You drew a question mark But you know what I want

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You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sex Jun 12, 2015 10:02 am

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Dados da RP

PARTICIPANTES: Lizzie e Killian
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RP FECHADA.
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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sex Jun 12, 2015 5:54 pm

Killian deveria estar fazendo uma reunião com os membros da realeza, tomando chá e falando sobre os burgueses que estavam infestando o mundo, mas ele não queria, primeiramente porque se considerava um burguês, ele não vivia do que a Rainha proporcionava, ele fazia seu próprio dinheiro com o comércio, sem contar que acreditava que a realeza estava com os dias contados.
Caminhava pela cidade, repleta de mendigos e pessoas doentes, despejados em Whitechapel, todos ignorados pelas carruagens que estavam de passagem por ali. Killian riu, e também passou reto pelos pedintes, estar ciente dos problemas da cidade não significava que ele fosse fazer alguma coisa a respeito.
Killian não era muito solidário nos seus dias livres.
Deveria procurar um indivíduo que estava devendo dinheiro para Killian, havia fornecido mercadoria e estava recebendo o equivalente a nada, precisava dar um jeito nessa situação, não tanto pelo dinheiro, sim por sua reputação.
- Mas veja só o que os deuses trouxeram. - Sussurrou para si mesmo, deixando um sorriso um pouco insano crescer no seu rosto. Elizabeth estava ali, com sua expressão de poucos amigos, em frente à uma casa de aparência suspeita, Killian estreitou os olhos e caminhou até a ela que parecia ocupada com atividades domésticas.
Não caia muito bem o estilo dona de casa naquela mulher.
- Você por um acaso matou alguém e agora está se livrando das provas? - Disse próximo a ela, trazendo total atenção da loira para si, pela sua expressão assassina ele teve suas dúvidas, talvez ela tenha matado alguém mesmo.
Esperou ela terminar o que estava fazendo próximo a porta, então entrou para dentro da casa, então parou.
- Hum, decoração interessante.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Elizabeth Castetile em Sex Jun 12, 2015 10:18 pm

Sentia que a pior parte já havia passado, mas ainda assim, Elizabeth era uma pilha de nervos ambulante. Estava perdida, sem rumo, deslocada desde a invasão no laboratório. Não tinha ideia de por onde devia começar. Do zero, seria a resposta mais óbvia, e mais aterradora também. Não sabia se algum dia seria capaz de recuperar nem que fosse metade de seu antigo laboratório. Tudo o que ela conseguia se obrigar a fazer era limpar tudo, recolher os entulhos, apagar os resquícios da batida, de forma que as lembranças sumissem de sua mente também. Tremia da cabeça aos pés, ainda que não estivesse exatamente frio naquela manhã. Seu rosto estava inchado também, depois de ter passado a noite chorando. Gostava de pensar em si mesma como uma mulher forte, mas depois do que havia ocorrido, sentia-se fraca e impotente. Sem forças, vazia. Queria gritar, como se isso de alguma forma fosse acalmar sua dor, mas era irracional, ela sabia, e não agiria irracionalmente por mais que estivesse além do desespero.

Há horas que recolhia o lixo de dentro do laboratório e levava para fora, ainda que um considerável número de pessoas cruzasse naquela rua. Até a invasão, ela sentia que era invisível para os moradores de Whitechapel. Eles não a viam, contanto que ela continuasse a ser a boa Dra. Castetille, distribuidora de remédios miraculosos. Ocorre que alguém havia a observado cuidadosamente e a denunciado para as autoridades. Elizabeth sabia -- não era cega -- que Londres vivia uma época conturbada de histeria coletiva aliada a um fanatismo exacerbado, como se tivessem voltado à Idade Média. Não concordava com a tal "caça" aos sobrenaturais, e agora menos ainda, por mais que nunca tenha levado a sério essa história. Ela só acreditava no que podia ser cientificamente comprovado, e as tais criaturas que todos falavam não passavam de folclore em sua concepção.

Sentia-se satisfeita por ninguém estar a importunando num momento em que o que ela mais desejava era ficar sozinha, até escutar a voz conhecida de Killian. Lizzie não o via desde o casamento de Valentin Gaspard, para ser sincera, e não havia feito questão de tentar entrar em contato com ele depois daquilo. Não que a noitada não tivesse sido maravilhosa, era só que ela estava com a cabeça tão ocupada com outros assuntos, que nada mais a interessava. Bem, até a invasão. Agora, talvez, ela arranjasse um tempo para os outros.

Ele tinha aquele humor sarcástico de sempre, algo que Lizzie admirou desde o primeiro instante: era o que o tornava extremamente diferente dos ingleses em geral. – Bem que eu queria ter matado – disse, mas sua resposta soou mais melancólica do que engraçada. Não queria que Killian a visse naquele estado. Não queria que ninguém a visse naquele estado, por isso tentou disfarçar ao máximo seu abatimento.

Entrou para dentro do que restou de seu laboratório, sabendo que o moreno a seguiria. Sentia que faltava tudo lá dentro, mas mesmo assim não poderia haver melhor lugar para que ela chamasse de casa. – Espere até ver o banheiro, então.

Ainda que quisesse ficar sozinha e se fechar naquele velho galpão de Whitechapel para que nunca mais a encontrassem, sentia-se um pouco mais viva com a presença de Killian ali. Foi então que fez mais uma constatação – aliás, ela era uma constatação ambulante –: a carência é um efeito colateral do desespero.

- Mas o que o traz a Whitechapel, Sr. Dell’Aquilla? Não me diga que resolveu abandonar a vida de burguês e está procurando abrigo. – obrigou-se a dizer, como uma boa anfitriã, mas se ele fosse só um pouquinho observador veria que ela não estava em seus melhores dias para receber visitas.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Dom Jun 14, 2015 2:37 am

Killian riu. - Estou ansioso pelo banheiro, então. - Cruzou os braços e encarou a loira com divertimento, apesar de achar a loira dona de um senso de humor bem estranho, não achou comum todo aquele abatimento que ela trazia com si. - Que Deus me livre disso, minha vida de burguês está ótima e a cada dia só melhora, cara Elizabeth.

Observou em silêncio alguns segundos ela e depois voltou ao assunto.

- Ah, você sabe... Estava a caminho de uma reunião de negócios próxima daqui e resolvi dizer olá para você. - Quando ela revirou os olhos, Killian riu. - Pelo menos a parte de negócios é verdade.
Andou pelo lugar e viu um papel pregado a parede. - O que eles fizeram com você? - Não sabia até que ponto ele queria dizer com aquela pergunta, mas não a arrumou. - Aqueles bastardos acham que são donos de Londres não acha? - Bufou e olhou pela janela, não querendo ver a reação da loira, Killian não queria se apiedar, e se visse uma mulher triste e bonita como aquela se lamentar ele estaria bem encrencado.

Ouviu Elizabeth falar enquanto separava uma pilha de madeira que provavelmente já foi uma espécie de mobília, deixou na entrada da casa, alguém apareceria e pegaria aquelas tralhas para alguma utilidade, quem sabe lenha.

- Hum, gostaria de alguma ajuda? - Disse Killian. - Quer matar alguém ou roubar alguma coisa que lhe foi roubada? - Falou com tamanha naturalidade que fez parecer que matar alguém era tão comum quanto perguntar sobre o clima para alguém. - Posso ajudar com essas coisas, se for isso que você precisa para tirar essa expressão pesarosa do rosto, eu não sei o que você perdeu aqui. - Falou estreitando os olhos para a loira. - Mas ficar sofrendo não vai ajudar em nada, doutora.

Olhou para aquela bagunça e deu um suspiro. - Bem eu já me cansei desse trabalho, vamos arranjar alguém que faça isso por nós. Venha Lizzie, vamos dar um passeio enquanto você me conta seus segredos podres. - Deu de ombros. - Ou pelo menos o que você planeja fazer para dar a volta por cima nesses homens.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Elizabeth Castetile em Dom Jun 14, 2015 10:33 pm

- É claro que está. É o que todos vocês dizem... - respondeu, sentindo-se um pouco mais relaxada com a presença do moreno. Ela não tinha nada contra burgueses, por mais que achasse que eles estavam se tornando uma raça pior do que a própria nobreza, por isso seu comentário era menos crítico do que deveria ser. Aliás, era difícil criticar Killian, ainda que ele tivesse muitos defeitos à mostra. Quem sabe esse fosse o ponto: ele não fazia questão de escondê-los.

- Ah, mas que gentileza. - disse ela, com um sorriso travesso nos lábios e revirando os olhos, sabendo que o moreno jamais se daria ao trabalho de lhe visitar. E nem ela fazia questão. Odiava formalismos e tudo o que vinha atrelado a eles. Suas amizades eram puras justamente por isso; não havia preocupações com ser polido e bem educado, o que na maioria das vezes soa distante e falso. Elizabeth se negava a ser daquela forma, ainda que a sociedade londrina exigisse. A verdade é que a loira quebrava uma série de regras da moral e dos bons costumes, mas esse era o preço a ser pago para ser ela mesma.

Sentiu-se levemente incomodada quando Killian passou a analisar o mandato colado à parede de sua casa. Ela não sabia se queria dividir sua vergonha com alguém além de Ophelia, que estava presente quando tudo tinha acontecido. A moça ficou tão apavorada que Lizzie não sabia se a confortava ou lidava com os próprios problemas. E isso tudo no seu primeiro dia de trabalho.

Não precisou de muito para que Killian juntasse "dois mais dois" e descobrisse o que havia acontecido com ela. Ainda bem, porque ela não estava com a mínima vontade de explicar e reviver tudo aquilo. - Eles talvez sejam. Ao menos a Rainha é. - ela estava um pouco ressentida com a Rainha em si. Pensou que ela era uma mulher evoluída, que não a veria como uma ameaça, pelo contrário. Também achava que por compartilharem do mesmo sexo as coisas seriam diferentes. Na cabeça de Eliza, as mulheres deveriam se unir e lutar pelas mesmas causas, não juntarem-se aos seus pares para menoscabar outras mulheres. Talvez fosse por isso que ela ainda não tivesse se casado: não queria correr o risco de fazer o mesmo.

O moreno perguntou se ela precisava de ajuda, quando a viu recolhendo restos de sua mesa de anotações. Riu quando ele perguntou se desejava matar ou roubar; esses eram pensamentos comuns em sua cabeça, que ela nunca colocava em prática. - Eu poderia roubar meu orgulho de volta? Dificilmente. Mas obrigada pela oferta. Você seria a primeira pessoa que eu contataria se quisesse algo do gênero. - falou, porque Killian realmente tinha a cara de um pirata ladrão, mas isso ele devia saber. - E meu sofrimento é natural. É a forma a que o cérebro reage a eventos desta natureza - tagarelou, esquecendo-se que seus conhecimentos não importavam naquelas circunstâncias. E por mais que tentasse soar racional, estava agindo pela emoção. - Desculpe, acho que estou importunando-o. Aceita alguma coisa para beber? Chá? - disse, torcendo o nariz, num reflexo da expressão do homem. - Okay. Vai ser whisky. - serviu-os de uma garrafa que mantinha escondida num canto da antiga sala de "cirurgia". Ninguém havia tocado em sua bebida durante a batida.

- Não posso pagar empregados, Sr. Dell’Aquilla – disse rindo – As coisas em Whitechapel são um pouquinho diferentes do que o senhor está habituado. Mas aceitou o convite do moreno para uma passeio, pensando que aquilo poderia ser bom; sair daquele ambiente depressivo e tudo o mais.

Passou a mão pelo braço forte de Killian, saindo em direção à rua, antes que se arrependesse. – Não tenho nenhum plano brilhante. Se quer saber, estou naquela fase popularmente conhecida como “fundo do poço”, quando você não visualiza nada e acha que é o fim. E por mais que eu saiba que essa é só uma emoção banal que vai se desgastar com o tempo, não consigo parar de senti-la imediatamente. Já se sentiu assim, Sr. Dell’Aquilla?

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Ter Jun 16, 2015 11:05 pm

Killian olhou para Elizabeth e deu de ombros. - Não... Na verdade, não.
- Mas eu acredito que você não vai ficar assim por muito tempo, você não faz o tipo que fica se lamentando por muito tempo. Apesar de toda essa sua história de tentar analisar de forma biológica e filosófica a desgraça que nós chamamos de vida, o que eu acho muito irritante da sua parte, já que estamos sendo sinceros no momento, Lizzie. - Killian segurou a mão da loira, analisando sua mão enquanto falava. - Bem, acho que você precisa de alguém disposto a te ajudar.

Killian estava quase ofendido quando ela não entendeu o que ele quis dizer. - Eu, por exemplo. - Disse Killian com um sorriso malicioso no rosto. - Eu acho que você precisa da minha ajuda. Duvido que você vai conseguir mais algum centavo do nosso querido Ceguinho depois de ser ameaçada pela inquisição.

Um detalhe sobre ele: Gostava de tratar Valentin por seu apelido quando ele não estava por perto.

Passaram pela rua e começaram a ir para um lado um pouco esquecido, parecia estar em reforma, ou alguma coisa parecida, do outro lado da rua o rio Tamsa era visível e também uma antiga mansão que continuava com sua expressão de abandonada, o próprio Killian havia comprado, para seus fins familiares e nobres.

- Então, você precisa de ajuda e hoje eu amanheci disposto a reconquistar minha vaga no céu. - Parou e encostou no muro próximo a eles, olhou nos olhos da loira e viu seu olhar de dúvida e desdém para ele, Killian ergueu uma sobrancelha. - Você aceita a minha ajuda? - Antes que ela pudesse responder qualquer coisa, o moreno continuou. - É claro que não será uma relação unilateral, o que eu quero dizer é que você terá que fazer alguns favores para mim também.

Não podia contar com o que estava por vir, afinal, na sua mente estava bem claro o que ele estava planejando, então quando recebeu um tapa na sua cara, ele ficou um pouco chocado, na verdade ele esperava que ela não batesse como uma garota, mas de fato, bateu.

Segurou o punho dela e a puxou para si, ouvido suas reclamações e revirando os olhos, girou o corpo e a colocou contra o muro sem dificuldade. - O que diabos foi isso Elizabeth?

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Elizabeth Castetile em Sab Jun 20, 2015 3:56 pm

Era claro que ele nunca havia sentido nada daquele tipo. Dificilmente alguém privaria algo de um nobre, ainda que Killian rejeitasse suas origens nobiliárquicas. Mas não rejeitava o conforto que sua condição lhe proporcionava, o que fazia questão de deixar bem claro, sempre.

Ficou em silêncio quando o moreno falou sobre pensar que ela não era do tipo que se deixava abater facilmente, olhando para baixo, timidamente. Aquilo soava como um elogio, de alguma forma, e ela não se sentia digna de recebê-lo, pois estava sentindo que era exatamente o oposto, o que a chateava. Se outras pessoas viam ela daquela forma era porque sempre havia deixado que vissem apenas aquela sua faceta, porque era a única que queria que vissem. O problema era manter as aparências... - Ei! Não estou tentando ser irritante. Sai naturalmente, na verdade – disse com um sorriso torto, sabendo que ele não estava a repreendendo de fato.

Ficou séria novamente quando ele pegou sua mão. Assim como Killian via ela como forte, ela o via como alguém desapegado e desinteressado das questões da vida em geral, mas com aquele pequeno gesto dele sabia que o moreno estava tentando dizer que se importava com ela, e Elizabeth decidiu abandonar seus preconceitos. – Me ajudar? – franziu as sobrancelhas, pensando em quem estaria disposto a fazer qualquer coisa por ela. Também não sabia se queria que alguém a ajudasse.

- Tem certeza, Killian? – ela disse quando ele insinuou que poderia ajudá-la. – Pensei que não ficaria em Londres por muito tempo, de qualquer forma – não queria soar tão otimista com a ideia, mas tinha um fiapo de esperança de que ele dissesse que realmente queria fazer algo pelo laboratório dela. – Sei que Valentin é íntegro demais para continuar com o patrocínio, mas agora ele tem um motivo em especial para contribuir com minha causa – pensou alto, lembrando-se de Ophelia. Se é que ela voltaria a Whitechapel depois daquele episódio trágico.

Eliza percebeu que tinham parado de andar quando Killian se encostou num muro mal acabado, bem no momento em que dizia que estava pronto para ajudá-la, e a loira estava prestes a agradecê-lo do modo mais efusivo possível, até ele falar que aquilo não sairia de graça.

É claro que não. Mas que burra ela era.

Desferiu o tapa no rosto do moreno sem maiores reflexões, tamanha era a sua indignação. Por acaso ele achava que ela era uma prostituta? Não pode deixar de ficar decepcionada com Killian; pensou, por um momento, que ele fosse diferente dos outros homens que conhecia, que pensavam que as mulheres só existiam para satisfazê-los.

- Não pense que estou desesperada a esse ponto, seu idiota. Prefiro ficar sem nada a ter de me submeter a tipos como o senhor. Só porque nasceu com algo mais entre as pernas pensa que é superior a mim? Pois fique sabendo que não admito esse tipo de insinuação – parou de falar subitamente quando ele empurrou-a contra a parede de concreto, segurando seu pulso firmemente; parecia entediado com aquele falatório. E irritado. E indignado. – O que quer dizer com “o que foi isso”? Você entendeu muito bem: não admito ser tratada de manei- Ele interrompeu-a, dizendo que não era àquilo que ele se referia. – Espere – ela disse cautelosa, sentindo a proximidade do moreno, uma distância no mínimo perigosa, fosse ele machista ou não. – Que espécie de favores tinha em mente? – será que ela havia o interpretado mal? Se tivesse, não se arrependia pelo tapa. A culpa era inteiramente dele por ter falado de forma tão... Bem, tudo nele remetia a sexo. Isso era meio perturbador, até mesmo para ela.

Ele largou seus pulsos quando ela se acalmou, mas não se distanciou, o que obrigou Elizabeth a respirar o mesmo ar que ele, pois nesse momento o encarava atentamente nos olhos, aguardando sua resposta.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Dom Jun 21, 2015 6:58 pm

Killian franziu a testa e bufou para a loira, claramente insatisfeito com o rumo que essa conversa estava tomando.
- Que diabos, Elizabeth, quem aqui falou em favores sexuais? - Encarou a moça a sua frente, sua expressão de fúria deu lugar a confusão, então Killian não conseguiu se conter.
Deu risada dela.
- Ora essa, você só pensa nisso? Que feio Lizzie! - Sorriu para a loira que ficou um pouco vermelha, Killian achou que não viveria para ver aquela mulher corar, então aquilo havia o pego de surpresa, ela estava adorável assim, e Killian quase se deixou levar pelo seu rostinho bonito.

- Eu quero favores comuns, os quais eu pediria a qualquer outro homem que precisasse de minha ajuda. - Pegou no seu queixo e a fez encará-lo, piscou para ela. - Achei que você gostaria de ser tratada como uma igual, então quero que você trabalhe para mim. - Ela estava tão acostumada em ter de se defender de homens machistas e oportunistas, que nem pensou no que Killian queria dizer, ao menos foi essa a conclusão que ele teve.

Queria rir mais um pouco, só pelo fato de que Elizabeth achou que ele a queria como pagamento. - Eu nunca te faria passar por tamanha humilhação. - Desceu os dedos que seguravam o queixo dela para seu pescoço, acariciando a moça.
- Não gosto de ter ninguém por obrigação. - Disse com bom humor, quase sendo sarcástico, mas ele não estava mentindo quanto ao que ele havia dito.

Olhou nos olhos esverdeados da loira e se aproximou, podia sentir o calor emanando do corpo dela, convidativo, por mais que a situação falasse o contrário. Quando ela se mexeu, Killian colocou um braço na parede, se apoiando e impedindo a loira de sair dali. Sorriu para ela de forma desafiadora, sabia que aquela mulher não seria motivada por nada além do desafio, e era isso o que ele gostava nela, ela era única, e por isso ele a queria por perto.

- Então não farei nada que você não queira, Lizzie. - Sussurrou próximo à sua orelha, olhou para ela e continuou próximo, falando rente a sua pele, roçando os lábios no pescoço dela. - Então, vamos tratar de negócios ou você tem alguma objeção, Lizzie?

- Ótimo, eu não vou te dar um laboratório novo da luz pro dia, quero ser bem específico sobre isso, não quero ouvir você chorando quando descobrir que eu não sou uma fada madrinha. - Cruzou os braços, um pouco mais longe dela. - Você fará trabalhos comigo, para mim, e em meu nome e conforme seu sucesso no ramo, você vai receber como pagamento seus instrumentos de trabalho, agora você entendeu?


Última edição por Killian Dell’Aquilla em Sex Jul 17, 2015 11:33 pm, editado 1 vez(es)

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Elizabeth Castetile em Dom Jul 12, 2015 4:09 pm

Assustou-se com a reação do moreno. Estava claro que ela não pretendia ofendê-lo, mas ele realmente a culpava por aquilo ter passado por sua cabeça? Afinal, ele não era dos mais exemplares, se fossem analisar seu histórico com mulheres. Ou ao menos assim ela imaginava. Bastava olhar para Killian para perceber que mantinha uma pose de Don Juan constante. Era mais do que compreensível que Elizabeth tivesse pensado no... pior. Mas depois ele riu, e ela relaxou. – Ei! Não penso só nisso. Só estava pensando nisso em relação a você! – suas bochechas começaram a queimar com o rumo da conversa, mas ela não se permitiu olhar para baixo.

- Que tipo de favores, então? – confrontou-o, enquanto ele a obrigava a encará-lo. – Também não sei se estou pronta para entrar para o mundo do crime, se quer saber, caso esteja pensando em algo do gênero – talvez isso fosse mais assombroso do que ferir sua dignidade sexual, até.

Riu quando ele disse que não gostava de ter ninguém à força, afastando a mão do moreno de seu pescoço, por mais que o toque não estivesse exatamente lhe incomodando. Sentiu que Killian se aproximava perigosamente dela, o que fez com que instintivamente sentisse a necessidade de escapar. – Está bem, mas vamos manter uma distância segura. – falou, percebendo que o homem bloqueava sua saída com um dos braços. Um arrepio percorreu seu corpo quando ele sussurrou algo em seu ouvido, algo que ela sequer era capaz de se lembrar depois, tão absorta que estava na sensação dos lábios do moreno próximos ao seu pescoço. No entanto, de alguma forma, achou forças para quebrar o transe. Empurrou Killian violentamente, sorrindo em seguida para que ele não encarasse como uma ofensa. – Você me dá medo, Sr. Dell’Aquilla. Sou só uma dama indefesa. Se comporte. – um sorriso travesso atravessou seus lábios, mas agora ela podia respirar sossegada.

- Sim, vamos focar nos negócios. De preferência – seus pensamentos já começavam a clarear e ela sentia vindo à tona a necessidade de recuperar o laboratório. – Aceito sua proposta. Mas preciso de mais do que simplesmente recuperar meu material de trabalho – disse pensativa, ponderando suas palavras. – Eu preciso de alguém que me ofereça segurança, Killian. Mesmo que reconstrua o laboratório, preciso estar certa de que ele não será destruído novamente. Não quero ser caçada. – ela concluiu, séria.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sex Jul 17, 2015 11:27 pm

Ergui as mãos mostrando que estava rendido, o que na verdade, era uma bela mentira, eu queria ataca-la ali mesmo, e fazer o que minha imaginação bem entendia. Ou seja, coisas bem inapropriadas para uma dama.

- Minha cara Elizabeth, você é várias coisas, exceto uma dama indefesa. – Sorri forçado para ela, voltando a ficar sério. – Ou não seria caçada pela inquisição, você teve bastante sorte por só ter sido confiscada, sabia? – Ela poderia estar pendurada na praça a esse momento se não fosse por sua sorte.

- Certamente, eu posso te oferecer segurança. – Disse sorrindo para ela, estalei os dedos.- Mude-se para minha casa, iremos achar algum lugar para você enquanto isso, lá é seguro e com seguranças, sem contar que você não terá como escapar dos trabalhos, minha querida. – Disse apontando um dedo para ela, sem esperar sua resposta. – Ótimo, vou pedir que busquem seus bens que sobraram no laboratório.

- Não me olhe assim, estamos tratando de negócios, me respeite por gentileza. – Peguei um cigarro em meu casaco e o ascendi com o isqueiro que também guardava lá. Traguei enquanto esperava ela responder, balancei a cabeça para ela, começando a caminhar novamente pela rua. – Vamos pensar em algum lugar para você fazer seus... Estudos. – Talvez o pandemonium fosse uma boa escolha, mas primeiramente precisava saber se podia confiar nela para deixar que fosse membro daquele pequeno e adorável clube.
Elizabeth, sei que você fazia algo que irritou aqueles homens, e quando eu digo isso eu não estou questionando suas crenças ou sua ciência, mas o que diabos você faz nesse laboratório? – Franzi a testa, pensando numa escolha de palavras melhor. – Eu sei de um lugar que pode ser favorável a sua pesquisa, mas antes de tudo, precisamos manter uma relação de sinceridade aqui.

Segurou o braço dela e sorriu. – Eu sei que você tem um passado bem interessante, não quero que você desenterre ele, quem sabe um dia você me contará isso por vontade própria. – Joguei o cigarro fora, soltando o resto da fumaça para fora de meus pulmões, sentindo o sabor do tabaco fazer efeito e instantaneamente me senti um pouco mais tranquilo. – Estamos tratando de negócios, e quando digo que sou um comerciante, não estou mentindo, mas você estuda o que, especificamente? – Sabia que ninguém ali estava realmente dando atenção ao que eles conversavam, mas fez questão de falar baixo para tentar deixar a loira mais confortável.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Elizabeth Castetile em Sab Jul 18, 2015 7:28 pm

Eliza suspirou aliviada quando Killian disse que poderia protegê-la, como ela esperava que ele fizesse, caso contrário não teria dito palavra alguma sobre isso, mas decidiu ignorar quando ele acusou-lhe de não ser uma dama indefesa, afinal, nem ela mesma se via assim. No entanto, seria bom se ele lhe enxergasse dessa forma, talvez a respeitasse um pouco mais. Ainda assim, a loira não esperava que ele fosse tão direto quanto à sua forma de proteção. – Mudar-me para a sua casa? E o que pensarão de mim? Sou uma mulher solteira e você não tem ânimos de desposar-me, até onde sei – falou, debochada, sabendo que ele reviraria os olhos para aquela afirmação.

A mulher não se importava nem um pouco com essas convenções políticas, mas tendo em vista as turbulências pelas quais Londres passava, era provável que se convencessem de que isso era mais um motivo para lançá-la na fogueira. Ora essa, uma mulher solteira, amasiada com um nobre, além de tudo!, era o que pensariam. Qualquer resquício de boa reputação que ela tivesse iria por água abaixo.

- Não planejo escapar do trabalho, meu querido, de forma alguma. Não é essa a questão... Sua família é conservadora. Certamente não aceitarão. – disse, roendo as unhas. Por um lado sua consciência lhe dizia que não havia mal algum em morar com o moreno, até porque isso só lhe traria benefícios. Mas tinha medo. Não podia dizer que não tinha.

Entretanto, Killian falava como se a opinião de Lizzie não passasse de uma inconveniência. – Vou ser sincera: a ideia de ter uma sala de estudos só pra mim é tentadora... E como você não me dá escolha, acredito que não me reste alternativa senão aceitar – disse, dando de ombros, mas ficou séria quando ele lhe fez aquela pergunta fatídica e inevitável.

Achava que era cedo para entrar nesse ponto, afinal, ela mal conhecia Killian. E ainda assim está indo morar com ele, ressaltou mentalmente.

Não havia como escapar daquela conversa, e por mais que sussurrassem, a rua não era um local apropriado para discutir aquilo. – Você saberá na hora certa, Killian – disse encarando-o, com uma mão tocando seu braço. – Preciso que confie em mim, por ora. Além do mais, não vou falar disso aqui – olhou para os lados, visualizando grande número de estranhos. – Alguém pode ouvir. Você entende, não é? – seu tom era grave e sério. Ela esperava que ele não insistisse no assunto.

- Agora, se me permite, preciso voltar para casa e arrumar minhas coisas. Se vou me tornar sua escrava a partir de amanhã, gostaria de algumas horas a sós – completou, exigente.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sab Ago 01, 2015 12:07 pm

Revirei os olhos dramaticamente para ela e seus comentários da minha família que era tudo, menos conservadora. – Claro, claro, minha família não tem muito o que opinar na minha própria casa, e de fato, quem importa são aqueles que você já cansou de ver e conhece muito bem. – Acenei com a cabeça, sabia que ela não me contaria, mas não custava nada tentar buscar um pouco de sinceridade com a loira, mas sabia que um dia ela acabaria contando algo.

Mal podia esperar por esse dia.

- Uhuh...Tenho certeza que esses enfermos podem ser bem perigosos, se conseguirem falar alguma coisa. – Ri um pouco, certo de que ela estava certa, só que contrariar Elizabeth era bem divertido.

- Ótimo Senhorita Castetile, por falar nisso, você é italiana? Bem, nós descendentes de italianos devemos nos unir contra essa força maligna chamada ingleses, então vá buscar suas coisas, o que acredito que não vai demorar muito. O que você precisar você pode me avisar quando chegar em casa, providenciarei o que for necessário para a sua estadia. – Parei um pouco para respirar, e esperar ela responder algo, infelizmente minha cabeça e boca trabalhavam em uma velocidade que era um pouco complicado de impedir que soltasse tudo o que pensava, ri de seu comentário e pisquei para ela. – Longe disso, cientista, se escravos fossem tratados tão bem quanto pretendo, acredito que teria um exercito de boa vontade na minha porta.

Deixei que ela pelo menos achasse que o trabalho seria assim, tão fácil, mas de fato, não seria nada fácil, e eu estava na esperança de que ela não fosse do tipo que desistia fácil, estava apostando naquela mulher, e tinha quase certeza de que não iria me decepcionar. Beijei sua mão e chamei uma carruagem que passava ali perto, entreguei uma quantia razoável e disse para o homem leva-la onde ela mandasse. – Aproveite seu tempo livre, em breve vamos dominar Londres! – Ajudei ela a entrar na carruagem, adorava o fato de que ela nunca parecia gostar desses gestos de cavalheirismo, aquela mulher estava no século errado, sua mente estava anos a frente, arriscava a dizer que eram séculos.

Esse simples elogio a Elizabeth me fez pensar que a loira vivia em um perigo constante, quer ela saiba ou não, ele temia que sua vida não duraria tempo o suficiente para ver sequer um pedaço do futuro, franzi a testa, voltando a andar, indo em direção ao Pandemonium, pessoas inteligentes sempre correriam perigo em sociedades repletas de ignorantes, precisava proteger aquela mente brilhante, mesmo sem ter a certeza do que ela fazia, sabia que era bom o suficiente para atrair os líderes da inquisição, e isso já era desculpa o suficiente para que eu tomasse partido da loira nessa disputa.

Seria uma batalha a mais na guerra contra a Coroa, e o pensamento fez com que um sorriso aparecesse no meu rosto.

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Re: You drew a question mark But you know what I want

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sab Ago 01, 2015 12:08 pm

ENCERRADO

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Re: You drew a question mark But you know what I want

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