Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

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Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Victoria em Dom Jul 12, 2015 7:42 pm



TIPO DA RP: ABERTA


TAGGS: Noite. Baile. Verão.






A noite caia em Londres, e todos pareciam pensar em uma única coisa: festa. Os preparativos de toda a região próxima a casa estava focada apenas no aniversário dos gêmeos de sangue azul, nada melhor do que uma boa dose de requinte para relembrar os velhos tempos onde a nobreza estava a cima de qualquer outro tipo de classe. Ao entrar na casa, você ira se deparar com uma linda recepção regada de luzes e serviçais dispostos a guardar seu casaco, que nessa época do ano o clima é bem agradável a noite, saindo da recepção, você dará de cara com um salão, que geralmente é uma sala de estar grande o suficiente para acolher inúmeras pessoas e permitir que estas dançassem a noite toda se assim quisessem, mais a frente, subindo o ramo de escadas dourado, você poderá ter mais privacidade para conversar, beber entre conhecidos e observar o evento de cima, com a visão privilegiada dos corredores que rodeavam o salão.
Sejam bem vindos e aproveite a noite.


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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Lillith Dell' Aquilla em Seg Jul 13, 2015 10:00 pm

Eu não poderia dizer que estava contente por voltar a Londres, mas ao menos havia encontrado uma distração para não enlouquecer, sim, eu havia encontrado um homem na igreja a alguns dias atrás, e ele foi completamente indiferente a minha presença, nem se quer tentou algo comigo, e honestamente, eu estou sentida.

Na verdade não estava, mas eu deveria estar se fosse uma pessoa normal não é mesmo? E eu as vezes gostava de fingir que era uma mulher jovem e inocente, o que de fato eu era, até a parte do “jovem”. Mas a questão era, eu precisava fazer algo, e então eu acordei cedo e fiz um pequeno passeio pela cidade, que fedia e estava nublada como sempre, honestamente, haviam lugares bem melhores para se viver do que essa cidade. Só porque a rainha vivia ali? Nem ela gostava de ficar lá, era o que mamãe dizia, e de qualquer forma aquela mulher estava ficando velha e maluca.

Só assim para deixar a cidade virar o que ela havia se tornado.

E sabe o que mais me intrigava? Bem, além do fato de que as adoráveis criaturas da noite estavam sendo caçadas, era como se ninguém realmente se importasse com isso, ninguém comentava, ninguém fazia nada quando algum conhecido era capturado e ou até mesmo assassinado a mando da inquisição. Havia algo muito estranho, não era comum, a natureza humana não está acostumada a ver tamanho massacre e ignorar isso como se nada acontecesse, eu esperava uma coalizão contra a inquisição, ou até mesmo tochas e machados a noite para a caçada, qualquer coisa, mas não, depois do primeiro assassinato a céu aberto, todos pareciam ignorar a pilha de corpos próximo ao rio.

Eu queria ver a cidade em chamas, mas parecia que estava calma demais.

Voltando ao foco: eu, passei em uma boutique, fiz algumas comprinhas lá, óleos e perfumes, depois passei em uma loja de tecidos, encomendei um belo vestido lavanda para usar no aniversário dos meus amáveis primos. – Você já ouviu falar dos gêmeos Vastergötland? – Disse para a costureira que tinha sotaque francês falso, ela sorriu concordando, abaixei o tom de voz. – Ouvi boatos de que eles eram filhos de um pecado, os pais deles eram irmãos, acredita? – E meus tios, por sinal... Mas enfim. A moça arregalou os olhos e eu a imitei, inclinando o corpo para perto dela. – Que tipo de sociedade é essa que vivemos hoje? – Perguntou a francesa falsa, acenei para ela, piscando os olhos rápido. – Eu rezo todos os dias pela alma deles desde que soube dessa história.

Provavelmente minha prima terá que procurar outra estilista.

Passei por fim em uma vendinha bem estranha onde uma moça desdentada me ofereceu dez tipos de folhas e raízes, aceitei as que me interessavam e fui para minha casa, ou melhor, a casa de Killian, não queria ficar na asa de minha mãe, ainda mais quando eu pretendia fazer coisas sem a autorização dela, e quer Killian queira ou não, eu estava morando lá.
Tomei banho e quando estava pronta, já havia anoitecido.  Estava vestida de vermelho, e um circulo estava desenhado em minha volta. Peguei o óleo e despejei dentro do recipiente oval, passei o óleo nos meus lábios e então abri o grimório e comecei o ritual.
- Pinho para os espíritos de Saturno, carvalho para os espíritos de Júpiter, cedro para os espíritos de Marte, calêndula para os espíritos do Sol, mirta para os espíritos de Vênus, canfora para os espíritos da Lua. – Deixei de ler o livro e mentalizei o rosto do homem que era minha vitima e cortei meu polegar direito, deixando o sangue descer até a mistura que já estava lá. - CAMIACH, EOMIAHE, EMIAL, MAOBAL, EMOII, ZAZEAN, MAIPHIAT, TENDAC, VULMAH, por meio destas entidades, o sacrifício será aceite pelo meu Mestre. – Abri a gaiola que estava na minha frente e segurei o pequeno filhote de gato na minha frente, sorri para ele e o cortei na barriga, fazendo o sangue escorrer e misturar tudo, era como se estivesse fervendo o recipiente, mas adivinhem? Não havia fogo ali  Puxei os órgãos do animal e enrolei a pequena linha que era suas tripas no meu polegar. – Eu te convoco, eu te chamo, a não encontrar paz onde não ando. – Reptei três vezes e então um vento apagou todas as velas que tinham no meu quarto. Sorri, satisfeita.
- Prontinho! – Falei para a cabeça do gato. – Mal posso esperar para começar a brincar!


*

Depois de alguns dias aquele maldito aniversário chegou, e eu estava novamente entediada. Queria que meu feitiço fizesse efeito, mas não sabia onde encontrar aquele bastardo bonito. Suspirei e desci as escadas da casa de Killian, que estava com uma loira do lado, a medi de cima a baixo. – Eu acho que já te vi em algum lugar. – Sorri para ela, me lembrando. – Mas é claro, você que anda visitando a cama do meu irmão, não é mesmo? – Passei pelo casal e coloquei minhas luvas, erguendo uma das sobrancelhas. – Não machuque o coração do meu irmão, ele é muito sensível, sabe? – Sussurrei para ela, ignorando o fato de que Killian também poderia escutar.

Quando chegamos na festa, que era praticamente do lado de onde Killian morava, eu não pude deixar de notar o quão bonita a casa estava. Quem diria que aquela casa velha ficaria bonita algum dia? Freya tinha o dom para decoração, e pobre Max, deve estar falido.

Bebi da primeira coisa que me ofereceram, e revirei os olhos, Freya deve ter escolhido as bebidas. Maximillien já foi melhor em relação as liberdades que dava aquela garota. Respirei fundo e tentei controlar meus pensamentos maldosos, eu não tinha nada contra Freya, para ser bem honesta até achava que ela era engraçadinha, um pouco maluca na minha opinião mas quem podia julga-la? Cada Vastergötland nasceu com um tipo de maldição, e sorte a minha ser metade da família.
Eles não tinham outros laços familiares para fugir.

Mas eu bem que podia ajudar Freya... Sorri sozinha puxei o meu anel e abri o pequeno relicário ali dentro, acenei, avistando a princesa chegando com seu vestido brilhante, . - Como você está linda Freya! - Saudei a morena. - Costureira nova? Bem, meus parabéns pela festa e por mais um ano de vida. Peguei uma taça e ofereci a Freya, deixando o pózinho que eu modestamente chamava de mágico. - Um brinde a família! - Quando ela bebeu eu sorri e a deixei, pronta para ver a diversão começar. Vi Maximillien se aproximando e acenei para ele, saindo discretamente da cena.

Havia feito o maior favor da vida daquela maluca ao deixa-lá mais, como poderia descrever a reação de ser enfeitiçado? Alegrinha? Animadinha? Sendo ela mesma? Bem, pouco importa, ela sempre ficava bêbada fácil, não será uma surpresa.

Estava ocupada demais pensando no bem estar da minha família que não senti na hora, mas quando eu senti meu polegar latejar, mordi o lábio inferior, procurando quem eu queria ver. Mas para minha surpresa, não o via em lugar algum. Girei o meu corpo para olhar todos os cantos, quando o avistei. Ele não parecia estar feliz, mas eu estava começando a acreditar que ele tinha aquela expressão vinte quatro horas por dia, fui até uma pessoa qualquer e a cumprimentei, então fui até um dos cantos do salão, fazendo questão de substituir a minha taça vazia por uma nova. Sorri para o moreno, inocentemente. - Veio verificar se eu vou incendiar mais algum lugar, Sr Charles? - Inclinei a cabeça para o lado, deixando alguns cachos caírem também, sabia que esse não era seu nome, e se fosse, não combinava com ele. - Ou é um amante de festas? - O que estava claramente respondido, ele não parecia estar muito contente, parecia mais intrigado, mas ainda sim, não pude deixar de notar sua postura em meio a um evento, ele deixava tudo ainda mais... Divertido.

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Qua Jul 15, 2015 12:28 pm

Depois de alguns contratempos, o Pandemonium estava funcionando bem, com a organização de Max, o dinheiro de Valentin e minha incrível persuasão sobre pessoas, Londres quase estava a salvo de um massacre, o que era uma bela mentira, visto que só conseguíamos salvar a quem via até nos, e como esse lugar era muito bem sigiloso, não era simples mortais que sabiam da existência dele, o que contribuía para que a caça continuasse, mas era como eu sempre dizia: os ricos não se importam com os pobres. Então se a caça se resumisse a caçadas em becos, mansões invalidadas por moradores de rua, ninguém realmente se importaria.

Olhei no relógio e andei pelos corredores da casa, havia comprado uma temporariamente, para fugir dos problemas por pelo menos no meu horário de sono, não tive muito sucesso, pois ninguém menos do que minha irmã caçula estava morando lá, e não, eu não a convidei, não a autorizei a viver ali, nem nada do tipo, ela simplesmente não saia de lá. Maldita família, será que não conseguiria me livrar dos meia irmãos nunca? Bem, poderia ser pior, poderia ser meu irmão mais velho, ai sim, minha vida seria um inferno.

- Finalmente alguém está pronta. – Ergui os olhos para ver Elizabeth aparecer, e ela estava incrível, realmente ainda mais bonita do que seu normal. Sorri para ela. – Valeu a pena à espera, por sinal. – Ergui a mão e a puxei, girando o corpo da loira e observando a loira de todos os ângulos. Beijei a mão dela e pisquei, deixado a minha falsa postura de homem educado, a puxando próximo a mim, deslizei a minha mão para a sua cintura, fazendo com que os corpos ficassem juntos e a beijei, era meio estranho o fato de que as vezes nos beijávamos, e fazíamos sexo também, e também fazia ela examinar corpos em decomposição e a escavar buracos. Se fosse pensar bem, essa era uma relação bem complexa e de vários níveis, mas parecia que tudo estava indo bem, eu acho. – Você não está nada mal.

Suspirei e olhei para a ruiva descendo as escadas, o diabo, ou melhor, minha irmãzinha estava linda também, de uma forma bem assustadora ela conseguia ser bonita, mas ela não me enganava quando fazia aquela carinha de criança inocente. – Por que você não vai na frente e para de falar? – Disse dando um leve empurrão em Lillith quando ela cochichou com Elizabeth. – Você é muito audaciosa para alguém que mora em uma casa de favor Lilly. Comporte-se, pelo amor de Deus, se é que ele vale alguma coisa para você. - Eu conhecia minha família o suficiente para duvidar de qualquer crenças que eles tivessem - Elizabeth é minha convidada e você não tem moral alguma para falar com ela dessa maneira . - Revirei os olhos. – Não discuta comigo meu anjo, vamos logo. – Estendi meu braço para Elizabeth e então partimos para a bendita festa.

Chegando lá, eu não me surpreendi, pois havia trabalhado naquela casa todos os dias, a decoração estava bonita e o lugar estava praticamente lotado de gente até o teto. Me perguntei se todas aquelas pessoas conheciam eles mesmo. Sorri para Freya que estava olhando para minha irmã de forma estranha, o que era bem esquisito, mas tentei pensar que essa era a reação que 100% das pessoas tinham quando ficavam perto daquela ruiva, Max se aproximou também. – Se eu despejar minha irmã aqui na sua casa, você da um fim nela por mim? – Disse para Max. – Essa garota é louca, e eu achava que Freya era louca. – Sorri para Max que me olhou feio, ah, o ciúmes de irmão... Não sei nem como é isso. Nos afastamos de Freya e eu a vi conversar com um ruivo, familiar até, franzi a testa e fiz uma anotação mental de pesquisar sobre a vida desse indivíduo mais tarde. Quem sabe ele é um homem rico? Se for, Freya podia se casar com ele agora mesmo. Ri comigo mesmo, que exagero, eles estavam apenas conversando. Porém não é do feitio dela sorrir tanto como estava naquele momento. – Por que essa cara, Máxi? Deixe Freya se divertir, um dia isso aconteceria. Na verdade, ela meio que demorou, não é? Dessa vez eu falei serio. – Ela não vai ser sua para sempre, comece a aceitar isso desde já. – Sorri para Elizabeth que acenou, parecendo ter o mesmo ponto de vista que o meu, ou ela estava apenas interessada a fazer outra coisa, resolvi realmente sair dali e procurar algo para distração. – Bem, a festa está ótima, espero que não tenha falido depois de hoje.

Não esperei a resposta do moreno, puxei Elizabeth para ir até o salão, depois de nós dois bebermos, é claro, acho que ninguém dançaria em uma festa sem estar devidamente embriagado. – Você está muito séria hoje, loira. – Falou a puxando para o centro do salão, onde uma música qualquer tocava. – Já está pensado em desistir do seu novo trabalho?
Eu esperava que fosse qualquer outra coisa, menos isso. Por que honestamente, eu já estava me acostumando com a presença dela em quase todos os lugares que eu ia.


Última edição por Killian Dell' Aquilla em Sab Ago 01, 2015 3:14 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Elizabeth Castetile em Sab Jul 18, 2015 8:32 pm

Por mais estranho que aquilo pudesse parecer, ela estava morando com Killian. A relação dos dois era um tanto estranha, até mesmo para ela, que estava acostumada a se relacionar com homens sem se aproximar tanto. A intimidade tendia a acabar com qualquer sentimento que pudesse existir entre duas pessoas, mas Lizzie estava crente que não sentia nada por Killian, nem ele por ela, e isso mantinha os dois mais ou menos saudáveis. Pular para a cama um do outro durante as noites não significava absolutamente nada.

Estava se acostumando com a rotina da mansão também e já não se importava tanto com os comentários maldosos de Freya. Ela sabia muito bem que Elizabeth não era um exemplo de dama; não adiantaria nada ficar julgando. Os demais membros da família Dell Aquilla raramente apareciam na mansão às margens do Tâmisa. Vivendo com Killian, Eliza teve certeza de que ele era a ovelha negra da família.

Mas logo quando ela pensava que seria a única mulher na mansão, foi apresentada à adorável senhorita Lillith. A garota não podia ser mais diferente de Killian na aparência, mas ele jurava que eram irmãos. Lizzie não questionava esse fato, mas também mantinha-se longe da jovem; para todos os efeitos era só mais uma funcionária do Sr. Dell Aquilla e nada além disso. Não queria ouvir comentários maldosos da boca de Lilly, como Killian gostava de se referir à garota, mas esse parecia um apelido muito delicado para uma pessoa tão espinhenta.

Estavam saindo para a festa de aniversário dos gêmeos naquele fim de tarde; Lizzie aguardava na base da escada quando foi surpreendida por Killian, que imediatamente passou a provocá-la com suas mãos habilidosas. Elizabeth ainda não estava completamente acostumada com aquilo, mas não podia dizer que detestava; estava longe disso, na verdade. Sorriu quando ele a elogiou, erguendo as sobrancelhas com a surpresa. – Você também me parece decente. – respondeu, analisando o terno bem recortado.

E foi bem aí que entrou a irmãzinha querida. Não demorou muito para que ela mostrasse as garrinhas.

- E seu irmão acaso tem coração? – perguntou indignada, após o comentário da garota. Não queria magoar Killian, e sabia que ele perceberia sua ironia, mas queria, e muito, irritar a pequenina ruiva. O moreno ainda tentou apaziguar a situação, repreendendo a irmã. Elizabeth revirou os olhos. – Não precisa me defender. Eu me viro sozinha. – disse a ele, seguindo Lillith para a festa.

O local estava realmente fabuloso, mas ela não esperava menos de alguém como Freya. Sentia-se completamente à vontade na casa da amiga, e não demorou a correr para abraçá-la. A morena trazia uma taça de champanhe na mão já, e estava ruborizada, ainda que não estivesse completamente embriagada. Eliza encarou Max, que parecia sério demais para alguém que estava comemorando o próprio aniversário. – Comporte-se – ela sussurrou no ouvido da melhor amiga. – Parabéns, aliás; acho que gostaria de saber que não parece nem um pouco mais velha – beijou seu rosto, dirigindo-se ao irmão gêmeo. Desde que se mudara para a casa de Killian, ela meio que tinha cortado relações com Max, sendo que se viam com pouca frequência.

- Por que essa cara, Max? Aproveita sua festa! – disse, abraçando-o. – Feliz aniversário. Depositou um beijo casto na bochecha do moreno, sabendo que Killian estaria observando-a. Só não sabia porque se importava tanto com isso. Há uma semana, não faria a mínima diferença.

– Muito bem, passemos às bebidas! Caminhou em direção a um dos garçons, conseguindo sua própria taça de champanhe, e aproveitando para pegar uma para Killian também, que ela diligentemente lhe ofereceu, assim que ele se afastou dos gêmeos. – Estou me saindo uma ótima empregada, ein? – perguntou, tomando um pequeno gole da bebida. Não queria ir rápido demais.

Logo começou a tocar uma valsa lenta, a qual Elizabeth se obrigou a dançar quando Killian a puxou para o centro da sala dos Vastergötland. Posicionou uma das mãos em seu ombro, enquanto ele a puxava contra si, de forma não tão adequada ao ambiente. – Estou sim. Não vejo a hora de me livrar de você, Sr. Dell Aquilla. É um patrão muito exigente, tem de admitir – falou, sorrindo, encostando o rosto contra o de Killian. – Eu estava prestes a lhe fazer a mesma pergunta... Estou fazendo um bom trabalho?

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Freya Västergötland em Seg Jul 20, 2015 7:20 pm

Freya estava contando os minutos para a festa ficar pronta, a dois dias sentia uma sensação no estômago, uma ansiedade absurda que não passava, na verdade, só aumentava. Era como se aquele dia fosse o mais importante da vida dela, o que de fato, era mesmo, era o seu aniversário e o aniversario da pessoa que mais amava no mundo todo, Max. Estava tão feliz por poder comemorar que mal notava que continuava sendo sondada, algo nas sombras a vigiava e ela sabia disso, mas ignorava completamente pois estava ocupada, e ela fazia isso de propósito, por mais que não quisesse admitir, ela estava começando a ouvir vozes, vozes que chamavam por ela, vozes que não pareciam ter boas intenções. “Não vou deixar que vocês arruinem tudo... “Murmurava para si mesma antes de dormir, fingindo que nada poderia atingi-la.

Quando o dia finalmente chegou, Freya desceu as escadas saltitante e sorrindo para todos os empregados, quando viu seu irmão, escondeu a caixa vermelha colocando as mãos para trás, e como uma criança, sorriu para ele na expectativa. – Feliz aniversário! – Entregou a caixa e esperou que ele abrisse o relógio de bolso, feito de prata pura, na parte de dentro escrito uma frase em latim “Sine Qual Non”, e as iniciais de ambos.

- Para você sempre saber a importância que tem para mim. – Sorriu para o irmão, o abraçando, deixou um beijo no canto da boca dele e saiu, sentindo as bochechas queimarem. Respirou fundo e procurou mentalizar suas prioridades. Precisava buscar seu vestido, afinal, sua costureira pareceu estar ocupada demais para mais um vestido, então preferiu encomendar um já pronto da França, deixando apenas alguns ajustes na cintura de ultima hora.

Quando tudo estava pronto, ela esperou que a casa estivesse já abarrotada de convidados para aparecer, junto de seu irmão, foi uma bela entrada, receberam aplausos de pessoas conhecidas, e algumas também não muito conhecidas, alguns até mesmo estranhos, amigos de Max provavelmente.

Cumprimentou algumas pessoas até que vou na sua frente cabelos ruivos e um olhar de cobra. – Oh, você veio Lilly. Hum... Obrigada. – Deu um sorriso forçado e aceitou a taça de bom grado, sabendo que seu comentário referente a costureira não era a toa. Bastarda! Um brinde a essa fantástica família que nós somos.

Quando ela saiu, Freya franziu a testa e bebeu mais da sua taça. – Criatura estranha... – Sussurrou para si mesma.

Quando viu Elizabeth, Freya soltou uma gritinho de comemoração e a abraçou forte, sorrindo de orelha a orelha. Riu para a loira e colocou a mão no peito, fingindo estar ofendida. – E quando eu não me comporto? – Sorriu novamente para a loira. – Obrigada por dizer isso, estava começando a me preocupar em ter que te sobrecarregar ao pedir que faça experimentos estéticos em mim. – Continuou andando pela festa, começando a sentir um pouco de calor, e uma sensação de que as luzes estavam mais forte do que o planejado. Viu seu irmão e piscou algumas vezes, desviando o olhar, olhou novamente para ele e sentiu uma coisa incomum, uma sensação que não parecia certa, e ao ver a forma como ela observava, não apenas como a olhava, mas também como a tratava, como se fosse uma garota, desviou o olhar dessa vez com raiva, o por que ela não sabia. Ou até sabia, mas não iria admitir para si mesma.

Foi quando se deparou com um muro escocês, Freya encarou o peito do homem, já sabendo quem era antes mesmo de ver o rosto de Anthony, então subiu os olhos, dando de cara com o charmoso rosto do ruivo, que só para variar, estava mantendo seu sorriso maldoso. – Você é sempre assim? – Disse Freya franzindo a testa. – Por um acaso fica com essa expressão presunçosa vinte quatro horas por dia?

Passou a se mover lentamente, ouvindo o comentário dele, rondou o homem o analisando, tinha alguma coisa muito estranha nele, u seria ela que estava estranha? Ou talvez por que sempre fazia comentários desagradáveis e constrangedores que aos olhos de Freya, deveria ser bem repreensível conversar com ele, Max ficaria muito zangado com ela, e esse pensamento a fez continuar ali, retrucando o ruivo. Começou a caminhar, sendo acompanhada pelo ruivo, para onde ela estava indo? Pouco importava, contanto que a levasse a algum lugar.

Freya não estava nada bem. Sorriu consigo mesma, sentindo que seu corpo estava mais leve. – Agora me conte, Anthony, o que trouxe para mim hoje? – Riu para o moço, sendo bem desagradável a perguntar sobre seu presente, mas para ser bem sincera, ela não estava muito interessada por bens materiais naquele momento, ela já acreditava ter tudo o que o dinheiro podia comprar. - Me desculpe, na verdade não... Enfim. - Deu de ombros. - É até bom que tenha vindo, já estava me esquecendo da sua existência, muito agitada a vida de assassino de monstros?

Eles param próximo ao corredor, ficando em uma área mais tranquila, menos movimentada e que Freya mal percebeu, mas fora ela mesma que os conduziu até lá, tentou continuar a andar, tentando desfazer o caminho que acabou de fazer, quando sentiu que Anthony a bloqueava, sentiu uma pontinha de desespero, então tomou o ultimo gole da taça que sua prima ofereceu e deixou em um canto qualquer. Sentia que olhos a seguiam, mas a essa não sabia distinguir ao certo o que era realidade e o que era irreal.

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Eleanor Shaw em Qua Jul 22, 2015 9:40 pm

Eu estava farta de ser mediadora entre minha família, mas sabia que as brigas não teriam um fim nunca se eu não interferisse, suspirei enquanto carregava meu vestido escada acima, minhas irmãs bateram a porta simultaneamente, me deixando no corredor encarando as paredes que envolviam as portas dos quartos que cada uma de nós tínhamos, por sorte, o meu ficava no meio.

Entrei no meu quarto e me arrumei para o baile dos irmãos Vastergötland, eram de família real, portanto se você foi convidado, você era importante! Como não possuíamos um titulo, mas sim muito dinheiro, estávamos na lista, as pessoas eram de fato muito gananciosas naquela cidade, e me atrevia dizer que o resto do mundo também não era nada diferente dessa cidade nublada.

Já estava quase atrasada, mas estava tendo problemas com o meu cabelo, achei melhor chamar uma das empregadas para me ajudar quando naquele mesmo instante Ed se materializou no meu quarto, sorri para ela, franzindo a testa no mesmo instante. – Está se sentindo bem? – Seus olhos que pareciam estar desfocados, tomaram cor e ela sorriu de volta. Era engraçado o fato de que éramos idênticas, mas mesmo assim, ela me parecia muito mais frágil que eu, ela sempre tinha as bochechas mais empalecidas e os olhos tristes, o primeiro caso eu sabia o porquê, mas o segundo, bem... O segundo também, não era nada fácil lidar com a culpa de algo que não havia feito.

Que bom que veio, não consigo prender meu cabelo, e que tipo de dama seria se não preservasse minhas madeixas? – Ed revirou os olhos diante de tanto puritanismo e eu também ri. Segurei a sua mão e a apertei suavemente.  – Não ligue para o que ela fala, você sabe que ela só tem espaço para um sentimento naquele coração, quem sabe um dia ela descubra que existe espaço para outras inúmeras coisas. – Sorri pelo espelho para a minha cópia e ela me ajudou a finalizar o penteado. Quando terminamos, fomos até a entrada da casa, recebendo todas as recomendações possíveis de papai, e outras inconvenientes de nossa governanta, que mais parecia uma mãe “encontrem maridos bonitos e que possam lhe dar lindos bebês!” Se de fato encontrasse alguém que me notasse, já estaria mais do que satisfeita.

Nossa casa ficava um pouco longe da mansão em que ocorreria a festa, o que nos rendeu um belo tempo para conversar, tentei a todo custo fazer com que Edwiges sorrisse para mim, mas não por educação, e sim do fundo de seu coração. Ela sempre parecia ser excluída de todos os prazeres da vida, houve um tempo em que eu a culpava em segredo também por ser privada de uma vida normal, mas eu sentia que meu coração estava ligado ao dela, assim como o de nossa outra irmã, e então porque eu era a única que tentava nos manter unidas? Será que só eu sentia isso? Ou eu estava sendo exagerada?

- Mal posso esperar para ir a uma festa de verdade! Sem ninguém para nos impor limites ou nos dizer que está na hora de ir para casa! – Sussurrei enquanto descíamos da carruagem. Mas eu sabia que mesmo sem ninguém para me regrar, eu iria acabar me preocupando com Edwiges e iriamos embora cedo demais. Olhei minha irmã e ela novamente parecia distante, franzi a testa. – Por que você está estranha? Por Deus, Ed se achar que é melhor irmos embora, nós vamos agora mesmo! – Disse segurando seu braço, tentei relaxar e fingir que não estava acontecendo nada, que minha irmã não parecia estar em uma nuvem de sonho, tentei não rir de seus comentários sobre meu exagero e revirei os olhos, entrando no enorme salão onde uma festa diferente de tudo o que eu estava acostumada ocorria, sorri encantada com tudo aquilo, todo aquele glamour. Realmente, a realeza sabia se divertir.

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Edwiges Shaw em Qua Jul 22, 2015 10:17 pm

E o dia realmente chegara. Desde que o convite acetinado havia sido entregue a nossa governanta, a data do aniversário dos gêmeos, estava paraindo no ar, como uma espada pronta para me degolar. Todos os dias eu tentava me acalmar dizendo que faltava um mês, três semanas, duas semanas um dia. Até que ele chegou sorrateiramente, fazendo com que meu coração apertasse.

Eu sabia que era injusto. Afinal, as emoções de Ele e Eva estavam a flor da pele pelo acontecimento, e elas mereciam um pouco de diversão, mas seus sentimentos eram tão efusivos que me deixavam enjoada e um pouco nauseada. Mas era uma sensação especialmente boa. O problema era sentir isso dos mais de duzentos convidados de Freya e Max.
Tentei me convencer de que eu podia lidar com aquilo. Eu podia lidar com todos aqueles sentimentos sem dar um ataque de pânico e envergonhar minha família e minhas irmãs. E não teria a menor necessidade de ceder ao ópio que jazia escondido na minha gaveta de fitas de cetim.

Mas então, o dia chegou Eleonor e Eva estavam tão empolgadas que eu percebi que não importava o fato de ficar completamente alheia e parecendo uma maluca, a única coisa que importava era que elas se divertissem. Porém, na manhã daquele dia Eva havia tido a cortesia de me lembrar quantas vezes eu tinha estragado tudo, e que graças a mim elas tinham perdido muito mais do que apenas nossa mãe.

Sinceramente, suas respostas magoavam. Mas não tanto quando o ódio que eu sentia sair dela com tanta força que quase sufocava. Decidi que não tomaria ópio, e iria me controlar, até que senti um certo tipo de frustração do quarto ao lado, e eu senti que Ele estava tendo problemas com seus cabelos novamente.

Entrei no seu quarto silenciosamente, e percebi que estava certa. Seus cabelos finos demais para ficarem presos caiam pelas costas, e ela odiava que eles ficassem tão livres e voluntariosos. – Estou ótima. – Assegurei com a voz fraca, me sentindo um tanto doente com a ansiedade. Enquanto arrumava os cabelos de Ele fiquei pensando no que Eva havia dito, e chame de sexto sentido ou conexão de trigêmeas, mas Ele sacou na hora o que estava pensando. – Um dia, espero que nossa irmã seja tão boa quanto você é, Elle.. – Disse com carinho, embora eu duvidasse sinceramente, já que Eva era do tipo que não mudava pra melhor.

Assim que terminei com os cabelos de Eleonor percebi que não. Não seria possível.l Eu estava me enganando e eu não poderia destruir a noite de Ele dessa forma. Eva podia ser malvada o quanto quisesse, mas ela tinha razão ao dizer que eu havia estragado noites demais para nossa família e essa não seria uma delas.

Fui para o quarto e acendi o cachimbo de ópio e imediatamente senti meus sentidos ficarem dormentes. Eu podia sentir tudo e nada ao mesmo tempo. Era libertador, e assustador. A única duvida era, se seria o suficiente para que a noite não se tornasse uma tragédia completa e Ele e Eva conseguisse sim, homem lindos que lhes dessem lindos bebês como nossa governanta orientara.

Como sempre acontecia quando eu estava drogada, eu podia sentir cada célula do meu corpo, ouvindo as palavras de Ele como se se misturassem ao som da carruagem e aos barulhos do lado de fora, a única coisa que eu ouvia eram as batidas do meu coração coração, e cada respiração, e eu sentia cada gotícula de suor gelado que começavam a se formar em minha testa.  – Estou muito ansiosa para a festa! Vai ser tãããão divertido! – Disse rindo sozinha, achando graça do próprio som da minha voz, que para mim parecia estar em câmera lenta. – Não! Não vamos voltar! – Disse tentado falar normalmente. -  Eu quero ir ver os Vasterssgowtleend. – Disse por fim, sem conseguir parar de rir. – Céus! Que nome é esse? – Disse pensativa, me recompondo.

Quando chegamos na mansão dos gêmeos, eu podia dizer que estava me sentindo leve como passarinho. Mas a gravidade não concordou comigo e eu trocei ao sair da carruagem, ficando de quatro no chão. – Xiiiiiii sr. Vastersgowtleend! Assim não. – Repreendi a um sr. Vastergötland, imaginário e então percebi que Eva e Ele já estavam lá dentro, e eu tive que correr para acompanhar.

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Eleanor Shaw em Qua Jul 22, 2015 10:52 pm

Franzi a testa para a forma como ela falava, estranho. Ri de seu comentário sobre os anfitriões. – Sim, o nome deles é bem estranho, acho que veio de uma ilha da Suíça, foi o que me falaram a alguns tempos... E os pais deles são irmãos, acreditam que é isso que estavam falando hoje na costureira? – Disse respirando fundo, ansiosa pela festa, o que acontecia lá, e também preocupada se ela iria se enroscar na barra do vestido ou algo assim, quem sabe ela cai e machuca o rosto, e dito e feito... Por que diabos ela estava assim?

Vai ser bem divertido, mas tentem não sumir, nós temos que voltar no horário certo, papai ficará furioso se não chegarmos no horário certo... – Olhei para os lados e não vi Edwiges. - Cuidado! Cuidado! – Disse voltando para trás e ajudando ela a se recobrar, Eva pareceu sentir nojo de nós, revirei os olhos. – Não faça isso, devemos ficar juntas!

Me sentia maluca antes mesmo de começar a festa, que maravilha.

Você bebeu alguma coisa antes de sairmos de casa?  - Depois de alguns segundos eu senti meu rosto ficar vermelho, mas ri do jeito como ela estava. – Por favor, tenha cuidado Ed, prometa que não irá cair e eu vou te soltar. Ótimo, não.. Não, não caia outra vez! – Disse segurando ela novamente, pois seu corpo estava tombando próximo as escadas, algumas pessoas pareceram nos observar e eu entrei em desespero.

Não sabia lidar muito bem quando o assunto era atenção. Então me foquei em chegar até a festa com três irmãs, e não com a falta de uma. – Pare de falar o nome do dono da festa, ele está próximo de nós. – Sorri para algumas pessoas que pareciam nos conhecer, como? Não fazia a menor ideia, mas continuei meu trajeto pela festa, quando eu vi uma taça ser oferecida a Ed. Se ela já estava desastrada demais sem álcool, imagine com a ajuda dele. Eu por outro lado, precisava de qualquer coisa que me fizesse a relaxar, e tentar não voltar para casa com minhas irmãs amarradas na carruagem. Agi mais rápido que ela, o que honestamente, não foi difícil, e peguei a bebida antes dela, por sorte era a última da bandeja do garçom, encarei minha irmã e pensei em alguma coisa rápido. – Sede! Estou com bastante... Sede. – Disse dando dois goles grandes na bebida, senti minha garganta arder e pisquei algumas vezes, tentando não tossir e passar por constrangimento.

Não beba isso, está horrível irmã. – Sorri amarelo para ela, algumas pessoas pareciam nos encarar de forma aberta, talvez nunca haviam visto trigêmeas em um lugar só, por mais que morássemos aqui nessa cidade, nós nunca saiamos de casa, então sim, eramos novidade, e talvez um trio de aberrações, então sim, era melhor não deixar álcool perto de Ed. – Na verdade, acho que apenas a água deve estar boa aqui.

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Anthony Chevalier em Sab Jul 25, 2015 8:00 pm

Anthony sempre fora afeiçoado a qualquer tipo de festa, ainda mais aquelas que tinham bebida de graça. Quando ainda morava na Escócia, com seus pais, costumava entrar de penetra nas comemorações mais refinadas, deixando Aimée e Christian se fartarem com os banquetes de sobras enquanto ele e Charlotte, sua irmã mais nova, procuravam algo de interessante dentre os poucos ricos escoceses. Era óbvio que a irmã se jogava nos velhotes que não tinham nem mais três anos de vida. Era esperta, mas Anthony era muito mais. Agora, em Londres, parecia que o ciclo estava se repetindo incessantemente. Nunca foi um dos detetives mais influentes da cidade, obviamente, mas entrar de penetra não era tão difícil quanto pregavam em todos os convites, e aquele tipo de evento era essencial, se fosse querer subir na vida da forma que desejava. Por isso, ele aceitou o convite de Freya. A primeira vez que seria convidado para algo de tal nível – provavelmente o irmão gêmeo da morena não sabia de nada disso, ou iria chiar como uma verdadeira velha se soubesse, julgando pelo breve encontro dos dois no casamento de Gaspard. Não importava, realmente. Maximillien nunca foi seu objetivo final, era apenas um meio de conseguir o que desejava, poder. Usar Freya e o gêmeo para consegui-los parecia meramente lógico, e por mais que não se sentisse como um homem de negócios como o alto escalão de Londres, Anthony tinha, sim, seus truques, seus flertes, seus blefes, principalmente.

Quando saiu de casa naquela tarde, os rumores já tinham se espalhado. Algo o dizia que tinham começado por meio de uma costureira e Anthony riu ao imaginar se era verdade ou não. A maior parte de Londres não sabia da procedência dos Västergötland, mas serem fruto de incesto... Não parecia certo. Negou, pegando uma diligência para que não chegasse a festa mais suado do que planejava. Queria impressionar a aniversariante, afinal de contas, e mesmo que ela provavelmente fosse adorar um visual mais rústico, ele seria mal visto pelo restante dos convidados, e isso era tudo que ele menos desejava. Estava indo para aquela festa não só para tê-la em suas mãos, controla-la como bem entendia, mas para formar laços de contatos. Contatos imprescindíveis, se fosse querer Londres aos seus pés. Negou lentamente, tratando de sorrir presunçosamente para as damas que cruzavam seu olhar enquanto passava pela melhor parte de Londres. O que os olhos não viam, o coração não sente, segundo sua mãe, mas era óbvio que seu coração ficava cada vez mais atrofiado quando Christian chegava tarde da noite, com cheiro de outra mulher em casa. Não importava, repetiu para si mesmo. Anthony tinha que manter o foco, ou não conseguiria fazer nada do que tinha planejado. Bufou por fim, saindo da carruagem com a imponência que sua altura e o nome de solteira de sua mãe o deram. Ninguém sabia quem era Anthony Stark, apenas o Chevalier, neto do duque de Paris, provavelmente o homem mais rico de toda a França.

Assim que conseguiu entrar, mostrando o convite, sabia que ser penetra naquela festa seria virtualmente impossível. Aparentemente Maximillien reforçara a segurança, mais do que o esperado para um nobre do seu escalão, e aquilo apenas funcionou como uma pulga atrás da orelha do ruivo. Ele não queria que alguém visse algo. Infelizmente, Freya o convidara, e ele sabia que tinha algo errado com aqueles dois. Descobrir seria fácil tão logo encontrasse a dama que o convidou, para início de conversa. Horas provavelmente se passaram, e não encontrou a morena. Era evidente que ele estava se divertindo com o restante das convidadas em um canto escuro da mansão -- provando de cada aroma, cada sabor que tinham a oferecer --, mas captou, depois de algum tempo, o reflexo em um dos espelhos bem postos a cabeleira negra. Não podia deixar de ignorar a dama que estava recebendo seu tratamento especial na região do colo para se levantar e secar a boca com uma maestria impecavelmente selvagem. Tinha encontrado sua presa, e ela sequer parecia ter percebido seu olhar sobre ela até esbarrar nele. Quando levantou os olhos, ele não conseguiu conter o sorriso, tampouco deixar de tombar a cabeça levemente para o lado, como se estivesse lidando com uma criança. De certa forma, realmente estava. Uma pena que nunca foi um homem que se dava bem com pirralhos, por isso ignorou os pensamentos, preferindo responder a dama a sua frente.

“Só quando tenho que olhar de forma superior para você, Freya.” Deu de ombros, mas se ela reparasse em seus olhos, não veria um pingo de brincadeira em suas palavras. Irritá-la era quase um esporte para ele, mas se fosse completamente sincero consigo mesmo, havia algo a mais para que ele se sentisse no dever de jogar aquela mulher contra a parede – fora seus interesses particulares, decerto. Passou a caminhar para fora do tumulto. Não queria olhares nos dois quando ele começasse a despi-la daquelas malditas roupas e tivesse uma carta na manga para conseguir o que realmente desejava dela e do irmão. Assim que se viu em um lugar mais calmo, próximo a um corredor de portas fechadas e deserto, sabia que era o momento dele atacar, mas a mulher parecia mais alegre do que ele esperava. A festa tinha começado há algum tempo, afinal, e nunca a tinha visto bebendo uma taça de vinho que fosse. Seja lá o que tinham dado para a morena, fora forte o suficiente para que ela aceitasse ir a um lugar completamente vazio com um estranho. Não seria ele quem iria reclamar, entretanto. Abriu um meio sorriso, encarando a morena por tempo suficiente para pensar. Não tinha trago nada para ela, mas algo o dizia que não era muito importante o fato de ele ser bem próximo da plebe, naquele momento.
Encurralou a morena, não deixando sequer uma saída se fosse mudar de ideia. Não conteve uma das sobrancelhas no ato de se levantar, decerto incrédulo acerca da última frase da morena. “Acho que meus sentimentos foram pisados. Vai ter que remenda-los.” Debochou, mas estava tão próximo dela que ela provavelmente sequer o escutaria. Conseguia escutar os batimentos cardíacos e a pressão incomum que ela emanava. Se se concentrasse mais, poderia até mesmo sentir o cheiro do desejo exalando de seus poros de uma forma nada sutil. Anthony sorriu, uma mão espalmada na parede atrás de Freya, a outra se certificando de que ela não fugisse – seria uma surpresa pra ele se ela o fizesse, e ele não era um grande fã de surpresas. Por alguns segundos, simplesmente encarou a mulher, buscando qualquer traço de que ela não queria aquilo. Mesmo que não quisesse, se tinha sido burra o suficiente para se deixar levar a um lugar desértico com alguém que facilmente poderia quebra-la, não havia muito o que pudesse fazer em sua defesa. Não esperou uma resposta definitiva, entretanto.

Não queria esperar pela permissão dela. Não iria. Assim que sua paciência se esgotou, Anthony deu um novo objetivo para a mão que estava livre, longe da parede. Tratou de apertar levemente o pescoço de Freya antes de aproximar-se mais ainda da mulher. “Você nem sabe como.” Permitiu-se rir baixo, antes de tomar a mulher em um beijo mais do que rústico. Não conseguia ser minimamente delicado, mesmo que soubesse que o corpo de Freya não estava acostumado a isso. Que ela se acostumasse com o seu ritmo. A boca, depois de alguns minutos, ocupou-se em provocar manchar mais do que roxas no pescoço, e ele sentia que a pele fina não iria aguentar por muito mais tempo, se continuasse a trabalhar naquela região em especial, portanto se ocupou mais na região do colo, as mãos eficazes trabalhando em tirar aquele maldito espartilho, mas alguma coisa foi mais forte. Talvez tivesse sentido que estava sendo observado em seu ato enquanto escutava os gemidos mal contidos da dama, mas ignorou a sensação, até ser jogado para longe da mulher e dar de cara com o seu maldito gêmeo.

Anthony Franziu o cenho por alguns segundos, mas tão logo percebeu que era Maximillien, desfez a expressão, formulando um meio sorriso debochado. O que o moreno iria fazer consigo? Duvidava que o vencesse em um combate de esgrima pela honra da irmã, mas suspeitava que ele não queria esse tipo de publicidade para a Santa Västergötland. Fez uma reverência para Maximillien, e voltou seu olhar para Freya mais uma vez, sorrindo com as marcas que tinha deixado na pele da dama. Não conseguiu deixar de voltar a olhar para o moreno, dessa vez, que parecia incrédulo com a situação pela qual a irmã estava passando, mas Anthony poderia ver algo mais além da incredulidade. Ciúmes, talvez um pouco de inveja de Anthony por ter quase deflorado a irmãzinha. “No caso de estar se perguntando... Máxi.” Seu sorriso se alargou quando o brilho de ódio nos olhos de Maximillien aumentou. “O que eu fiz foi um mero serviço público. Só Deus sabe o quanto sua amada Freya estava precisando de algo assim. Só fiz o favor de dar a ela o que ela queria.” Sorriu, ignorando que a dama estava no mesmo ambiente que eles dois e que ele poderia despertar a cólera do homem tão logo abrisse a boca novamente. “Se não fôssemos tão bruscamente interrompidos, é óbvio... Sua amada perderia a virgindade em um corredor deserto.” Terminou, um sorriso debochado nos lábios enquanto ele levantava os braços em sinal de paz.

Estava furioso com a interrupção do gêmeo, mas não demonstraria. Freya ainda estaria sob sua total influência, era uma mera questão de tempo até que se desse conta disso. E Maximillien também seria facilmente manipulável, tão logo tivesse a irmã consigo. “Sempre um prazer.” Fez uma reverência, aproximando-se de Maximillien e tomando o copo de uísque que ele tinha em mãos. Voltaria para a festa, não fosse o soco desferido pelo Västergötland em sua cara, e Anthony não podia deixar aquela passar.[/color]

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Maximillien Västergötland em Seg Jul 27, 2015 5:08 pm

Ele preferiria que a comemoração dos vinte e cinco anos deles dois fosse algo um pouco menos chamativo, mais íntimo e só para os amigos mais próximos, mas era óbvio que Freya jamais se contentaria com uma festa meia boca. Ela precisava mostrar a todos que os Västergötland ainda tinham importância no cenário social de Londres, e eles realmente tinham, entretanto, a irmã parecia achar que se não fizessem algo grandioso seriam esquecidos. Era evidente que quem pagaria por todas as regalias dadas aos convidados – porque ele fizera de tudo para que sequer um penetra entrasse naquela festa, medidas de segurança, pelo que dissera para a irmã – e talvez não gostasse de gastar a fortuna deixada pelos pais e pela maldita avó em frivolidades como aquela. Se deixava Freya feliz, todavia, Maximillien não podia fazer nada mais além de concordar e sorrir sempre que ela falava do assunto nos jantares, fingindo um interesse que não existia. Tudo o que ele precisava, já tinha ou estava em vias de ter – e isso incluía o Pandemonium e toda a resistência que estava fortalecendo com Killian que, apesar de não ser uma das pessoas mais confiáveis, era o único a quem Max tinha vontade de recorrer, mesmo que tivesse outros primos bem mais interessados no assunto do que ele.

Quando o fatídico dia do aniversário dos dois chegou, Maximillien não desejava acordar tão cedo quanto acordou, mas tinha tido pesadelos durante a noite. Pesadelos que não o traziam bons ventos acerca daquela festa. Pensou em cancelá-la tão logo saiu da cama, vestindo-se adequadamente para tomar um chá da manhã com a irmã, quando avistou o embrulho que tinha posto cuidadosamente em cima de sua escrivaninha. Por um momento, não se lembrou do que era, franzindo o cenho e caminhando até estar perto o suficiente para pegar o objeto em mãos. Um segundo depois, lembrou-se, um sorriso formando-se nos lábios de Maximillien ao imaginar se a irmã gostaria daquilo. Nunca fora um ótimo presenteador, mas tinha pedido, meses atrás, para que fizessem um relicário ovalado, com o brasão da família Västergötland entalhado na parte exterior – um dragão, por mais irônico que aquilo fosse – e o lema da família em latim, “in saecula saeculorum“. Não iria abrir novamente o embrulho, até porque não tinha certeza de conseguiria fechá-lo da forma habilidosa que parecia precisar, mas se abrisse o relicário, encontraria uma foto dos gêmeos, meses antes, posando para uma foto durante o ano novo. Era tudo menos complicado naquela época, não estavam caçando nem ele, nem a irmã.

Suspirou, certo de que tinha que descer logo, ou a própria irmã iria vir ao seu encontro, tão animada que estava com aquele dia. Tentou se convencer de que se ficasse menos tenso por pelo menos um dia, nada demais iria acontecer. Freya ainda continuaria a salvo, e ele continuaria controlando o submundo de Londres como sempre. Assim que desceu as escadas, não demorou muito para Freya segui-lo, parecendo mais radiante a cada passo. Max parou ao pé da escada, incapaz de fazer algo além de encarar a irmã descer delicadamente, com um sorriso de ponta a ponta do rosto. Não pôde deixar de sorrir pela primeira vez naquele dia, talvez contagiado pela alegria da irmã, mesmo que ele mesmo não estivesse muito animado. A irmã o entregou o relógio e Max a abraçou, apertando seu corpo contra o seu e sentindo seu cheiro característico. Algo que o lembrava da casa em que cresceram – bem diferente da mansão onde moravam atualmente. “Feliz aniversário, Freya. Por mais um ano como esse.” O presente dela era muito melhor, mas ele admitia que não pensou muito no que daria a ela. Freya tinha de tudo, até mesmo o seu coração. O que mais poderia dar a uma mulher que tinha tudo?

Um casamento, sua mente observou, e Max negou levemente, tentando tirar aquele pensamento estapafúrdio da cabeça. Freya casada? Ele não sabia se conseguiria suportar vê-la caminhando no altar para uma vida com outro homem, depois de tantos anos sendo ele a pessoa a quem ela mais amava. Ajudou-a a por o cordão que segurava em suas mãos, afastando a cortina negra de sua nuca. Por segundos, sua visão se turvou, e ele não saberia explicar o que aconteceu, mas voltou ao seu estado normal alguns segundos depois, recebendo um beijo de Freya. Arregalou levemente os olhos para a irmã, incerto pelo motivo dela estar fazendo aquilo, mas algo em seu estômago revirou, e Max assentiu quando ela disse que tinha que sair para terminar de organizar tudo. Ele mesmo precisava de algum tempo para pensar no que fizera, no que estava acontecendo com ele. Saiu da mansão, esperando pelo menos um pouco de paz para espairecer, já que a casa dos dois estava entregue a um caos pré-festa.

Pouco tempo depois voltou a mansão, a cabeça mais leve por ter se servido de seu chá habitual – e o dobro de uísque que recomendaria para aquela hora do dia --, arrumando-se rapidamente para seus padrões. Quando terminou, um fraque estava cobrindo seus braços e as roupas de Maximillien estavam impecáveis. De barba feita, cabelo arrumado da forma nobre que era sua marca registrada, calçou as luvas, saindo de seu quarto e esperando a irmã na porta do dela, para que pudessem receber seus convidados da forma que anfitriões como eles deveriam receber. Com classe e sofisticação, obviamente.

Assim que avistou Killian com Elizabeth, reprimiu a vontade de fazer uma careta, mas a loira nunca fora sua, e ele também não estava disponível da forma que ela gostaria, da forma que ela precisaria que estivesse, se quisesse ter algo a mais com ela além de diversão, portanto suspirou, levantando a taça em mãos como se fosse um brinde aos dois de seus convidados mais importantes. Pelo menos os que mais importavam para ele, além de sua co-anfitriã. Lizzie pareceu perceber seu estado, abraçando-o tão apertado que Max poderia jurar que tinha esmagado suas costelas. Aparentemente o treinamento com o primo estava funcionando. Murmurou um agradecimento à mulher, fazendo uma breve reverência antes de sorrir, subitamente mais animado. Podia ver o brilho de felicidade nos olhos de Elizabeth, e, por mais que não acreditasse tanto naquilo quanto deveria, ele queria se convencer de que ainda continuariam se encontrando como amigos, por mais que ela estivesse com o primo, e por mais que ele estivesse com uma maravilhosa dor de cotovelo sobre aquilo tudo.

Seus pensamentos foram interrompidos por Lillith, e revirou os olhos teatralmente. Nunca fora muito próxima da prima, e sabia que ela era o próprio diabo, se convivesse com ele durante mais tempo. Provavelmente não teria o tanto de paciência que Killian parecia ter com a irmã, jogando-a em um sanatório tão logo quanto fosse possível, mas era capaz da ruiva enlouquecer até mesmo os psiquiatras. Tinha o dom para aquilo, afinal de contas. O primo começou a falar, e ele foi incapaz de encará-lo com nada que não fosse desgosto. “Eu daria um jeito de enforca-la tão logo ela entrasse na minha casa para morar, Killian. Sabe tão bem quanto eu que essa menina é o diabo vestido como uma boa moça vitoriana.” Levantou uma das sobrancelhas, tentando fazer com que nem Lizzie ou Freya escutassem a conversa deles, já que Lillith parecia estar mais interessada em caçar a maior quantidade de homens que pudessem cair em sua teia de viúva negra. Pobres coitados. “E ela é família, por mais que seja um estorvo. Não me tentaria, se fosse você, Killian. Lillith não entra nessa casa enquanto eu estiver vivo.” Afirmou, secamente. Não estava exatamente animado para toda aquela comemoração, só haviam hipócritas dentre seus convidados, mas revirou os olhos tão logo Killian abordou o assunto Freya, que parecia ter se afastado de todos. Deixou-a se divertir por algum tempo. Não queria ser chamado de ditador pela irmã, mas era incapaz de não se sentir preocupado.

A atenção se voltou para Killian tão logo ele começou a falar seriamente com ele, e Maximillien sabia que estava certo, o que era pior do que se estivesse falando por mera brincadeira ou apenas para irritá-lo. Ela tinha vinte e cinco anos. Precisava se casar logo, ou o culparia por não encontrar um marido de renome quando estivesse mais velha, mas ele simplesmente não conseguia pensar naquilo. Não naquela noite. Não com a irmã estando tão radiante e o acompanhando para cumprimentar os convidados que ela mesma tinha chamado. Por um momento, ele pensou que talvez fosse assim, se aquela fosse a festa do casamento deles dois, mas negou tão logo o pensamento veio a sua mente. O que diabos ele estava pensando? Respirou fundo, antes de assentir. “Nunca pensei que ela era minha, Killian, e fico feliz que esteja gostando.” Deu uma batidinha na lateral do braço do primo, afastando-se com a taça de champanhe ainda intocada em suas mãos. Precisaria achar algo forte, não aquela bebida insossa, que não sabia porque custava tão caro. “Com licença.” Pediu, educadamente, deixando que o primo e Elizabeth tivessem a privacidade que desejavam. Não seria ele quem iria impedi-los de ter seja lá o que tinham.

Não se importava, realmente, se fosse completamente sincero consigo mesmo.

Por alguns minutos, a conversa com os convidados o entreteve suficientemente para que ele se esquecesse de Freya. Principalmente a com uma morena de olhos castanhos, com porte nobiliárquico e língua mais afiada do que ele realmente poderia mensurar em palavras – e Maximillien era mais do que versado nelas. Assim que levantou a cabeça, deixando de pensar em si, como estava fazendo há boa meia hora, segundo o relógio novo que Freya o presenteara. A mente então ficou mais clara, e ele se lembrou de que não tinha visto a morena desde que ela se afastara, algum tempo atrás. Afastou-se da morena com quem estava conversando, fazendo questão de se despedir o mais rápido possível, tentando ser educado, mas não tinha certeza se conseguira surtir o efeito desejado. Não o interessava realmente no momento. Tudo o que ele queria era encontrar Freya, e já tinha até mesmo a desculpa para procura-la como um louco. Obviamente não poderia dizer que não queria que ela falasse com nenhum estranho, mas diria que estavam prestes a cortar o bolo de aniversário – essa sempre foi a parte que ela mais gostava, quando pequena. Respirou fundo, olhando por todo o salão a procura da morena.

Demorou para achar o rastro da mulher, mas quando encontrou a irmã, não sabia se deveria realmente tê-la encontrado. A cena era repugnante. Vê-la se entregando daquela forma a um desconhecido – não, não era um desconhecido, e Max sabia disso. Ao cerrar os olhos, lembrou-se de que aquele era o mesmo ruivo da festa de casamento de Valentin Gaspard, e não gostou de ter se lembrado daquilo. Se ele estava ali, e considerando todas as medidas de segurança que Max tinha tomado, Freya o tinha convidado. Não pensou mais a fundo sobre aquilo, puxando o homem pelo ombro para afastá-lo da irmã. Se pudesse, Maximillien o mataria ali mesmo, e sua careta era mais do que raivosa, mas ele preferiu continuar a encarar Freya. O vestido branco desalinhado e a maquiagem borrada. Sabia, também, que aquelas manchas em todo o seu colo eram responsabilidade do ruivo, todavia não tinha certeza do que faria. Iria torturar aquele homem, era óbvio. Reuniria alguns dos seguranças contratados e, então, o levaria para uma sala especial dentro do Pandemonium. A cada palavra do plebeu – porque era impossível ser um nobre como ele ou Killian --, entretanto, o desejo de morte nutrido por Maximillien apenas aumentava, e ele tinha certeza de que aquela era a intenção do homem, mas se controlou, ou tentou se controlar, pelo bem da irmã.

O olhar escapava do ruivo para Freya incessantemente, mas assim que o homem deu mais uma olhada maliciosa na irmã e se afastou, fazendo uma reverência debochada e pegando seu copo de uísque, Maximillien simplesmente resmungou um “Foda-se” e foi incapaz de desviar o soco da cara do ruivo. A mão latejava pela força que imprimira, mas não teve tempo o suficiente para sentir o prazer agridoce em socar aquele imbecil, quando sentiu o rosto sofrer com o punho dele, diretamente no seu queixo. A raiva de Maximillien não poderia ser comparada a nenhum outro momento em sua vida. Ele desejava esfolar, quebrar cada osso do corpo daquele mero plebeu e, depois, passar suco de limão ou algum ácido diretamente na carne viva do homem. Vê-lo implorar pela sua vida medíocre e se deliciar ao perceber que a honra da irmã, e a sua própria estavam lavadas, ilibadas. Foram separados, infelizmente, por Killian, que parecia de certa forma deliciado com a cena.

O moreno simplesmente o encarou de cara feia, segurando-se para não gritar com Killian. “Tirem esse filho da puta da minha vista.” Ordenou, percebendo os guardas atrás do primo, dois segurando Anthony. Só precisou olhar uma vez para Killian para que ele percebesse que o ruivo não teria sequer mais um dia de vida. O levariam para Pandemonium, e, depois que Maximillien limpasse a bagunça que a irmã tinha causado, ele mesmo iniciaria os trabalhos com ele. “Não me olhe com essa cara.” Mandou, ignorando o primo. Não era certo matar inocentes, e Pandemonium não servia realmente para torturar pessoas, apenas para proteger os seres sobrenaturais como ele e a irmã, mas não estava pensando direito, e temia que se o primo o desobedecesse, Maximillien não seria o mais complacente.

Desfez-se do aperto de um dos seguranças, voltando seu olhar para a irmã, pela primeira vez mais furioso do que estarrecido. Esperava que Killian estivesse longe, porque ele não iria se conter com a irmã. “Você.” Acusou, mas seu olhar era cansado. Talvez porque soubesse que aquilo iria acontecer, cedo ou tarde. Soltou todo o ar pelas narinas, irritado demais para pensar claramente. Sentia que sua sobrancelha estava empapada de sangue e seu supercílio tinha se aberto com o soco do maldito ruivo, mas não era importante no momento. Ele tinha assuntos mais urgentes a serem lidados. Portanto, ao invés de falar mais alguma coisa, deixou a festa, segurando a irmã gêmea pelo braço. A comemoração tinha acabado, e ele sequer dera seu presente, esquecido dentro do fraque que estava usando.

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Killian Dell' Aquilla em Sab Ago 01, 2015 3:02 pm

- Primeiro você me insulta, e agora quer que eu lhe diga como está se saindo no seu novo trabalho? Por Deus, Elizabeth.- Franzi a testa, pensativo. – Você quer que eu diga a verdade ou uma mentira que acalme seu ego? – Ri da careta que ela fez, que garota mais insolente, sempre perguntando o que não deveria ser perguntado.

Você não está indo nada mal, honestamente Lizzie, é uma ótima funcionaria. Não diria que é a perfeição de funcionaria, pois se fosse não reclamaria nem argumentaria contra as minhas ordens, mas, por hora não será demitida. – A encarei com falso desdém. – Você não quer utilizar disso como uma desculpa para conseguir um aumento, certo? – Ri novamente, me sentia bem na presença da mulher, e por mais que muitas pessoas se perguntassem o que éramos de fato, eu simplesmente ignorava, sabia que as pessoas podiam ser ainda mais cruéis que minha própria irmã, o que era realmente assustador, mas eu não era conhecido por ser uma pessoa de bom caráter, muito menos conhecida por falar sobre minha vida, se eles queriam criar boatos, eu não perdia meu tempo com explicações, muito menos em mudar isso, meus pais não eram como eu, gostavam de se fingir de bons cidadãos, na verdade, apenas minha mãe, Ruby. Não conhecia ninguém que pensasse algo bom de meu pai, na verdade quem ousava falar algo contra ele geralmente acabava sem uma parte do corpo ou até mesmo sem vida, eu simplesmente não perdia meu tempo quando tinha duas pessoas que cuidavam das aparências da família.

Girei a loira na minha frente e sorri para ela. – Espero que não se importe com a estupidez de minha irmã, ela não sabe, mas amanhã suas coisas estarão se mudando para a casa de nossa mãe, e por fim teremos paz em casa. – Franzi  testa e tentei desfazer a minha carranca, foi impressão minha ou eu estava falando como se realmente houvesse algo a mais nessa minha relação com a minha cientista? Que horror, minha mente deveria se controlar ao criar caminhos de pensamentos. – Teremos uma reunião daqui dois dias, não são pessoas difíceis de lidar, acredito que você até vá gostar de um desses homens, um alemão que conheci a dois anos, o pobre homem é genial, porém está tendo problemas em ter sua obra reconhecida.  – Vi Lilly de longe conversando com um homem alto e estranho, revirei os olhos para a cena, e honestamente, senti pena do pobre homem. – Você sabe como ela pode ser desagradável quando quer, e não quero que o senhor Marx negue a minha proposta.

A música lenta era agradável e com a conversa agradável de Elizabeth e todas suas opiniões, o tempo passou rapidamente. Até que Max passou por eles como se estivesse indo tirar a mãe da forca, o que era meio que impossível devido as condições da falecida. Eu parei por alguns instantes, depois voltei a dançar, mas estava com uma sensação ruim. – Vamos Lizzie, preciso beber mais. – Dito isso escutei um barulho de corpos se batendo, segui para o  corredor que parecia mais escuro e vazio do que o resto da festa, e então ouvi o grito fraco de Freya, existia poucas coisas que me deixavam realmente alarmado, uma delas era ouvir Freya gritar. Aquela pequena criatura nunca cometia vexames e quando cometia, as coisas ficavam feias.

- Ah, isso vai ser bom... – Disse comigo mesmo, me virei para Elizabeth. – Quer apostar em quem? – Mas eu não podia deixar isso acontecer, honestamente, só fiz algo pois Elizabeth parecia estar a ponto de ter um infarto, então me vi entre um ruivo de tamanho razoável e um Max muito irritado.

Senhores, temo que a diversão acaba agora. – Empurrou o ruivo e em poucos segundos dois homens estavam levando o ruivo, o inspetor de Londres, constatei ao vê-lo de perto. Olhei para Freya que parecia estar pálida como se um fantasma tivesse aparecido para ela, o que eu não duvidava, mas eu duvidava muito que aquela briga aconteceu por algo sobrenatural, principalmente devido a forma como a minha querida prima estava, com o penteado torto e com o batom borrado.
Queria rir, mas sabia que Maximillien era louco de ciúmes da irmã, e até eu me senti um pouco chocado, e se não fosse conhecido por ser depravado, eu estaria decepcionado com a morena. – Se acalme homem, ele já foi. – Mas era como se ele não escutasse, estava vermelho e com um corte no rosto, e olhava para Freya com uma expressão muito, muito estranha. Tentei argumentar com Max, mas ele ignorou a todos e arrastou Freya para longe, que foi cambaleando atrás, até que desmaiou.

Segurei o braço de Elizabeth que tentou ir atrás para ajudar. – Vamos Lizzie, temos uma centena de convidados para distrair. – Acenou para um dos empregados e uma explosão de luzes anunciou que o espetáculo iria continuar. – Eles nem sequer vão se importar se os anfitriões estão ou não, tudo o que eles querem é um bom show, vamos ao trabalho? - Quando eu olhei para frente, vi algo que me deixou horrorizado, pisquei e tentei fazer do meu choque um sorriso. Ah, essa festa não podia ficar melhor...

Sorri para a dama próximo ao salão, sorri e abri os braços para a dona de madeixas ruivas, não sabia se estava sorrindo de alegria ou desespero. - Você está cada dia mais fabulosa, Ruby, seja bem vinda.

Eu estava perdido, como explicar para minha mãe o que estava acontecendo?

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Re: Drink it in, drink it up, till you've drowned in the light in the sound [RP ABERTA]

Mensagem por Freya Västergötland em Sab Ago 01, 2015 5:30 pm

Freya olhou para a mão do ruivo em seu pescoço e ergueu uma sobrancelha, podia sentir aquele toque em sua pele queimar, e não era só seu pescoço, desde que a festa havia começado, ela sentia que a cada vez seus sentidos estavam intensificados, podia sentir os aromas das flores do corredor com mais facilidade, a mão de Anthony em sua pele fazia com que uma mistura de sensações passassem por ela, não sabia ao certo se elas eram boas ou não, mas não teve tempo de obter uma opinião firme, não quando os lábios dele tomaram os seus sem permissão alguma, invadindo sua boca e involuntariamente ela deixou.

Freya não era expert em beijos de língua, mas sabia que ele não estava tomando cuidado algum com ela, era aterrorizante, novo e convidativo, Freya puxou o ar quando os lábios dele deslizaram por seu pescoço, ela fechou os olhos e se deixou ir, fascinada com a forma que seu corpo estava sensível ao toque, não sabia o que tinha acontecido, mas tudo estava diferente naquela noite, tudo. Ergueu a mão e puxou o rosto de Anthony para longe de seu colo, mas ele era insistente, e Freya acabou por desistindo de ir contra ele, que não era delicado, era exatamente o que aparentava ser, completamente livre para fazer o que bem entendesse.

Freya fechou os olhos novamente, poderia ela estar deixando que um homem a tocasse daquela maneira? Não sabia, mas estava acontecendo, e ela estava de olhos fechados, tentando se concentrar em respirar, mas estava difícil, seu coração estava acelerado e ela só conseguia sentir os lábios dele, língua dele, as mãos.... Ela sentiu seu corpo esquentar dessa vez de excitação. Suspirou e se perguntou porque ele estava sendo tão insensível, parecia estar alheio as vontades de Freya, apenas em seu próprio prazer, sentiu o pescoço doer e ela gemeu novamente, dessa vez sentindo uma onda de desespero tomar conta dela, não deveria se assim, não deveria sentir isso, ainda de olhos fechados ela sentiu os cabelos cacheados roçarem em seus dedos e ela entendeu o que estava errado, não podia continuar aquilo, apertou os olhos ainda fechados, ele não era Maximillien.

Abriu os olhos, e tentou empurrar novamente Anthony, horrorizada consigo mesma, ele nem se moveu, mas não precisou fazer mais nada, pois a segunda coisa que viu foi seu irmão na frente dos dois.  – Maxi. – Começou Freya, mas ela não sabia o que falar. Mas Anthony sabia.

E ela estava tão chocada com as palavras dele que ela não sabia nem o que fazer, ela sabia que aquelas eram palavras indecentes e provocativas, mas ela sabia que no fundo aquilo era verdade, pois havia deixado que ele a tocasse e sabe-se lá o que teria feito com ela se ninguém os tivessem interrompido, mas o que mais a deixava horrorizada era que ela guardava na sua memória, enquanto Anthony a beijava, ela de olhos fechados pensava em Maximillien, imaginando ele ali, e aquele pensamento era um pecado mortal. Ela não conseguia se mover, estava chocada, principalmente quando Max socou Anthony, que revidou, então ambos estavam se socando e derrubando tudo ao redor, Freya gritou e tentou separar, mas acabou sendo empurrada contra uma das pilastras que ficavam no corredor, sentiu a cabeça bater com força e ela se apoiou contra a parede. Viu Killian e sua cabeça girou devido a dor na cabeça, e pela primeira vez na vida ficou grata por seu primo existir. – Max, pare! Anthony! Parem com isso! Não!

Então, quando não havia mais ninguém para ele socar, ele descontou toda a raiva sobre ela. – Você – Disse ela se livrando do aperto do irmão. – Você não ouse me tratar como uma criança! – Sentia o seu rosto vermelho, sentia vergonha, sentia raiva, sentia-se humilhada, mas não seria tratada como uma delinquente pelo seu próprio irmão. – Maximillien! – Começou, e lutou contra o irmão que estava mais irritado ainda, sentiu que seu coração estava acelerado demais, e novamente a sensação de estar flutuando a tomou, sacudiu o braço e xingou Max, que a encarou cheio de fúria. Freya sabia que não devia retrucar o irmão, e sabia que estava errada também, mas continuou, incapaz de se conter. – Me solte agora mesmo! Já não basta o estrago que aconteceu, você quer fazer essa cena? ME SOLTE! – Freya sentiu uma súbita falta de ar, e não teve mais forças para lutar contra o irmão que a puxou novamente, na verdade, Freya não teve forças para mais nada, pois tudo no seu campo de visão escureceu e ela desmaiou.

Encerrado para Max e Freya

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