Even if they judge Fuck it all [RP]

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Even if they judge Fuck it all [RP]

Mensagem por Freya Västergötland em Qua Ago 05, 2015 10:14 pm



Dados da RP


Participantes: Edwiges Shaw e Freya Västergötland
Clima: Nublado, 19°
Dois dias antes da festa dos gêmeos.

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Re: Even if they judge Fuck it all [RP]

Mensagem por Freya Västergötland em Qua Ago 05, 2015 10:17 pm

Quando eu não tinha nada para fazer, eu estudava, e em um ano vocês poderiam me chamar oficialmente de filosofa. Eu amava o que eu fazia, pois me fazia refletir que existiam coisas maiores do que esse mundinho em que vivíamos, talvez eu tenha escolhido a coisa certa, ou honestamente, meus colegas de estudos eram muito mais evoluídos do que os outros homens que transitavam pela faculdade, pois dificilmente eu era tratada de forma inferir por ser uma mulher, ao contrário de outros homens que me olhavam com desdém, escondendo atrás da educação de nobres o que eles pensavam: eu estava no lugar errado.

E foi em um dia desses que eu decidi que não iria para casa, meus guardas particulares me seguiam para qualquer canto, eu estava ciente disso, mas nenhum deles me diria para onde ir. Deixei meus livros na biblioteca próxima ao colégio e encontrei uma garota lá, enfiada entre uma pilha de livros que faziam com que ela parecesse ainda menor do que realmente era. Me senti atraída por sua fragilidade, e fui até ela. – Sabia que essa é a primeira vez que vejo uma garota nesse lugar? – Olhei para os guardas e eles foram até a porta, fingindo que não estavam ali. Suspirei e a encarei, novamente eu senti que uma escuridão estava próxima a mim, e eu senti meu corpo todo se arrepiar quando vi que toda aquela escuridão não estava em minha volta, e sim exalando da garota. - Meu nome é Freya Vas...- Arregalei os olhos, incapaz de compreender o que estava vendo, era como se a morte estivesse ali.

E quando eles estavam próximos, coisas ruins aconteciam comigo.

Senti meu coração acelerar conforme eles me encaravam, olhei para a garota que franziu a testa. Ela não sabia o que aquilo significava, mas eu precisava de Max para espantar aquelas coisas, precisava desesperadamente. Mas ele não estava comigo, o que eu faria sem ele para me livrar de todas aquelas coisas? – Me ajude... – Disse me arrependendo na mesma hora, será que ela me entregaria? Será que eu havia cometido o pior erro da minha vida?

Bem, eu não sabia o que fazer.

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Re: Even if they judge Fuck it all [RP]

Mensagem por Edwiges Shaw em Sex Ago 07, 2015 9:31 pm

Naquele dia de manhã, a casa parecia super lotada. Era de se imaginar que com duas irmãs gêmeas eu estivesse acostumada a estar em lugares com muita gente, mas eu mal podia lidar com os sentimentos de Eva e Eleonor mais os das governantas quanto mais com o de visitas. Decidi que iria sair, mas infelizmente o tempo não favorecia caminhadas ao ar livre. Decidi que iria a biblioteca, que apesar de ser um lugar com muita circulação as pessoas normalmente tinham ânimos bem tranquilos, a atmosfera em uniformemente previsível e eu descobri que podia me sentir um tanto confortável ali, mesmo com enjoos e me sentindo um tanto zonza.

Escolhi uma baia, ajustei as luzes e comecei a leitura de algum tipo de romance, algo bem relaxante e poderia passar o dia inteiro ali, se não fosse por uma presença um tanto inquietante. Podia senti-la desde o momento que cruzou a soleira da porta, como se algo se agitasse dentro de mim, e eu pudesse sentir tudo ao meu redor. E quando digo tudo, digo coisas ruins. Coisas que eu não podia ver, mas a partir do momento que ela se aproximou de mim, eu sabia que estavam lá.  E eu não consegui disfarçar o medo.

Finalmente ela apareceu, e era a misteriosa Freya Västergötland. – Miss Västergötland.. – Cumprimentei com um pequeno aceno de cabeça, e então percebi que estava sufocando. Senti o ar faltar dos meus pulmões, e algo escuro dominar minha mente. Tive que me apoiar na mesa em que eu estava para não cair, e então percebi que não era eu quem estava desmaiando e sim Freya. Que num ultimo instante sibilou um “Me ajude” que eu teria quase certeza que estavam na minha cabeça, se não tivesse vendo os lábios da morena se mexerem na minha frente.

 Segurei o corpo mole e um tanto sem vida da mulher, e percebi que ela podia cambalear alguns passos. Vi que estávamos perto da entrada do banheiro feminino, que felizmente era tão grande quando uma sala de chá, e então sentei Freya em uma das poltronas.

Seria uma dificuldade ajuda-la, afinal eu não sabia o que ela tinha. Mas eu sentia aquela pressão em meus pulmões, aquela sensação de que meu crânio estava espremendo meu cérebro e eu podia sentir coisas que estavam além de mim, como se eu me tornasse sensível a coisas que não estavam exatamente ali. Debilmente, tateei o cachimbo em meu vestido, pegando-o junto com o esqueiro,sentindo minha mão tremer exageradamente me impedindo de acendê-lo. Suspirei nervosamente, um tanto frustada, e então me deparei com o corpo de Freya no sofá.

Percebi que todo o mal estar estava ligado a ela. E eu sabia que era sensível demais as pessoas ao meu redor. Mas seria possível que Freya e eu fossemos iguais? Pessoas tocadas pelo sobrenatural e que as vezes nosso próprio corpo fugia do nosso controle? Resolvi arriscar, que se Freya usasse o cachimbo ao invés de mim, nós duas poderíamos ficar bem o suficiente para sairmos desse banheiro.

Era um tiro no escuro, mas resolvi arriscar. Coloquei o cachimbo entre os lábios da morena, e então acendi com dificuldade dado aos espamos do meu corpo, e podia ver que no de Freya também. Percebi que ela respirava e aspirava, sugando a droga do cachimbo, e como num passe de mágica, sentia aquela pressão nos pulmões e as dores de cabeça diminuindo, assim como a respiração dela melhorava, percebia que a minha estivera sobressaltava mas agora adotava o ritmo normal.

Fiquei contente, mas ao mesmo tempo ansiosa. O que acabara de acontecer? Olhei para Freya que parecia um pouco melhor, coloquei a mão na região onde estava meu estomago por cima do corpete a olhando com o semblante perplexo. – O que é você? – Perguntei, mas o que eu realmente queria saber era. “O que era eu?”

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Re: Even if they judge Fuck it all [RP]

Mensagem por Freya Västergötland em Qua Ago 12, 2015 9:14 pm

Eu não sabia o que fazer, eu mais uma vez não sabia como lidar com as criaturas, o que eu acreditava serem demônios, almas inquietas, que me rondavam, ou melhor, rondavam a garota a minha frente. E era regra clara que eu aprendi na minha vida, se você pode vê-los, eles podem te ver também, e te atacar a qualquer momento.

Lutei contra a vontade de chorar, e respirei fundo, sentindo pavor e a presença deles, era quase come se eles soubessem que eu estava acessível para eles, quase podia ver o sorriso maquiavélico neles.

Até que ela agiu, não sabia quem era ela, ou melhor, seu rosto até que era familiar, mas naquele momento, eu mal podia pensar. Ia acontecer novamente, eu seria possuída novamente, Deus me ajude, se é que ele existe.

Senti algo quente nos meia lábios e segui as instruções, era quase como se eu não estivesse sobre o controle do corpo, somente da voz dela. Senti uma fumaça passar pelos meios lábios e então senti meu peito queimar, e então, nada...

Absolutamente nada.

Encarei a garota na minha frente, senti minha cabeça tombar para o lado, incapaz de me mover diante daquilo, era mágico, era fantástico, lentamente eu sentia eles se esvaindo, uma nuvem cobriu tudo o que eu via. Acredito que isso foi o mais próximo de ser normal, era assim que Máxi via o mundo? Era assim, tão...

- O que eu sou? - Disse para ela, na mesma hora senti que aquilo era uma pergunta bem impertinente. - Eu sou a personificação de uma maldição. - Ri um pouco, sentindo que essa era uma ótima definição. - Por que você também estava desesperada? - Falei, então franzi a testa. Por que estávamos naquele sofá? Resolvi que deveria me encolher nele, e sussurrei para ela. - Você também os vê? Você vê os demônios? - A encarei no fundo dos olhos, depois devolvi o cachimbo. - Não deixe que eles escutem... Shhhh, os caçadores....



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Re: Even if they judge Fuck it all [RP]

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