira a concordar, tentando convencer, logo depois, a loira. Provavelmente não era sua especialidade, tampouco a da morena, mas crescer em uma fazenda foi o suficiente para que ela tivesse um pouco mais de resistência física. O real problema foi fazer com que Valentin assentisse aos seus pedidos. Ela se lembrava de ter pedido carinhosamente primeiro, mas a recusa só a fez se tornar cada vez mais criativa, sentando no colo do marido e acariciando sua nuca enquanto beijava seu rosto e pescoço.
 
Talvez não tivesse sido tão difícil assim, pensou, um sorriso tímido no rosto enquanto a pele morena corava levemente, o braço esquerdo tomado pelo marido enquanto caminhavam em direção aos fundos da mansão dos Västergötland. Era óbvio que não tinha contado a Valentin sobre o ataque ao laboratório de Elizabeth, ou ele não iria deixar que continuasse sendo sua assistente, portanto dissera que seria divertido, e prometeria não se machucar. Avistou Lizzie e Freya ao lado de dois homens que não conhecia, mas que, dada a semelhança com a morena, provavelmente eram familiares. “Espero que sim”, murmurou, e, ao chegarem ao local exato, afastou-se do marido, depois eu ele a beijou na testa. Seria incapaz de não sorrir para ele, mesmo que não pudesse vê-la. O moreno era, oficialmente, o melhor marido do mundo. Que outro homem deixaria a esposa fazer algo assim? Fora sortuda, e sabia disso. 
 
Assim que se aproximou de Freya, a morena soltou um dos seus comentários, e Ophelia não conseguiu conter sua risada, mas logo se recompôs. “Ah, Freya... Ele não precisa ver para saber que estamos sendo cômicas”, deu de ombros, tentando ajeitar as calças que conseguiu em um armário empoeirado na mansão dos Gaspard. A blusa de mangas também não ajudava, mas era bem mais confortável do que os vestidos e espartilhos que suas criadas a obrigavam a usar. “Deus, Lizzie. Está tudo bem. Quase certeza de que Valentin não se importa com isso”, deu de ombros, sorrindo para as duas, mas sabia que deveria começar seu projeto tão logo quanto fosse possível. Não gostava do fato do marido sempre ser caçoado, mesmo que ele não se importasse realmente. Ela desejava protege-lo desse tipo de coisa, todavia sabia que Freya era indelicada, mas não machucava sequer uma mosca. Restou apenas escutar os comandos de Killian e fazer o que mandava.
 
Vez ou outra olhava para o canto do jardim, onde o irmão de Freya conversava animadamente com Valentin, mas realmente não sabia qual era o assunto. Negócios, talvez. Os Gaspard agora controlavam boa parte do comércio do Texas graças ao casamento dos dois, então deveria ser sobre isso. Realmente não era de seu interesse, entretanto. Assim que o moreno que as estava instruindo chegou ao tópico sobre armas brancas, o rosto de Ophelia finalmente se iluminou, mas, apesar de tudo, voltou a se sentir levemente triste, a saudade, talvez, batendo forte. Sentia falta dos irmãos que a ensinaram a tirar a pele de coelhos, de fazer o parto de vacas e de ficarem a ignorando enquanto tentava se lembrar dos tipos de doenças que poderiam pegar, se andassem descalços. Nenhum deles a escutavam, mas aquilo era natural a época. Assim que Elizabeth demonstrou o coração, Ophelia assentiu, compenetrada o suficiente para que absorvesse todas as lições que a mulher pudesse ensinar. Estava levemente ofegante da caminhada, da pista de obstáculos e dos alongamentos, mas poderia ficar naquilo por mais algum tempo. A única coisa que a incomodava realmente era o suor empapado que fazia com que a blusa grudasse no seu corpo, coisa que, logo ela, detestava.
 
“Cansada?”, levantou uma das sobrancelhas, mas sorriu no segundo seguinte. “Na verdade só estou um pouco, Lizzie, mas dá para aguentar por mais algum tempo”, deu de ombros, pegando uma das adagas para analisar a curvatura e o corte do fio. Assim que fez o adorável favor de se cortar, entretanto, largou a arma, suspirando levemente enquanto limpava o sangue em um pano que levava para apartar o suor. Levantou o olhar, percebendo que o sol estava começando a se por, entretanto. “Mas está ficando tarde e...”, foi interrompida por Maximillien, e suspirou, aliviada. Finalmente a hora do lanche. Assentiu para as meninas, tendo certeza de que estava bancando uma verdadeira criança, mas andou rapidamente até o marido, guiando-o para a mesa onde serviriam o chá. Não queria que ninguém mais o ajudasse, e ela estava sentindo falta de ser útil para o homem, de toda forma. Assim que se sentaram, Ophelia foi suficientemente rápida para pegar dois pães próximos e enchê-los de crème brulle, fazendo as honras com alguma dificuldade.
 

Estava faminta, todo aquele trabalho físico deixaria qualquer um faminto, bem mais do que ela normalmente ficava com suas horas a fio debruçada sobre sua escrivaninha, com pilhas de livros a sua disposição. “Deus, como eu senti falta da comida”, permitiu-se balbuciar, entre uma mordida e outra, todas calculadas para que não parecesse uma verdadeira selvagem frente às amigas e os nobres cavalheiros.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Freya Västergötland em Sab Jul 11, 2015 6:40 pm

Revirou os olhos. – Mas de que outra maneira você pretende se defender Lizzie, com uma boa e amigável conversa? – Arregaçou as mangas de sua camisa enquanto falava. - Não preciso que meu irmão me controle, sou completamente independente. – O que era bem uma mentira, mas ninguém pareceu querer dizer isso para ela. – Ótimo, quando uma besta chegar próximo a mim vou esfaquear ela, é claro, isso se ela não me engolir viva antes. – Freya não estava se saindo muito bem, mas ela tinha força de vontade, e talvez isso ajudasse ela no final das contas.

Freya fez uma careta para Lizzie e Killian que estavam bem a sua frente, era um pouco bizarro o fato de que seu primo parecia hipnotizado pela loira falando daquela forma cientifica e sem parar, piscou e olhou para outra direção, viu seu irmão e Valentin ainda se divertirem com a situação e preferiu voltar sua atenção as explicações um pouco machistas do seu primo.
- Eu não entendo o que você ainda está insistindo com essas armas, por Deus, vamos para a parte das pistolas! – Disse caminhando próximo as armas, foi impedida pelo moreno no mesmo momento e revirou os olhos. – Eu não estou reclamando, estou apenas registrando a minha opinião.

Cruzou os braços e riu quano Elizabeth soltou em plenos pulmões o quanto estava cansada, franziu a testa e se apoiou na mesa, Freya não iria admitir mas estava a ponto de desmaiar ali mesmo, isso a fez pensar o quão despreparada ela era, se em algumas poucas aulas ela já estava caindo dura, imagine então quando estiver correndo real perigo. – Eu estou ótima... – Disse de forma pouco convincente, ajudou Lizzie e a impediu de se jogar no gramado para descansar, olhou para Killian que as encarava com desdém, abanou um pouco a loira e as duas se equilibraram uma na outra como duas velhas cansadas. – [b]Mas se você insiste tanto em descansar, vou te apoiar como boa amiga que sou, concorde também Ophie[/i].- Disse dando de ombros, sussurrou para Ophelia. – Pelo amor de Deus.

Max interrompeu qualquer outro tipo de comentário, Freya ergueu uma mão para seu gêmeo, completamente ofendida. – Não, eu não vou desmaiar de exaustão, estou ótima! – Mas não negou a ajuda dele para caminhar, sorriu para ele e tentou desviar. – Não, eu estou suada e nojenta Máxi, não!... –  Mesmo assim ele deixou um beijo em sua testa, Freya negou com a cabeça, indignada com a forma como ela estava em comparação a elegância do irmão.

Franziu a testa e olhou para seu irmão. – Não Máxi, eu preciso disso! – Não queria admitir também, que tinha um pouco de desespero escondido ali naquela frase, ela precisava fazer alguma coisa para se defender, não queria ser a preocupação de seu irmão para sempre, se souber se defender e provar sua teoria, ela poderia muito bem ajudar e deixar que ele fizesse outras coisas, coisas mais importantes do que vigiar uma mulher já adulta.  – Eu não tenho mais nada para fazer além de aprender a me proteger. – Segurou no braço do irmão, recuperando o bom humor, sorriu para ele e para as pessoas que se dirigiam a mesa cheia de comida, não estava com muita fome, mas a ideia de ter algo para mastigar era bem atraente. – Mas então, como eu me sai no meu primeiro dia? – Disse enquanto se sentava. – Quem sabe eu chego ao nível de Ophelia, que provavelmente ficaria ali mais uma hora sem reclamar. Onde você morava você já fazia isso? Lutava? – Disse calmamente. Olhando para o céu escurecendo, ela se lembrou de uma coisa. Lillith estava vindo visita-los por um tempo, seus ombros caíram apenas por imaginar o que aconteceria com sua vida, iria virar um inferno.

Preferia ficar lutando e discutindo com Killian durante dias do que aguentar a irmã mais nova dele, Killian era irritante, mas nada se comparava com a diaba ruiva. Viu um dos empregados chamar Killian e ela franziu a testa, olhou para Max e ele manteve sua expressão vazia, então voltou sua atenção para seu chá e os seus doces, indiferente aos problemas que estavam chegando.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Dom Jul 12, 2015 12:01 am

Killian revirou os olhos. – Vocês estão muito mal acostumadas, Ophelia tem metade da altura de vocês e não está nem com falta de ar. Muito bem, você passou para segunda fase, moça.– Sorriu para ela, que manteve uma expressão de quem não estava entendendo muito bem, provavelmente sobre essa segunda fase.

Quando Max apareceu, Killian concordou infeliz como uma criança que acabou de ter seu doce tomado.  – Que seja, vamos acabar com isso logo, me devolvam os brinquedos por gentilezas madames. Cuidado com as facas, não quero ninguém pegando alguma infecção e morrendo por alguma doença, seria vergonhoso para todos nós. – Disse divertido, revirou os olhos para a dupla dramática. – Elizabeth já fez compras com você um dia inteiro e sobreviveu, não há nada que possa derruba-la. – Segurou Elizabeth que ainda parecia estar a beira de um ataque cardíaco, e riu.

- E você quer recuperar seu laboratório com toda essa força de vontade? Honestamente, estou desapontado, apostei em você na aposta que fiz com Maximillien de quem iria aguentar por mais tempo. – Disse recebendo um olhar reprovador da loira, ignorou completamente, assim como os comentários dela. – Sei, sei... Você é uma moça delicada, pobrezinha. – Sabia que esses tipos de comentários deixavam a moça extremamente irritada, e honestamente ele não achava isso dela, mas gostava de soltar comentários desses apenas para ver sua reação. A puxou pela cintura depois de deixar a mesa cheia de armas, ignorando o fato de que haviam pessoas ali, ele só estava ajudando Elizabeth que estava cansada, o que havia demais naquilo? Pensou consigo mesmo de forma irônica.  

–  Já ia me esquecendo, preciso que você me encontre no terceiro dos Sete Magnificos. – Quando ela o encarou, Killian deu de ombros. –  Sim, no Highgate... Temos um trabalho lá loira, te encontro lá a uma da manhã, quer ir sozinha ou prefere que a carruagem a busque em casa? – Sim, eles iriam a um cemitério, mas era por uma causa nobre, interesse puro. E também interesse da parte de Elizabeth.  

Puxou a cadeira para Elizabeth e se sentou, olhando com desprezo para o chá, que mania maldita essa de tomarem chá a todo tempo. Killian preferia beber vinho, tomar Whisky a todo tempo, até mesmo um pouco de café era bem vindo, mas aquela coisa aguada na sua frente, não ia com a cara, definitivamente não. Olhou para seu primo, que manteve sua expressão de arrogância no rosto, Killian sorriu, pelo jeito os negócios estavam indo bem, que dia ótimo e lucrativo, não havia como ficar melhor. – Bem, as moças tiveram um ótimo desempenho. – Na verdade não. – Especialmente Ophelia. – Ouviu o comentário desagradável da prima e franziu a testa, realmente, ela parecia já habituada com bastante esforço físico, Killian se perguntou o que ela fazia na America.

Se perguntou se daqui alguns meses teria um trio de assassinas.

A ideia até o emocionava.

Foi quando um dos empregados o chamou, olhou para Maxi e franziu a testa. – Me deem licença. – Levantou e foi até o Alfred, o mordomo que já havia aguentado os três Vastergotland desde crianças. – Por que você me chamou? – Quando o homem com aparência de idoso falou, Killian soltou um palavrão. – Certo, você fez certo em me avisar. Maximillien vai ter um ataque por você não avisa-lo, faça-o assim que Freya estiver longe.  – Disse enquanto abria seu pequeno frasco de rum que carregava no bolso de seu paletó, deu três belos goles.

Quando voltou para o jardim, ele estava com a testa ainda franzida, pensando demais para o seu próprio bem. Sorriu para os colegas. - Infelizmente, terei que deixa-los. Minha irmãzinha chegou na cidade e acredito que quer minha ajuda. E eu não posso deixar minha preciosa irmã sozinha.  – Cumprimentou Valentin e sorriu para as moças. – Mal posso esperar para o próximo treino moças, até mais. – Piscou para Lizzie, em breve ele voltaria a vê-la, isso se ainda estivesse vivo.

Não sabia o que havia feito de tão errado para ser convocado a ir visitar seus pais, não, ele não iria encontrar sua irmã, e nem o faria se fosse ameaçado de morte. Só sabia que alguma coisa estava para acontecer, e ou ele estava muito encrencado, ou o fim dos tempos estava chegando, só assim para juntar seus pais na mesma cidade.

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Re: No pain No Gain [RP] srry

Mensagem por Valentin Gaspard em Qua Jul 15, 2015 6:44 pm

Era intrigante e até mesmo divertido a forma como todos eles pareciam se dar bem, uma espécie de dinâmica natural entre todos os envolvidos, apesar de que eu tenha a impressão de que eles tenham receio de se aproximar de mim, mas eu ignorei, já havia lidado com coisas piores do que receio, e eles pareciam tratar Ophelia da melhor forma possível, apesar da irmã do anfitrião as vezes deixar escapar alguns comentários que de certa forma, deixavam o ambiente mais leve.

Fiquei feliz por Ophelia ter feito “amigos” por mais estranhos que eles pareçam, eles estavam nessa tal dinâmica, como se Ophelia os conhecessem a um tempo, e isso era bom, mais do que qualquer coisa, que queria que Ophelia se sentisse em casa, que Londres fosse sua nova casa, imagino o quão complicado foi para ela atravessar o oceano e se casar com um homem que nunca viu na vida, e que de brinde, era cego.

E também lobisomem.

Observei o homem começar a realmente caminhar para o interesse dele, Maximillien parecia ser uma pessoa de um caráter bom, visto a forma que tratava a irmã, mas quando seu foco eram negócios, e provavelmente outros assuntos no geral, tudo nele mudava, seus batimentos cardíacos, por incrível que pareça, estavam tranquilos, quase que calculados precisamente para bater de forma sutil. – De fato, estamos todos correndo perigo com essa... Insensatez. – Falei tranquilamente, sentindo a brisa da tarde passar por mim, muito em breve seria noite e teríamos que partir logo, então quanto antes tratarmos disso, melhor.

- Sim Maximillien, você está certo. – Ergui uma sobrancelha. – Eu quero ter certeza de que o que você está me oferecendo é verídico. Eu vou oferecer o suporte financeiro, sim, mas quero uma prova de que você pode me dar a devida segurança. Não me importa o que você vai fazer, mas quero que me mostre o que é capaz para crer que pode de fato desafiar as ordens da própria Rainha. – Quando o homem concordou, continuei. – Faça para mim um pequeno teste, uma sala capaz de suportar ataques de animais de grande porte, que abafe sons e evite qualquer tipo de dano a quem estiver dentro. – Fiz as contas de quando era a próxima lua cheia. – Em onze dias irei até você para ver o resultado. Se tudo der certo, entrarei no negócio de bom grado. – Tomei um gole de chá por cortesia ao homem, que pareceu pensar um pouco, coloquei a xícara na mesa de forma lenta, apenas para manter as aparências.  – Que bom que estamos resolvidos.

Quando as garotas voltaram eu sorri, novamente, Ophelia estava lá para me auxiliar, e por mais que eu não precisasse, eu não recusava. – Obrigada querida. – Senti o cheiro de sangue e constatei que era dela, respirei fundo e segurei sua mão. – Quero que tenha mais cuidado com o que faz, não quero que se machuque, tudo bem? – Disse próximo a seu ouvido, esqueci do fato de que não deveria sentir o cheiro de seu sangue, mas a mínima ideia dela machucada me deixava com os nervos atacados.

Quando um dos cavalheiros se retirou, eu não me importei de fato, meus problemas com a família não iam a saber como eles estavam, a não ser que Ophelia tivesse interesse ou estivesse envolvida, caso contrário pouco me importava. Me perguntei se estava soando um pouco paranoico em relação a minha esposa, se estava, bem, não havia muito o que eu poderia fazer para melhorar, simplesmente tinha que pensar nela. Até mesmo estava começando a deixar minha própria matilha em alguns momentos em segundo plano, o que era, de certa forma, muito arriscado para alguém na minha posição.

Acenei com a cabeça para o homem e depois de algum tempo decidi que já havíamos feito bom proveito da estadia na casa da falecida avó dos Vastergötlands. – Foi um imenso prazer encontra-los essa tarde, espero que isso se repita, não é mesmo querida? – Segurei o seu braço e cumprimentei as duas moças e o homem. – Nos vemos em breve Sr Vastergötland.


ENCERRADO.


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